O sucesso da ablação em nódulos de tireoide é definido pela
Apresença de captação na cintilografia de corpo total, realizada 6 a 12 meses após o procedimento, associada a uma dosagem de tireoglobulina indetectável no mesmo momento.
Bultrassonografia totalmente negativa, independentemente do nível de tireoglobulina.
Causência de captação na cintilografia de corpo total, realizada 6 a 12 meses após o procedimento, associada a uma dosagem de tireoglobulina elevada no mesmo momento.
Dpresença de captação na cintilografia de corpo total, realizada 6 a 12 meses após o procedimento, associada a uma dosagem de tireoglobulina elevada no mesmo momento.
Eausência de captação na cintilografia de corpo total, realizada 6 a 12 meses após o procedimento, associada a uma dosagem de tireoglobulina indetectável no mesmo momento.
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GabaritoE — ausência de captação na cintilografia de corpo total, realizada 6 a 12 meses após o procedimento, associada a uma dosagem de tireoglobulina indetectável no mesmo momento.
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Ablação de nódulos de tireoide: critérios de sucesso
Gabarito: letra E. O sucesso da ablação é definido pela ausência de captação na cintilografia de corpo total (PCI) realizada 6 a 12 meses após o procedimento, associada a tireoglobulina (Tg) indetectável no mesmo momento. Essa combinação indica que não há tecido tireoidiano residual ou metastático funcionante, o que é o objetivo terapêutico. A base desse critério está no seguimento do carcinoma diferenciado de tireoide, conforme as diretrizes de reavaliação pós-tratamento.
A ablação com radioiodo (RIT) é uma etapa complementar ao tratamento do carcinoma diferenciado de tireoide, realizada após a tireoidectomia total. O objetivo é destruir os remanescentes tireoidianos microscópicos e eventuais focos metastáticos que captem iodo. Para avaliar se esse objetivo foi alcançado, utiliza-se a cintilografia de corpo total (PCI) com iodo radioativo, que detecta qualquer tecido tireoidiano funcionante remanescente, e a dosagem de tireoglobulina (Tg), que é um marcador tumoral específico produzido pelas células foliculares da tireoide.
A lógica é direta: se a ablação foi bem-sucedida, não deve haver tecido tireoidiano captando iodo (PCI negativa) e, consequentemente, a tireoglobulina deve ser indetectável, pois não há células produtoras desse marcador. A presença de captação na PCI ou de tireoglobulina detectável/elevada indica doença residual ou recidiva. Por isso, o critério de sucesso é a combinação de PCI negativa e Tg indetectável.
O contexto clínico reforça essa definição: "Após a tireoidectomia total e ablação com radioiodo, a tireoglobulina habitualmente torna-se indetectável e sua presença deve alertar para possíveis recidivas." E, na reavaliação de 6 a 12 meses, a "resposta excelente" é caracterizada por "tireoglobulina suprimida e estimulada" (ou seja, indetectável) e "ultrassonografia cervical sem evidência" de doença, com "estudos de imagem ou de medicina nuclear negativos". A PCI negativa é exatamente o que se espera nesse cenário.
A pegadinha da questão está em inverter os dois parâmetros: trocar "ausência de captação" por "presença de captação" e "tireoglobulina indetectável" por "tireoglobulina elevada". O candidato que não domina o conceito de sucesso da ablação pode se confundir e marcar uma alternativa que descreve exatamente o oposto — ou seja, um critério de doença persistente. Guarde a combinação: PCI negativa + Tg indetectável = sucesso; PCI positiva ou Tg elevada = falha/doença residual.
Sucesso da ablação (carcinoma diferenciado de tireoide): Critérios (6–12 meses) (Captação na cintilografia (PCI), Tireoglobulina (Tg) detectável); Combinação de sucesso (PCI negativa, Tg indetectável); Combinação de falha (PCI positiva, Tg elevada)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o sucesso é definido pela presença de captação na PCI, associada a tireoglobulina indetectável. O erro está na primeira parte: a presença de captação indica tecido tireoidiano funcionante remanescente, ou seja, falha na ablação. A tireoglobulina indetectável, isoladamente, não é suficiente para definir sucesso se há captação visível. A combinação correta exige ausência de captação.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que o sucesso é definido pela ultrassonografia totalmente negativa, independentemente do nível de tireoglobulina. A ultrassonografia avalia apenas a região cervical e não detecta doença metastática à distância. Além disso, a tireoglobulina é um marcador mais sensível para doença residual ou recidiva, e sua dosagem é essencial no seguimento. Ignorar o nível de tireoglobulina é um erro grave, pois ela pode estar elevada mesmo com ultrassonografia negativa.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que o sucesso é definido pela ausência de captação na PCI, associada a tireoglobulina elevada. O erro está na segunda parte: tireoglobulina elevada indica presença de tecido tireoidiano ou doença metastática, mesmo que a PCI não capture iodo (o que pode ocorrer em tumores que perderam a capacidade de captação). Portanto, Tg elevada é sinal de falha, não de sucesso.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que o sucesso é definido pela presença de captação na PCI, associada a tireoglobulina elevada. Essa combinação descreve exatamente o oposto do sucesso: indica doença residual ou recidiva, com tecido funcionante captando iodo e produzindo tireoglobulina. É o cenário de falha terapêutica.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Afirma que o sucesso é definido pela ausência de captação na PCI, associada a tireoglobulina indetectável. Essa é a definição correta: após ablação bem-sucedida, não há tecido tireoidiano residual captando iodo (PCI negativa) e, portanto, não há produção de tireoglobulina (Tg indetectável). Essa combinação é o padrão-ouro para confirmar a eficácia do procedimento.