O fator etiológico, atualmente mais aceito na gênese do Pectus Excavatum, está relacionado
Aà alteração intrínseca do desenvolvimento do esterno.
Bao crescimento descoordenado e excessivo das cartilagens costais.
Cà compressão intrauterina.
Dao desvio do eixo cardíaco.
Eà presença de banda ligamentar retroesternal congênita.
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GabaritoB — ao crescimento descoordenado e excessivo das cartilagens costais.
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Pectus Excavatum: etiologia e fisiopatologia
Gabarito: letra B. O fator etiológico mais aceito na gênese do Pectus Excavatum é o crescimento descoordenado e excessivo das cartilagens costais, que empurra o esterno para trás, formando a depressão característica. As demais alternativas apresentam teorias ultrapassadas ou consequências da deformidade, não a causa primária.
O Pectus Excavatum é a deformidade congênita mais comum da parede torácica anterior, caracterizada por uma depressão do esterno e das cartilagens costais. A compreensão da sua etiologia evoluiu ao longo do tempo. Inicialmente, acreditava-se que a causa fosse uma alteração intrínseca do desenvolvimento do esterno, mas essa teoria foi abandonada. Atualmente, a teoria mais aceita é a de que há um crescimento excessivo e descoordenado das cartilagens costais, que empurram o esterno para trás, criando a deformidade. Esse crescimento anormal pode estar relacionado a uma displasia da cartilagem costal, que se torna mais proeminente durante o surto de crescimento da adolescência, quando a deformidade costuma se acentuar.
É importante distinguir a causa da deformidade de suas consequências. O desvio do eixo cardíaco, por exemplo, é uma consequência da compressão do coração pelo esterno deprimido, não a causa. Da mesma forma, a compressão intrauterina e a presença de banda ligamentar retroesternal congênita são teorias antigas e não mais aceitas. A compreensão da fisiopatologia é fundamental para o tratamento, que visa corrigir a deformidade, seja por técnicas cirúrgicas (como a técnica de Nuss ou Ravitch) ou, em casos selecionados, por exercícios e correção postural.
A banca explora a confusão entre a causa primária e as consequências ou teorias ultrapassadas. O candidato que não domina a fisiopatologia pode ser levado a escolher a alternativa que descreve uma consequência (como o desvio do eixo cardíaco) ou uma teoria antiga (como a compressão intrauterina). A chave é lembrar que a deformidade é causada pelo crescimento anormal das cartilagens costais, que empurram o esterno para trás.
Pectus Excavatum
1Etiologia (causa)
Crescimento excessivo das cartilagens costais
Teorias antigas
Alteração do esterno
Compressão intrauterina
Banda retroesternal
2Consequências (não são causa)
Desvio do eixo cardíaco
Depressão esternal
3Tratamento
Cirúrgico (Nuss, Ravitch)
Não cirúrgico (exercícios, postura)
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Alternativa A — ❌ Incorreta
A alteração intrínseca do desenvolvimento do esterno foi uma teoria antiga, mas não é mais aceita. A deformidade não é causada por um problema primário do esterno, mas sim pelo crescimento excessivo das cartilagens costais que o empurram para trás.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O crescimento descoordenado e excessivo das cartilagens costais é a teoria etiológica mais aceita. O crescimento anormal das cartilagens costais, que se conectam ao esterno, empurra o osso para trás, criando a depressão característica do Pectus Excavatum. Essa teoria explica por que a deformidade tende a se acentuar durante o surto de crescimento da adolescência.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A compressão intrauterina é uma teoria antiga e não mais aceita. A deformidade não é causada por uma compressão mecânica durante a gestação, mas sim por um crescimento anormal das cartilagens costais.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O desvio do eixo cardíaco é uma consequência da deformidade, não a causa. A compressão do coração pelo esterno deprimido pode desviar o eixo cardíaco, mas isso não é o fator etiológico primário.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A presença de banda ligamentar retroesternal congênita é uma teoria antiga e não mais aceita. Não há evidências de que uma banda ligamentar seja a causa da deformidade.