Em cada alternativa abaixo, apresenta-se a reescritura de alguma passagem do texto 2. A alternativa em que essa reescritura NÃO gerou erro no uso do acento grave no elemento sublinhado é:
ANesse contexto, a cidade se deve à uma complexa interação entre governança, ambientes urbanos físicos, sociais e econômicos.
BDe fato, segmentos populacionais menos privilegiados combinam um ambiente mais hostil com mais comorbidades, deficiência nutricional, menor acesso à informações.
CUm estudo epidemiológico conduzido na região metropolitana de São Paulo chego a conclusão de que aproximadamente 40% da população urbana preencheu critérios para ao menos um diagnóstico psiquiátrico.
DEm uma complementaridade pungente às conclusões mais técnicas do levantamento epidemiológico, o estudo qualitativo dá voz ao sofrimento principalmente de mães, esposas e cuidadores em geral.
ENo caso dos longos deslocamentos diários casa-trabalho-casa, eles podem ser agravados quando a população mais vulnerável é forçada à assumir dois ou mais empregos.
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GabaritoD — Em uma complementaridade pungente às conclusões mais técnicas do levantamento epidemiológico, o estudo qualitativo dá voz ao sofrimento principalmente de mães, esposas e cuidadores em geral.
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Crase em reescrituras do Texto 2
Gabarito: Letra D. A única reescritura que não comete erro de crase é a que emprega "às conclusões", pois a preposição "a" (exigida por "complementaridade") se funde corretamente com o artigo definido "as" diante de palavra feminina plural determinada. Todas as demais alternativas violam uma regra específica do acento grave.
Análise das alternativas
Alternativa A — ❌ Incorreta
Reescritura: "Nesse contexto, a cidade se deve à uma complexa interação..."
O original diz: "a cidade é o resultado de uma complexa interação". A reescritura troca "é o resultado de" por "se deve a". O verbo "dever-se" exige preposição a, mas o substantivo "interação" vem precedido do artigo indefinido uma. A regra: não há crase antes de artigo indefinido (exceto em expressões como "à uma hora"). Portanto, o correto seria "se deve a uma complexa interação". O uso de "à" é erro.
PEGA ESSA DICA!
Teste a crase substituindo a palavra feminina por uma masculina: se aparecer "ao", crase há; se aparecer "a o" (ou apenas "a"), não. Aqui: "se deve a um complexo processo" → sem artigo, logo sem crase.
Erro: generalização indevida (aplicou crase onde não há fusão).
Alternativa B — ❌ Incorreta
Reescritura: "menor acesso à informações."
Original: "menor acesso à informação, à educação..." (singular). A reescritura mudou para o plural informações. O substantivo "informações" é feminino plural. Se estivesse determinado, a crase seria às informações (preposição a + as). Mas a reescritura usa à (singular), que não concorda com o plural. Além disso, mesmo que o artigo fosse omitido, o correto seria "a informações" (sem crase). Portanto, erro duplo: ausência de concordância e emprego indevido do acento.
Erro: contradiz o texto (muda número sem ajustar a crase).
Alternativa C — ❌ Incorreta
Reescritura: "Um estudo epidemiológico conduzido na região metropolitana de São Paulo chego a conclusão de que..."
Original: "...mostra que aproximadamente 40%...". A reescritura altera o verbo e a estrutura. A expressão "chegar a conclusão" — sem artigo — é vaga; o sentido definido exige artigo: "chegar à conclusão" (preposição a + a conclusão). O uso de "a" sem acento grave, nesse contexto, é erro de crase por omissão.
NÃO CAIA NESSA!
A banca conta com o candidato que acha que, por ser masculino? Não, "conclusão" é feminino. Como o verbo "chegar" pede preposição, e a conclusão está determinada (a conclusão do estudo), a crase é obrigatória. A ausência do acento é o erro.
Erro: contradiz o texto (omissão de crase obrigatória).
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Reescritura: "Em uma complementaridade pungente às conclusões mais técnicas do levantamento epidemiológico..."
Original: "Em uma complementaridade pungente ao relato mais técnico...". A substituição de "relato" (masculino) por "conclusões" (feminino plural) exige a contração às (a + as). A palavra "conclusões" está determinada (as conclusões do levantamento), portanto o artigo definido é cabível. A crase está correta.
PEGA ESSA DICA!
Confirme a regência do substantivo "complementaridade": quem é complementar a algo. Exige preposição a. Depois, identifique se o termo feminino plural admite artigo. Tudo presente, crase obrigatória.
Correta – sem erros.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Reescritura: "a população mais vulnerável é forçada à assumir dois ou mais empregos."
Original: "a população... tem que assumir dois ou mais empregos". O verbo "forçar" exige preposição a, mas o termo seguinte é um verbo no infinitivo (assumir). A regra: nunca há crase antes de verbo. O correto é "forçada a assumir". O uso de "à" é erro grave.
NÃO CAIA NESSA!
A forma "forçada à" pode parecer correta porque "forçada" pede preposição, mas a crase só ocorre diante de palavra feminina que admita artigo. Verbo não admite artigo.
Erro: generalização indevida (crase antes de infinitivo).
PEGA ESSA DICA!
Troque o A por AO (masculino): se vira AO, há crase
Substitua o substantivo feminino por um equivalente masculino. Se o 'a' se transforma em 'ao', deve-se usar crase. Ex.: Vou à festa / Vou ao baile → crase confirmada.