A gravura a seguir ilustra um caso de amputação numa criança de oito anos.
A realização de reimplante, nesse caso, é uma
Acontraindicação absoluta.
Bindicação relativa.
Cindicação absoluta.
Dcontraindicação dependente.
Eindicação dependente.
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GabaritoC — indicação absoluta.
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Reimplante de membro amputado em criança
Gabarito: letra C. A realização de reimplante em uma criança de oito anos com amputação traumática é uma indicação absoluta, pois a idade pediátrica e o nível da amputação (quando o membro é preservável) são fatores que favorecem fortemente a tentativa de reimplante, desde que não haja contraindicações como esmagamento severo ou tempo de isquemia prolongado. A literatura cirúrgica considera o reimplante em crianças uma prioridade devido ao potencial de crescimento e regeneração, sendo a indicação absoluta quando as condições locais e sistêmicas permitem.
O reimplante é o procedimento cirúrgico de reconexão de um membro ou parte dele amputado, restaurando a continuidade vascular, óssea, muscular e nervosa. Em crianças, o resultado funcional tende a ser superior ao de adultos, pois há maior capacidade de regeneração neural e adaptação. A decisão entre reimplante e amputação definitiva depende de múltiplos fatores: o nível da amputação, o tempo de isquemia, o grau de contaminação e esmagamento, a viabilidade dos tecidos e as condições clínicas do paciente. Em crianças, a indicação é mais liberal, pois o potencial de recuperação é maior e a amputação tem impacto significativo no desenvolvimento.
A classificação das indicações em "absoluta", "relativa" e "contraindicação" é fundamental na cirurgia de reimplante. A indicação absoluta ocorre quando o reimplante é a melhor opção e deve ser tentado, como em amputações limpas de dedos, mãos, antebraço ou braço em crianças, desde que o tempo de isquemia seja aceitável (geralmente até 6 horas para membros proximais e até 12 horas para dedos). A indicação relativa ocorre quando o reimplante é possível, mas os resultados podem ser inferiores, como em amputações por esmagamento ou avulsão, ou em pacientes com comorbidades. A contraindicação absoluta inclui situações como esmagamento severo, tempo de isquemia prolongado, infecção ativa ou instabilidade hemodinâmica.
Na prática, a avaliação começa com a estabilização do paciente e o exame do membro amputado. O tempo de isquemia é crítico: quanto maior, maior o risco de necrose muscular e falha do reimplante. Em crianças, a tolerância à isquemia é um pouco maior que em adultos, mas ainda assim o tempo é limitado. O nível da amputação também influencia: amputações distais (dedos, mão) têm melhor prognóstico que amputações proximais (braço, ombro), pois a massa muscular é menor e a viabilidade é mais fácil de manter. A idade da criança é um fator positivo, pois o potencial de regeneração nervosa e óssea é maior.
A pegadinha desta questão está na distinção entre "indicação absoluta" e "indicação relativa". Muitos candidatos confundem, achando que em criança a indicação seria relativa por causa do crescimento. Na verdade, é o oposto: a criança é o melhor candidato ao reimplante, e a indicação é absoluta quando não há contraindicações. A alternativa "indicação dependente" e "contraindicação dependente" são termos não consagrados na literatura, criados para confundir. A "contraindicação absoluta" seria incorreta, pois a criança de oito anos com amputação traumática, sem outras comorbidades, é candidata ideal ao reimplante.
Guarde a fronteira entre indicação absoluta e relativa: é exatamente nela que as alternativas se dividem. A indicação absoluta é quando o reimplante é a melhor opção e deve ser tentado; a relativa é quando há fatores que podem comprometer o resultado, mas ainda assim é possível tentar. Em criança, com amputação limpa e tempo de isquemia adequado, a indicação é absoluta.
Reimplante de membro: Indicação absoluta (Criança (potencial de regeneração), Amputação limpa, Tempo de isquemia adequado); Indicação relativa (Esmagamento/avulsão, Comorbidades); Contraindicação absoluta (Esmagamento severo, Isquemia prolongada, Infecção ativa, Instabilidade hemodinâmica)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que é uma contraindicação absoluta. Isso é falso, pois a criança de oito anos, sem outras comorbidades, é candidata ideal ao reimplante. A contraindicação absoluta ocorre em situações como esmagamento severo, tempo de isquemia prolongado (acima de 6-12 horas), infecção ativa ou instabilidade hemodinâmica. Nenhuma dessas condições é mencionada no enunciado, que apenas descreve uma amputação em criança.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que é uma indicação relativa. A indicação relativa ocorre quando o reimplante é possível, mas os resultados podem ser inferiores, como em amputações por esmagamento ou avulsão, ou em pacientes com comorbidades. Em uma criança de oito anos com amputação traumática, sem fatores de risco adicionais, a indicação é absoluta, pois o potencial de recuperação é alto e a amputação teria impacto significativo no desenvolvimento.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A realização de reimplante em uma criança de oito anos com amputação traumática é uma indicação absoluta. A idade pediátrica é um fator favorável, pois há maior potencial de regeneração neural e óssea, e o reimplante é a melhor opção para preservar a função e o crescimento do membro. Desde que não haja contraindicações como esmagamento severo ou tempo de isquemia prolongado, o reimplante deve ser tentado.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que é uma contraindicação dependente. Esse termo não é consagrado na literatura de reimplante. A classificação correta é em indicação absoluta, indicação relativa e contraindicação absoluta. Não existe "contraindicação dependente" como categoria formal. A alternativa tenta confundir com a ideia de que a contraindicação dependeria de fatores, mas isso já está incluído na contraindicação absoluta, que é definida por critérios específicos.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que é uma indicação dependente. Assim como a alternativa D, esse termo não é consagrado na literatura. A classificação correta é em indicação absoluta, indicação relativa e contraindicação absoluta. A ideia de "depender" de fatores já está contemplada na indicação relativa, que ocorre quando há fatores que podem comprometer o resultado. Em criança de oito anos, sem fatores de risco, a indicação é absoluta.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta confundir o candidato com os termos "dependente" e "relativa". A pegadinha é achar que em criança a indicação seria relativa por causa do crescimento. Na verdade, é o oposto: a criança é o melhor candidato ao reimplante, e a indicação é absoluta quando não há contraindicações. Os termos "indicação dependente" e "contraindicação dependente" não existem na literatura — são invenções para testar se o candidato conhece a classificação correta.
PEGA ESSA DICA!
Para memorizar a classificação, pense: absoluta = deve ser tentado (criança, amputação limpa, tempo de isquemia adequado); relativa = pode ser tentado, mas com resultados inferiores (esmagamento, avulsão, comorbidades); contraindicação absoluta = não deve ser tentado (esmagamento severo, isquemia prolongada, infecção ativa). Em criança, a indicação é quase sempre absoluta, pois o potencial de recuperação é máximo.