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Questão de Medicina — Cardiologia e Alterações Vasculares — FGV 2023

MedicinaCardiologia e Alterações Vasculares
Código
fg064225
Banca
FGV
Órgão
FHEMIG
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Médico - Cardiologia
Paciente de 32 anos, sexo masculino, fisicamente ativo, sem comorbidades conhecidas e acompanhamento médico regular. História familiar: pai hipertenso, diabético, com doença arterial coronariana conhecida. Sem outro histórico relevante.Relata em consulta que há meses apresenta dor retroesternal, em aperto, com duração de 10 minutos, quando atinge velocidade de 10km/h na esteira, com alívio após 5 minutos de repouso. Refere dor esporádica em repouso.Após extensa investigação, realiza o seguinte exame:Imagem associada para resolução da questãoCom base na história e no exame complementar apresentado, a causa mais provável da dor, a artéria acometida e o tratamento farmacológico inicial de escolha são, respectivamente,
  1. Adoença aterosclerótica, artéria circunflexa e betabloqueador.
  2. Bponte miocárdica, artéria circunflexa e betabloqueador.
  3. Cdoença aterosclerótica, artéria descendente anterior e propatilnitrato.
  4. Dponte miocárdica, artéria descendente anterior e propatilnitrato.
  5. Eponte miocárdica, artéria descendente anterior e betabloqueador.
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GabaritoE — ponte miocárdica, artéria descendente anterior e betabloqueador.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Ponte miocárdica: diagnóstico e tratamento

Gabarito: letra E. A dor anginosa desencadeada por esforço físico intenso, com alívio ao repouso, em paciente jovem e sem fatores de risco significativos, associada ao achado angiográfico de compressão sistólica da artéria descendente anterior, é característica de ponte miocárdica, cujo tratamento farmacológico inicial é o betabloqueador.

A ponte miocárdica é uma anomalia congênita em que um feixe de miocárdio recobre um segmento de uma artéria coronária epicárdica, mais comumente a artéria descendente anterior. Durante a sístole, o músculo cardíaco contrai e comprime a artéria, reduzindo o fluxo sanguíneo coronariano. Embora a maior parte do fluxo coronariano ocorra na diástole, a compressão sistólica pode causar isquemia miocárdica, especialmente em situações de aumento da frequência cardíaca e do inotropismo, como durante o exercício físico intenso. Isso explica a dor anginosa desencadeada por esforço, que alivia com o repouso, como no caso do paciente.

O diagnóstico é feito por meio de exames de imagem, como a angiografia coronariana, que mostra o fenômeno de "ordenha" (milking effect) — a compressão sistólica do segmento intramiocárdico da artéria. O tratamento farmacológico inicial é baseado em betabloqueadores, que reduzem a frequência cardíaca, o inotropismo e a compressão sistólica da artéria, melhorando o fluxo coronariano diastólico. Os nitratos, ao contrário, podem piorar os sintomas, pois aumentam a taquicardia reflexa e a contratilidade, intensificando a compressão.

A distinção entre ponte miocárdica e doença aterosclerótica é fundamental. A aterosclerose é mais comum em pacientes com fatores de risco (idosos, tabagistas, diabéticos, hipertensos) e causa estenose fixa das artérias coronárias, com dor que pode ocorrer tanto em esforço quanto em repouso. A ponte miocárdica, por sua vez, é uma condição congênita, mais comum em jovens, e a dor é tipicamente desencadeada por esforço e aliviada com repouso, como no caso apresentado.

A artéria acometida na ponte miocárdica é, na grande maioria dos casos, a artéria descendente anterior, que percorre o sulco interventricular anterior e é a mais frequentemente envolvida por esse feixe muscular. A artéria circunflexa é menos comumente acometida.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre ponte miocárdica e doença aterosclerótica. O paciente jovem, sem fatores de risco, com dor desencadeada por esforço intenso e alívio ao repouso, aponta para a ponte miocárdica, não para a aterosclerose. Além disso, o tratamento inicial da ponte miocárdica é com betabloqueador, e não com nitrato, que pode até piorar os sintomas.

1Anomalia congênita
Feixe muscular sobre artéria coronária
Mais comum: descendente anterior
2Mecanismo
Compressão sistólica da artéria
Reduz fluxo coronariano
3Quadro clínico
Dor em esforço intenso
Alívio com repouso
Jovem, sem fatores de risco
4Diagnóstico
Angiografia: "milking effect"
5Tratamento inicial
Betabloqueador
Nitrato (pode piorar)
Ponte miocárdica
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Ponte miocárdica: Anomalia congênita (Feixe muscular sobre artéria coronária, Mais comum: descendente anterior); Mecanismo (Compressão sistólica da artéria, Reduz fluxo coronariano); Quadro clínico (Dor em esforço intenso, Alívio com repouso, Jovem, sem fatores de risco); Diagnóstico (Angiografia: "milking effect"); Tratamento inicial (Betabloqueador, Nitrato (pode piorar))

Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa erra ao afirmar que a causa é doença aterosclerótica. O paciente é jovem, fisicamente ativo e sem comorbidades, o que torna a aterosclerose menos provável. Além disso, a artéria acometida na ponte miocárdica é a descendente anterior, não a circunflexa. O betabloqueador seria o tratamento correto, mas a causa e a artéria estão erradas.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa acerta ao identificar a ponte miocárdica como causa e o betabloqueador como tratamento, mas erra ao apontar a artéria circunflexa como a acometida. A artéria mais comumente envolvida na ponte miocárdica é a descendente anterior.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa erra ao afirmar que a causa é doença aterosclerótica e que o tratamento é propatilnitrato. O paciente jovem e sem fatores de risco sugere ponte miocárdica, e o nitrato não é o tratamento de escolha, podendo até piorar os sintomas.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa acerta ao identificar a ponte miocárdica como causa e a artéria descendente anterior como acometida, mas erra ao indicar propatilnitrato como tratamento. O betabloqueador é a primeira escolha, pois reduz a compressão sistólica da artéria.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa está correta ao identificar a ponte miocárdica como causa, a artéria descendente anterior como a acometida e o betabloqueador como tratamento farmacológico inicial. O betabloqueador reduz a frequência cardíaca e o inotropismo, diminuindo a compressão sistólica e melhorando o fluxo coronariano.

Gabarito: letra E

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