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Questão de Medicina — Pneumologia — FGV 2023

MedicinaPneumologia
Código
fg064293
Banca
FGV
Órgão
FHEMIG
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Médico - Cirurgia Torácica
O fator etiológico, atualmente mais aceito na gênese do Pectus Excavatum, está relacionado
  1. Aà alteração intrínseca do desenvolvimento do esterno.
  2. Bao crescimento descoordenado e excessivo das cartilagens costais.
  3. Cà compressão intrauterina.
  4. Dao desvio do eixo cardíaco.
  5. Eà presença de banda ligamentar retroesternal congênita.
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GabaritoB — ao crescimento descoordenado e excessivo das cartilagens costais.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Pectus Excavatum: etiologia e fisiopatologia

Gabarito: letra B. O fator etiológico mais aceito na gênese do Pectus Excavatum é o crescimento descoordenado e excessivo das cartilagens costais, que empurra o esterno para trás, formando a depressão característica. As demais alternativas apresentam teorias ultrapassadas ou consequências da deformidade, não a causa primária.

O Pectus Excavatum é a deformidade congênita mais comum da parede torácica anterior, caracterizada por uma depressão do esterno e das cartilagens costais. A compreensão da sua etiologia evoluiu ao longo do tempo. Inicialmente, acreditava-se que a causa fosse uma alteração intrínseca do desenvolvimento do esterno, mas essa teoria foi abandonada. Atualmente, a teoria mais aceita é a de que há um crescimento excessivo e descoordenado das cartilagens costais, que empurram o esterno para trás, criando a deformidade. Esse crescimento anormal pode estar relacionado a uma displasia da cartilagem costal, que se torna mais proeminente durante o surto de crescimento da adolescência, quando a deformidade costuma se acentuar.

É importante distinguir a causa da deformidade de suas consequências. O desvio do eixo cardíaco, por exemplo, é uma consequência da compressão do coração pelo esterno deprimido, não a causa. Da mesma forma, a compressão intrauterina e a presença de banda ligamentar retroesternal congênita são teorias antigas e não mais aceitas. A compreensão da fisiopatologia é fundamental para o tratamento, que visa corrigir a deformidade, seja por técnicas cirúrgicas (como a técnica de Nuss ou Ravitch) ou, em casos selecionados, por exercícios e correção postural.

A banca explora a confusão entre a causa primária e as consequências ou teorias ultrapassadas. O candidato que não domina a fisiopatologia pode ser levado a escolher a alternativa que descreve uma consequência (como o desvio do eixo cardíaco) ou uma teoria antiga (como a compressão intrauterina). A chave é lembrar que a deformidade é causada pelo crescimento anormal das cartilagens costais, que empurram o esterno para trás.

Pectus Excavatum
  • 1Etiologia (causa)
    • Crescimento excessivo das cartilagens costais
    • Teorias antigas
      • Alteração do esterno
      • Compressão intrauterina
      • Banda retroesternal
  • 2Consequências (não são causa)
    • Desvio do eixo cardíaco
    • Depressão esternal
  • 3Tratamento
    • Cirúrgico (Nuss, Ravitch)
    • Não cirúrgico (exercícios, postura)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A alteração intrínseca do desenvolvimento do esterno foi uma teoria antiga, mas não é mais aceita. A deformidade não é causada por um problema primário do esterno, mas sim pelo crescimento excessivo das cartilagens costais que o empurram para trás.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O crescimento descoordenado e excessivo das cartilagens costais é a teoria etiológica mais aceita. O crescimento anormal das cartilagens costais, que se conectam ao esterno, empurra o osso para trás, criando a depressão característica do Pectus Excavatum. Essa teoria explica por que a deformidade tende a se acentuar durante o surto de crescimento da adolescência.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A compressão intrauterina é uma teoria antiga e não mais aceita. A deformidade não é causada por uma compressão mecânica durante a gestação, mas sim por um crescimento anormal das cartilagens costais.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O desvio do eixo cardíaco é uma consequência da deformidade, não a causa. A compressão do coração pelo esterno deprimido pode desviar o eixo cardíaco, mas isso não é o fator etiológico primário.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A presença de banda ligamentar retroesternal congênita é uma teoria antiga e não mais aceita. Não há evidências de que uma banda ligamentar seja a causa da deformidade.

Gabarito: letra B

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