Nas opções a seguir há uma série de recomendações mostradas aos frequentadores de um parque público. A fim de que elas se tornem mais persuasivas, foram acrescentadas razões lógicas a essas recomendações.Assinale a opção em que esse acréscimo está ligado de forma lógica ao aviso inicial.
ANão colha ou corte flores e frutas / porque se perde parte da beleza original.
BNão faça barulho / porque distrai os que vêm estudar no silêncio do parque.
CNão leve cães, mesmo na coleira / porque podem escapar e não serem mais encontrados.
DNão jogue lixo / porque atrai insetos.
ENão acenda fogueira / porque há risco de provocar incêndios.
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GabaritoE — Não acenda fogueira / porque há risco de provocar incêndios.
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Conexão lógica entre recomendação e razão
Gabarito: letra E.
A questão pede a opção em que a razão acrescentada (após "porque") está ligada logicamente ao aviso inicial. Para ser lógica, a razão deve ser uma consequência direta e necessária da ação proibida – um motivo que, por si só, justifique a proibição de forma objetiva. Todas as alternativas usam "porque", mas nem todas estabelecem uma relação causal imediata e incontornável. Apenas a letra E cumpre esse requisito.
Análise das alternativas
Alternativa A — ❌ Incorreta
"Não colha ou corte flores e frutas / porque se perde parte da beleza original."
A perda de "beleza original" é uma consequência subjetiva e não quantificável. Não há uma relação lógica necessária entre o ato de colher/cortar e a perda de beleza – esta é uma questão de valor estético, que pode variar. A razão apela para um conceito vago, não para uma causalidade objetiva. Erro: a razão não está ligada de forma lógica direta, pois depende de juízo de valor.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"Não faça barulho / porque distrai os que vêm estudar no silêncio do parque."
O barulho pode distrair, mas a relação não é automática nem universal: há pessoas que estudam com ruído, e o parque pode ter outros frequentadores. A razão é circunstancial e não decorre necessariamente do ato de fazer barulho. Erro: a conexão lógica é condicionada a um contexto específico, não é uma consequência inevitável.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"Não leve cães, mesmo na coleira / porque podem escapar e não serem mais encontrados."
"Podem escapar" expressa possibilidade, não certeza. A existência da coleira reduz drasticamente a chance de fuga, enfraquecendo a causalidade. A razão não é uma consequência direta e necessária; é um risco remoto. Erro: a relação de causa e efeito é provável, não lógica e necessária.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"Não jogue lixo / porque atrai insetos."
O lixo pode atrair insetos, mas isso depende do tipo de lixo, do ambiente, da estação, etc. Não é uma consequência inevitável – muitos tipos de lixo não atraem insetos imediatamente. A razão é verdadeira em muitos casos, mas não estabelece uma ligação lógica universal com a proibição. Erro: generalização indevida – a atração de insetos não é uma consequência necessária de todo lixo jogado.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"Não acenda fogueira / porque há risco de provocar incêndios."
Aqui, a relação causal é direta, imediata e necessária: acender uma fogueira sempre apresenta risco de provocar incêndios (por centelhas, vento, combustível ao redor). Não depende de circunstâncias subjetivas ou de probabilidades remotas; é uma verdade física. A razão é logicamente ligada ao aviso, pois o risco de incêndio é a consequência inerente ao ato de acender fogo. Correta.
PEGA ESSA DICA!
Para identificar a conexão lógica, pergunte: "A razão é uma consequência inevitável da ação?" Se a resposta for "sim, sempre", a ligação é lógica. Se depender de opinião, contexto ou possibilidade, a ligação é frágil ou inexistente.