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Questão de Medicina — Pneumologia — FGV 2023

MedicinaPneumologia
Código
fg064292
Banca
FGV
Órgão
FHEMIG
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Médico - Cirurgia Torácica
No tratamento da síndrome do desfiladeiro torácico de etiologia venosa, em presença de trombose de veia subclávia, não está indicado(a)
  1. Atrombólise na fase aguda.
  2. Ba descompressão cirúrgica após resolução completa do quadro agudo.
  3. Co uso de stent como forma de prevenção de novos episódios tromboembólicos.
  4. Do uso de anticoagulação por períodos prolongados, e seguimento com estudo de imagem.
  5. Eevitar atividade física intensa e repetitiva, envolvendo principalmente membros superiores.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — o uso de stent como forma de prevenção de novos episódios tromboembólicos.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Síndrome do desfiladeiro torácico venoso: manejo da trombose de veia subclávia

Gabarito: letra C. Na trombose venosa associada à síndrome do desfiladeiro torácico, o uso de stent não é indicado como prevenção de novos episódios tromboembólicos — o stent venoso tem alto risco de reestenose e trombose, e a abordagem correta envolve trombólise na fase aguda, anticoagulação prolongada e descompressão cirúrgica após resolução do quadro agudo. A alternativa C é a única que contraria o manejo consagrado pelas diretrizes de cirurgia vascular.

A síndrome do desfiladeiro torácico (SDT) ocorre quando estruturas que passam pelo espaço entre a clavícula e a primeira costela — plexo braquial, artéria e veia subclávia — são comprimidas. Quando a compressão atinge a veia subclávia, pode levar à trombose venosa profunda de membro superior, condição conhecida como síndrome de Paget-Schroetter, especialmente em pacientes jovens e atletas que fazem movimentos repetitivos com os braços (remo, natação, levantamento de peso). O mecanismo envolve a tríade de Virchow: lesão endotelial pelo esforço repetitivo, estase venosa pela compressão extrínseca e, em alguns casos, hipercoagulabilidade associada.

O tratamento da trombose venosa do desfiladeiro torácico tem três pilares: (1) trombólise na fase aguda, geralmente por cateter dirigido, para restaurar a perviedade da veia; (2) anticoagulação prolongada, para prevenir recorrência e complicações tromboembólicas; e (3) descompressão cirúrgica (ressecção da primeira costela e/ou escalenectomia) após a resolução do quadro agudo, para eliminar a causa mecânica da compressão. A cirurgia é essencial porque, sem ela, a recorrência é alta mesmo com anticoagulação adequada.

O stent venoso, por sua vez, é uma opção em situações muito selecionadas, como estenose residual significativa após trombólise e descompressão, mas não é indicado como prevenção primária de novos episódios tromboembólicos. Isso porque o stent em veias de alto fluxo e compressão extrínseca tem altas taxas de reestenose e trombose, podendo até piorar o quadro. A diretriz de cirurgia vascular é clara: o stent não substitui a descompressão cirúrgica nem a anticoagulação, e seu uso profilático é contraindicado.

A pegadinha da questão está em confundir o papel do stent na doença arterial (onde é amplamente utilizado, como na doença arterial coronariana ou periférica) com o papel na doença venosa compressiva. Na SDT venosa, o stent é reservado para casos de estenose residual pós-cirúrgica, e nunca como prevenção de novos episódios. O candidato que associa stent a "prevenção de trombose" cai na armadilha, pois na prática o stent venoso é trombogênico.

1Mecanismo
Compressão da veia subclávia
Tríade de Virchow
2Tratamento indicado
Trombólise na fase aguda
Anticoagulação prolongada
Descompressão cirúrgica após quadro agudo
Evitar esforço repetitivo
3Stent venoso
Não previne novos episódios
Alto risco de reestenose/trombose
Só em estenose residual pós-cirúrgica
SDT venosa (Paget-Schroetter)
LEVELsoulevel.com.br
SDT venosa (Paget-Schroetter): Mecanismo (Compressão da veia subclávia, Tríade de Virchow); Tratamento indicado (Trombólise na fase aguda, Anticoagulação prolongada, Descompressão cirúrgica após quadro agudo, Evitar esforço repetitivo); Stent venoso (Não previne novos episódios, Alto risco de reestenose/trombose, Só em estenose residual pós-cirúrgica)

Alternativa A — ✅ Correta

A trombólise na fase aguda é indicada, especialmente por cateter dirigido, para dissolver o trombo recente e restaurar o fluxo venoso. O material de apoio confirma que, em TVP extensa e sintomática, a trombólise pode ser benéfica, e na SDT venosa é o padrão inicial de tratamento. A alternativa está correta.

Alternativa B — ✅ Correta

A descompressão cirúrgica após resolução completa do quadro agudo é o tratamento definitivo da SDT venosa, pois remove a causa mecânica da compressão. A cirurgia (ressecção da primeira costela) é indicada após a trombólise e anticoagulação, para prevenir recorrência. A alternativa está correta.

Alternativa C — ❌ Incorreta ⟵ GABARITO

O uso de stent como prevenção de novos episódios tromboembólicos não é indicado. O stent venoso tem alto risco de reestenose e trombose, especialmente em veias submetidas a compressão extrínseca, e não substitui a descompressão cirúrgica. A alternativa está incorreta, sendo a resposta pedida pela banca.

Alternativa D — ✅ Correta

A anticoagulação prolongada é indicada, com seguimento por imagem (ultrassonografia ou venografia) para monitorar a recanalização e detectar recorrências. O material de apoio reforça que pacientes com TVP necessitam de anticoagulação prolongada e seguimento ambulatorial. A alternativa está correta.

Alternativa E — ✅ Correta

Evitar atividade física intensa e repetitiva com membros superiores é uma medida importante para prevenir novos episódios, pois o esforço repetitivo é um fator desencadeante da trombose no desfiladeiro torácico. A alternativa está correta.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca o papel do stent: na doença arterial ele é preventivo de oclusão, mas na trombose venosa do desfiladeiro torácico ele é trombogênico e não substitui a descompressão cirúrgica. Lembre-se: stent venoso só em estenose residual pós-cirúrgica, nunca como prevenção primária.

Gabarito: letra C — a única conduta não indicada é o uso de stent como prevenção de novos episódios tromboembólicos.

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