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Questão de Medicina — Cardiologia e Alterações Vasculares — FGV 2023

MedicinaCardiologia e Alterações Vasculares
Código
fg064242
Banca
FGV
Órgão
FHEMIG
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Médico - Cirurgia Cardiovascular
O uso do enxerto de artéria radial no lugar do enxerto de veia safena não é recomendado
  1. Apor apresentar patência superior.
  2. Bpor levar à redução de eventos cardíacos adversos.
  3. Cpor melhorar a sobrevida.
  4. Dna segunda artéria mais importante após a coronária descendente anterior.
  5. Epor levar à redução no tempo de clampeamento aórtico.
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GabaritoE — por levar à redução no tempo de clampeamento aórtico.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Enxerto de artéria radial na revascularização miocárdica

Gabarito: letra E. O uso do enxerto de artéria radial não é desaconselhado por reduzir o tempo de clampeamento aórtico — essa não é uma vantagem atribuída a esse enxerto, e a alternativa inverte a lógica: a artéria radial é preferida à safena por apresentar patência superior, reduzir eventos cardíacos adversos e melhorar a sobrevida, além de ser a segunda artéria mais importante após a descendente anterior. A questão cobra o conhecimento sobre a escolha do enxerto na cirurgia de revascularização do miocárdio (CRM), tema da cirurgia cardiovascular.

A revascularização do miocárdio (CRM) é o procedimento cirúrgico que restabelece o fluxo sanguíneo ao coração quando há obstrução das artérias coronárias. Os enxertos mais utilizados são a artéria torácica interna (geralmente a esquerda, anastomosada à artéria descendente anterior — o vaso mais importante), a artéria radial (retirada do antebraço) e a veia safena (retirada da perna). A escolha entre eles depende da durabilidade e da capacidade de permanecer pérvio (aberto) ao longo do tempo.

A artéria torácica interna esquerda é o padrão-ouro para a descendente anterior, com taxa de perviedade esperada de 90% em 10 anos. A veia safena degenera com o tempo, levando a oclusões e taxa de perviedade de cerca de 50% em 10 anos. A artéria radial livre tem desempenho intermediário: melhor que a veia safena, mas inferior à artéria torácica interna. Por isso, quando se opta por um segundo enxerto, a artéria radial é preferida à safena — ela é considerada a segunda artéria mais importante após a descendente anterior.

A superioridade da artéria radial sobre a safena se traduz em benefícios clínicos: maior patência, redução de eventos cardíacos adversos (como infarto e necessidade de nova revascularização) e melhora da sobrevida. Esses são os motivos pelos quais o enxerto radial é recomendado. O tempo de clampeamento aórtico, por sua vez, é um aspecto técnico do procedimento — relacionado ao uso ou não de circulação extracorpórea — e não uma vantagem específica do enxerto radial. A alternativa E, portanto, apresenta um motivo que não justifica a preferência pela artéria radial, sendo a resposta correta da questão.

A pegadinha da banca está em inverter a lógica: as alternativas A, B, C e D apresentam vantagens reais do enxerto radial, que são justamente os motivos para recomendá-lo. A alternativa E apresenta uma afirmação que não corresponde a uma vantagem do enxerto radial — o tempo de clampeamento aórtico não é reduzido por essa escolha. O candidato que conhece as vantagens do enxerto radial identifica facilmente a alternativa que foge ao padrão.

Enxerto de artéria radial
  • 1Vantagens (recomendado)
    • Patência superior à safena
    • Reduz eventos cardíacos adversos
    • Melhora a sobrevida
    • 2ª artéria mais importante (após DA)
  • 2Não é vantagem
    • Reduzir tempo de clampeamento aórtico
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que o uso da artéria radial não é recomendado por apresentar patência superior. Isso é um contrassenso: a patência superior é justamente uma vantagem do enxerto radial sobre a safena, sendo um dos motivos para recomendá-lo. O texto de apoio confirma que os enxertos de artéria radial livre têm desempenho melhor do que os enxertos de veia safena.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que o uso da artéria radial não é recomendado por levar à redução de eventos cardíacos adversos. Novamente, a redução de eventos adversos é um benefício do enxerto radial, que o torna preferível à safena. A alternativa inverte a relação: o que é motivo para recomendar é apresentado como motivo para não recomendar.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que o uso da artéria radial não é recomendado por melhorar a sobrevida. A melhora da sobrevida é outra vantagem do enxerto radial, que o coloca em posição superior à safena. A alternativa erra ao apresentar um benefício como se fosse uma desvantagem.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que o uso da artéria radial não é recomendado na segunda artéria mais importante após a coronária descendente anterior. Na prática, a artéria radial é recomendada justamente para ser usada como segundo enxerto, após a descendente anterior (que recebe a artéria torácica interna). A alternativa inverte a indicação: a artéria radial é a segunda escolha, não uma contraindicação.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Afirma que o uso da artéria radial não é recomendado por levar à redução no tempo de clampeamento aórtico. Essa é a única alternativa que apresenta um motivo que não corresponde a uma vantagem do enxerto radial. O tempo de clampeamento aórtico é um aspecto técnico do procedimento cirúrgico, relacionado ao uso de circulação extracorpórea, e não uma característica do enxerto escolhido. A artéria radial é recomendada por suas vantagens de patência e desfechos clínicos, não por reduzir o tempo de clampeamento. Portanto, esta é a alternativa que responde corretamente ao enunciado.

Gabarito: letra E

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