Questão de Medicina — Ortopedia e Traumatologia — FGV 2023
- Código
- fg064347
- Banca
- FGV
- Órgão
- FHEMIG
- Ano
- 2023
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico - Cirurgia de Mão
- A1 – 2 – 4 – 3.
- B4 – 3 – 1 – 2.
- C4 – 2 – 1 – 3.
- D2 – 3 – 4 – 1.
- E3 – 4 – 2 – 1.
GabaritoC — 4 – 2 – 1 – 3.
Gabarito: letra C. A relação correta é: 4 – 2 – 1 – 3, ou seja, quinto dedo (extensor próprio duplicado sem extensor comum), terceiro dedo (extensor comum único sem extensor próprio), segundo dedo (extensor próprio único + extensor comum único) e quarto dedo (extensor comum duplicado sem extensor próprio). Essa é uma questão de anatomia cirúrgica da mão, que exige o conhecimento das variações mais frequentes do aparelho extensor, tema clássico em provas de ortopedia.
O aparelho extensor dos dedos é formado por dois grupos de tendões: os tendões extensores comuns (que se originam do músculo extensor comum dos dedos) e os tendões extensores próprios (que se originam de músculos individualizados, como o extensor do indicador e o extensor do dedo mínimo). A variação anatômica mais comum de cada dedo é um dado de grande relevância cirúrgica, pois influencia a escolha da técnica de reparo e a expectativa funcional após uma lesão tendinosa.
A distribuição típica é a seguinte: no segundo dedo (indicador), o padrão mais frequente é a presença de um extensor próprio (extensor do indicador) e um extensor comum, ambos únicos. No terceiro dedo (médio), o mais comum é a ausência de extensor próprio, com apenas um extensor comum único. No quarto dedo (anular), a variação mais frequente é a duplicação do extensor comum, sem a presença de extensor próprio. Já no quinto dedo (mínimo), o padrão mais comum é a duplicação do extensor próprio (extensor do dedo mínimo), sem a presença de extensor comum.
Essa distribuição é um clássico da anatomia funcional da mão e costuma ser cobrada em questões que relacionam o dedo à sua variação anatômica. A banca explora exatamente a memorização desses padrões, e a pegadinha está em inverter as variações entre os dedos, especialmente entre o segundo e o quarto dedo, que são os mais confundidos.
Para fixar, lembre-se da regra prática: o indicador (2º) e o mínimo (5º) têm tendões próprios; o médio (3º) e o anular (4º) geralmente não têm. A diferença entre o 2º e o 5º é que o 2º tem extensor próprio único e o 5º tem extensor próprio duplicado. Já entre o 3º e o 4º, o 3º tem extensor comum único e o 4º tem extensor comum duplicado. Essa é a chave para acertar a questão.
A sequência 1 – 2 – 4 – 3 atribui ao segundo dedo a variação de extensor próprio duplicado sem extensor comum, o que é incorreto. O segundo dedo (indicador) tem, na variação mais comum, extensor próprio único e extensor comum único. A duplicação do extensor próprio é característica do quinto dedo.
A sequência 4 – 3 – 1 – 2 atribui ao quarto dedo a variação de extensor próprio duplicado sem extensor comum, o que é incorreto. O quarto dedo (anular) tem, na variação mais comum, extensor comum duplicado sem extensor próprio. A duplicação do extensor próprio é característica do quinto dedo.
A sequência 4 – 2 – 1 – 3 está correta. O quinto dedo (4) tem extensor próprio duplicado sem extensor comum; o terceiro dedo (2) tem extensor comum único sem extensor próprio; o segundo dedo (1) tem extensor próprio único + extensor comum único; e o quarto dedo (3) tem extensor comum duplicado sem extensor próprio. Essa é a distribuição anatômica mais frequente.
A sequência 2 – 3 – 4 – 1 atribui ao segundo dedo a variação de extensor próprio duplicado sem extensor comum, o que é incorreto. O segundo dedo (indicador) tem, na variação mais comum, extensor próprio único e extensor comum único. A duplicação do extensor próprio é característica do quinto dedo.
A sequência 3 – 4 – 2 – 1 atribui ao terceiro dedo a variação de extensor próprio duplicado sem extensor comum, o que é incorreto. O terceiro dedo (médio) tem, na variação mais comum, extensor comum único sem extensor próprio. A duplicação do extensor próprio é característica do quinto dedo.
A banca explora a confusão entre o segundo e o quarto dedo. O candidato tende a inverter as variações: lembre-se de que o indicador (2º) tem extensor próprio único e o anular (4º) tem extensor comum duplicado. Guarde a regra: 2º = próprio único + comum único; 4º = comum duplicado, sem próprio.
Para memorizar, associe: o indicador (2º) e o mínimo (5º) são os únicos com tendões próprios. O mínimo (5º) tem o próprio duplicado; o indicador (2º) tem o próprio único. O médio (3º) e o anular (4º) não têm próprio; o médio (3º) tem comum único e o anular (4º) tem comum duplicado.
Gabarito: letra C
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