Amazônia Azul e Defesa Marítima
Gabarito: letra A. Apenas a afirmativa I está correta. A Estratégia Nacional de Defesa (END) realmente especifica as áreas estratégicas marítimas mencionadas (faixa Santos–Vitória e foz do Amazonas), conforme preconizado nos documentos de defesa do Brasil. A afirmativa II erra ao definir defesa marítima como um mero "sentimento de garantia", quando se trata de um conjunto de ações e capacidades. A afirmativa III incorre ao apontar a proteção da atividade pesqueira como a maior vulnerabilidade, desconsiderando a dependência energética e comercial, e contém imprecisão geográfica sobre a localização do Instituto Almirante Paulo Moreira.
Afirmativa I — ✅ Correta
A END, um dos documentos de alto nível citados no texto introdutório, determina que as áreas marítimas que merecem atenção especial para o controle do acesso marítimo ao Brasil são a faixa entre Santos e Vitória e a região em torno da foz do rio Amazonas. Isso está alinhado com a importância estratégica dessas áreas para a exploração de petróleo, comércio exterior e segurança.
Afirmativa II — ❌ Incorreta
A definição apresentada confunde defesa marítima com um conceito subjetivo de "sentimento de garantia". Na doutrina de defesa, a defesa marítima é entendida como o conjunto de medidas e ações (incluindo o poder naval) para proteger os interesses nacionais no mar, não um mero sentimento. Além disso, a referência a "ameaças de qualquer natureza em períodos de normalidade" é genérica e inadequada.
Afirmativa III — ❌ Incorreta
A afirmativa exagera ao eleger a proteção da atividade pesqueira como a maior vulnerabilidade do Brasil. De acordo com o próprio texto da questão, mais de 95% do comércio exterior e 95% do petróleo dependem do mar, tornando a segurança energética e comercial muito mais críticas. Há também imprecisão: o Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM) localiza-se em Arraial do Cabo, na Região dos Lagos, não no norte do estado do Rio de Janeiro.
Gabarito: letra A.