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Questão de Medicina — Ortopedia e Traumatologia — FGV 2023

MedicinaOrtopedia e Traumatologia
Código
fg064336
Banca
FGV
Órgão
FHEMIG
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Médico - Cirurgia de Mão
A respeito do transplante de artelhos para mão, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.( ) Aa amputações proximais à articulação interfalangeana proximal são uma das melhores indicações de transplante de artelho para mão.( ) Os transplantes de artelhos para mão em crianças muito novas, apesar de tecnicamente mais difíceis, apresentam maior benefício funcional do que na população idosa.( ) A ressecção isolada do halux para transplante apresenta maior morbidade no sítio doador do que a ressecção do segundo e terceiro artelhos, simultaneamente.As afirmativas são, na ordem apresentada, respectivamente,
  1. AF – V – V.
  2. BV – V – F.
  3. CF – V – F.
  4. DV – F – V.
  5. EF – F – V.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — F – V – V.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Transplante de artelhos para mão

Gabarito: letra A (F – V – V). A primeira afirmativa é falsa porque amputações proximais à articulação interfalangeana proximal (IFP) não são as melhores indicações — as melhores indicações são amputações mais distais, como as do polegar e dos dedos em nível distal à IFP; a segunda é verdadeira porque, em crianças muito novas, o transplante de artelho, embora tecnicamente mais difícil, proporciona maior benefício funcional que em idosos, devido à maior capacidade de adaptação e reinervação; a terceira é verdadeira porque a ressecção isolada do hálux causa maior morbidade no sítio doador do que a ressecção simultânea do segundo e terceiro artelhos.

O transplante de artelhos para a mão é um procedimento de microcirurgia reconstrutiva utilizado para restaurar a função e a estética da mão após amputações traumáticas ou congênitas. A técnica mais comum é o transplante do segundo artelho para o dedo médio ou anular, e do hálux (primeiro artelho) para o polegar. A escolha do artelho doador depende da extensão da amputação, da necessidade funcional e da morbidade no sítio doador.

A indicação clássica do transplante de artelho é a amputação do polegar, especialmente em nível proximal à articulação interfalangeana (IFP), pois o polegar é responsável por cerca de 40% da função da mão. Amputações distais à IFP, como as do polegar distal, também são boas indicações, mas amputações proximais à IFP, que envolvem perda de maior comprimento ósseo e dano aos tendões flexores e extensores, têm piores resultados funcionais e são consideradas indicações relativas ou mesmo contraindicações relativas. Portanto, a afirmativa I está incorreta ao afirmar que amputações proximais à IFP são uma das melhores indicações.

Em crianças muito novas, o transplante de artelho é tecnicamente mais difícil devido ao menor calibre dos vasos sanguíneos e à maior fragilidade dos tecidos, mas o benefício funcional é maior do que na população idosa. Isso ocorre porque as crianças têm maior capacidade de adaptação neural e reinervação, o que permite melhor integração do artelho transplantado e maior ganho funcional. Além disso, o crescimento da criança pode acompanhar o crescimento do artelho transplantado, o que melhora ainda mais o resultado funcional. Portanto, a afirmativa II é verdadeira.

A ressecção isolada do hálux para transplante apresenta maior morbidade no sítio doador do que a ressecção do segundo e terceiro artelhos, simultaneamente. Isso ocorre porque o hálux é essencial para a marcha e o equilíbrio, e sua remoção pode causar alterações significativas na biomecânica do pé, como instabilidade e dor. Já a ressecção do segundo e terceiro artelhos, embora também cause alguma morbidade, é menos impactante funcionalmente, pois esses artelhos têm menor importância na marcha. Portanto, a afirmativa III é verdadeira.

A banca explora a confusão entre as indicações clássicas e as contraindicações relativas do transplante de artelho. O candidato pode pensar que amputações proximais à IFP são boas indicações, mas na verdade são piores que as distais. Além disso, a banca testa o conhecimento sobre a morbidade no sítio doador, que é maior no hálux do que nos demais artelhos.

1Indicações
Amputações distais à IFP
Amputações proximais à IFP (piores resultados)
2População
Crianças: [+] maior benefício funcional
Idosos: menor adaptação neural
3Sítio doador
Hálux: [-] maior morbidade
2º e 3º artelhos: menor morbidade
Transplante de artelhos para mão
LEVELsoulevel.com.br
Transplante de artelhos para mão: Indicações (Amputações distais à IFP, Amputações proximais à IFP (piores resultados)); População (Crianças: [+] maior benefício funcional, Idosos: menor adaptação neural); Sítio doador (Hálux: [-] maior morbidade, 2º e 3º artelhos: menor morbidade)

Afirmativa I — ❌ Falsa

A afirmativa está incorreta porque amputações proximais à articulação interfalangeana proximal (IFP) não são as melhores indicações para transplante de artelho. As melhores indicações são amputações mais distais, como as do polegar em nível distal à IFP, pois há menor perda de comprimento ósseo e melhor preservação dos tendões, o que permite melhor resultado funcional. Amputações proximais à IFP envolvem maior perda de tecido e dano aos tendões, resultando em piores resultados funcionais e sendo consideradas indicações relativas ou contraindicações relativas.

Afirmativa II — ✅ Verdadeira

A afirmativa está correta porque, em crianças muito novas, o transplante de artelho é tecnicamente mais difícil devido ao menor calibre dos vasos sanguíneos, mas o benefício funcional é maior do que na população idosa. Isso ocorre porque as crianças têm maior capacidade de adaptação neural e reinervação, o que permite melhor integração do artelho transplantado e maior ganho funcional. Além disso, o crescimento da criança pode acompanhar o crescimento do artelho transplantado, melhorando ainda mais o resultado funcional.

Afirmativa III — ✅ Verdadeira

A afirmativa está correta porque a ressecção isolada do hálux para transplante apresenta maior morbidade no sítio doador do que a ressecção do segundo e terceiro artelhos, simultaneamente. O hálux é essencial para a marcha e o equilíbrio, e sua remoção pode causar alterações significativas na biomecânica do pé, como instabilidade e dor. Já a ressecção do segundo e terceiro artelhos, embora também cause alguma morbidade, é menos impactante funcionalmente, pois esses artelhos têm menor importância na marcha.

NÃO CAIA NESSA!

A banca adora inverter as indicações do transplante de artelho. O candidato pode pensar que amputações proximais à IFP são boas indicações, mas na verdade são piores que as distais. Além disso, a banca testa o conhecimento sobre a morbidade no sítio doador, que é maior no hálux do que nos demais artelhos. Fique atento a essas inversões!

PEGA ESSA DICA!

Para memorizar as indicações do transplante de artelho, lembre-se: as melhores indicações são amputações distais à IFP, especialmente do polegar. Em crianças, o benefício funcional é maior devido à capacidade de adaptação neural. E a morbidade no sítio doador é maior no hálux do que nos demais artelhos. Esses são os pontos-chave que a banca costuma cobrar.

Gabarito: letra A (F – V – V).

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