Questão de Medicina — Cardiologia e Alterações Vasculares — FGV 2023
Medicina›Cardiologia e Alterações Vasculares
Código
fg064320
Banca
FGV
Órgão
FHEMIG
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Médico - Cirurgia Vascular
O aneurisma de aorta torácica é menos prevalente que o de aorta abdominal. Porém, com a evolução da qualidade dos exames de imagem, há cada vez mais diagnósticos desta patologia.
Sobre o aneurisma de aorta torácica, em relação às Zonas de Ishimaru, a zona 1 corresponde
Aao segmento médio da aorta descendente
Bà parte desde os óstios coronários à margem distal do tronco braquicefálico.
Cao segmento a partir da margem distal da artéria subclávia esquerda até a aorta descendente proximal.
Dao segmento do arco entre a margem distal da carótida comum esquerda e a margem distal da artéria subclávia esquerda.
Eao segmento do arco entre a margem distal do tronco braquicefálico e a margem distal da artéria carótida comum esquerda.
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GabaritoE — ao segmento do arco entre a margem distal do tronco braquicefálico e a margem distal da artéria carótida comum esquerda.
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Zonas de Ishimaru: segmentação da aorta torácica para planejamento endovascular
Gabarito: letra E. A zona 1 de Ishimaru corresponde ao segmento do arco aórtico entre a margem distal do tronco braquicefálico e a margem distal da artéria carótida comum esquerda. Essa classificação divide a aorta torácica em zonas numeradas (0 a 4) para padronizar a descrição e o planejamento do reparo endovascular (TEVAR), sendo a zona 1 exatamente o trecho do arco entre o tronco braquicefálico e a carótida comum esquerda.
As Zonas de Ishimaru são um sistema de segmentação anatômica da aorta torácica, criado para uniformizar a comunicação entre cirurgiões vasculares, radiologistas e cirurgiões endovasculares. Elas são essenciais no planejamento do TEVAR (reparo endovascular da aorta torácica), pois definem os pontos de ancoragem proximal e distal da endoprótese, além de orientar a necessidade de revascularização de ramos vitais (como o tronco braquicefálico, a carótida comum esquerda e a subclávia esquerda) quando a zona de aterrissagem as envolve.
A classificação divide a aorta torácica em cinco zonas, numeradas de 0 a 4, da proximal para a distal. A zona 0 começa na margem distal dos óstios coronários e vai até a margem distal do tronco braquicefálico. A zona 1 vai da margem distal do tronco braquicefálico até a margem distal da artéria carótida comum esquerda. A zona 2 vai da margem distal da carótida comum esquerda até a margem distal da artéria subclávia esquerda. A zona 3 começa na margem distal da subclávia esquerda e se estende até o nível do corpo vertebral T4 (aproximadamente 2 cm distal à subclávia). A zona 4 vai do nível de T4 até o diafragma, correspondendo à aorta descendente proximal.
O conhecimento dessas zonas é fundamental para decidir a estratégia de tratamento. Por exemplo, se a endoprótese precisa ancorar na zona 1, geralmente é necessário realizar uma derivação (bypass) ou revascularização da carótida comum esquerda, pois a cobertura desse vaso pode causar isquemia cerebral. Já a cobertura da subclávia esquerda (zona 2) é mais tolerada, mas pode exigir revascularização em pacientes com ponte de mamária esquerda para a coronária ou com artéria vertebral esquerda dominante.
A banca explora exatamente a confusão entre as zonas 1 e 2, que são as mais cobradas. A zona 1 é o segmento entre o tronco braquicefálico e a carótida comum esquerda; a zona 2 é o segmento entre a carótida comum esquerda e a subclávia esquerda. A pegadinha está em inverter os limites ou em descrever a zona 2 como se fosse a 1. Guarde a sequência dos ramos do arco aórtico: tronco braquicefálico → carótida comum esquerda → subclávia esquerda. Cada zona é o intervalo entre dois ramos consecutivos, e a zona 1 é exatamente o primeiro intervalo após o tronco braquicefálico.
Zona de Ishimaru
Limite proximal
Limite distal
Zona 0
Óstios coronários
Margem distal do tronco braquicefálico
Zona 1
Margem distal do tronco braquicefálico
Margem distal da artéria carótida comum esquerda
Zona 2
Margem distal da carótida comum esquerda
Margem distal da artéria subclávia esquerda
Zona 3
Margem distal da subclávia esquerda
Nível do corpo vertebral T4
Zona 4
Nível de T4
Diafragma
Alternativa A — ❌ Incorreta
Descreve o segmento médio da aorta descendente, que corresponde à zona 4 (ou parte da zona 3), não à zona 1. A zona 1 é um segmento do arco aórtico, não da aorta descendente.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Descreve a zona 0, que vai dos óstios coronários à margem distal do tronco braquicefálico. A zona 1 começa após o tronco braquicefálico, não antes.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Descreve a zona 3, que começa na margem distal da artéria subclávia esquerda e se estende até a aorta descendente proximal. A zona 1 é proximal à subclávia, no arco aórtico.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Descreve a zona 2, que vai da margem distal da carótida comum esquerda até a margem distal da subclávia esquerda. A zona 1 é o segmento anterior a esse, entre o tronco braquicefálico e a carótida comum esquerda.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Corresponde exatamente à definição da zona 1 de Ishimaru: o segmento do arco aórtico entre a margem distal do tronco braquicefálico e a margem distal da artéria carótida comum esquerda. É o intervalo entre o primeiro e o segundo ramos do arco aórtico.
PEGA ESSA DICA!
Para fixar as zonas, memorize a sequência dos ramos do arco aórtico (tronco braquicefálico → carótida comum esquerda → subclávia esquerda) e associe cada zona ao intervalo entre dois ramos consecutivos. A zona 0 é antes do tronco braquicefálico, a zona 1 entre o tronco e a carótida, a zona 2 entre a carótida e a subclávia, e as zonas 3 e 4 na aorta descendente. Na prova, identifique primeiro os ramos citados na alternativa e veja se eles são consecutivos — se forem, a zona é o intervalo entre eles.