Questão de Contabilidade Pública — Depreciação, Amortização e Exaustão — FGV 2023
Contabilidade Pública›Depreciação, Amortização e Exaustão
Código
fg063981
Banca
FGV
Órgão
FHEMIG
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Contador
No segundo ano de uso, uma entidade do setor público muda a estimativa da vida útil de seus computadores que são utilizados no atendimento ao público, de cinco para oito anos, de modo a modificar a despesa de depreciação.O efeito dessa mudança na estimativa contábil deve ser reconhecido
Ano período da mudança, apenas.
Bnos períodos posteriores ao da mudança, apenas.
Cno período da mudança e nos posteriores a ela, apenas.
Dno período da mudança e nos anteriores a ela, apenas.
Eno período da mudança, nos anteriores e nos posteriores a ela.
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GabaritoC — no período da mudança e nos posteriores a ela, apenas.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Mudança de estimativa contábil – depreciação no setor público
Gabarito: letra C. A mudança na estimativa de vida útil de um ativo (de 5 para 8 anos) deve ser reconhecida prospectivamente: no período da mudança (ajustando a depreciação corrente) e nos períodos futuros (com base na nova vida útil remanescente), sem qualquer ajuste retroativo. Esse tratamento é pacífico na doutrina contábil e decorre da natureza da mudança de estimativa, que não representa correção de erro nem alteração de política contábil.
A banca testa a distinção entre o tratamento de mudança de estimativa (prospectivo) e o de correção de erro ou mudança de política contábil (retrospectivo). A alteração da vida útil é uma revisão de estimativa, baseada em novas informações ou na experiência, e por isso afeta apenas o período corrente e os seguintes.
1Revisão da vida útil
2Recalcula depreciação corrente
3Distribui pelo restante da vida útil
4Sem ajuste retroativo
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Alternativa A — ❌ Incorreta
"Apenas no período da mudança". O erro está em ignorar que a nova depreciação será calculada sobre o valor contábil remanescente e distribuída por toda a vida útil restante, estendendo o efeito aos períodos futuros.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"Apenas nos períodos posteriores". A mudança também impacta o próprio período da alteração: a partir da data da revisão, a depreciação deve ser recalculada com base na nova estimativa para o exercício corrente.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"No período da mudança e nos posteriores a ela, apenas." Esse é exatamente o tratamento prospectivo: reconhece-se o efeito no período da mudança (ajuste da depreciação corrente) e nos futuros (nova quota depreciável), sem mexer no passado.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"No período da mudança e nos anteriores a ela, apenas." A retroação a períodos anteriores (retrospectivo) é própria de correção de erro ou mudança de política contábil com aplicação retrospectiva, não de mudança de estimativa.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"No período da mudança, nos anteriores e nos posteriores a ela." Idem ao D: a retrospectividade não se aplica a mudanças de estimativa.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre mudança de estimativa (prospectiva) e correção de erro ou mudança de política contábil (retrospectiva). Muitos candidatos, ao verem uma alteração de vida útil, pensam que devem ajustar todo o histórico – o que está errado. A revisão de estimativa é uma prática normal e não representa erro; logo, não se retroage.