Em relação ao diagnóstico de Leucemia Linfocítica Crônica (LLC), assinale a afirmativa correta.
AA presença de linfocitose no sangue periférico é suficiente para o estabelecimento do diagnóstico.
BA biópsia de medula óssea é o padrão-ouro para a confirmação do diagnóstico.
CA imunofenotipagem do sangue periférico por citometria de fluxo pode confirmar definitivamente o diagnóstico.
DLinfocitose acompanhada de adenomegalia generalizada confirma o diagnóstico.
ELinfocitose sem linfócitos atípicos exclui o diagnóstico de LLC.
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GabaritoC — A imunofenotipagem do sangue periférico por citometria de fluxo pode confirmar definitivamente o diagnóstico.
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Diagnóstico da Leucemia Linfocítica Crônica (LLC)
Gabarito: letra C. O diagnóstico definitivo da LLC é confirmado pela imunofenotipagem do sangue periférico por citometria de fluxo, que demonstra a expansão clonal de linfócitos B maduros com imunofenótipo característico (CD5+, CD23+, CD19+, CD20 fraco). A linfocitose isolada, a biópsia de medula óssea e a presença de adenomegalia não são suficientes ou necessárias para o diagnóstico, que se baseia em critérios laboratoriais específicos.
A Leucemia Linfocítica Crônica (LLC) é uma neoplasia maligna de linfócitos B maduros, caracterizada pelo acúmulo progressivo dessas células no sangue periférico, medula óssea, linfonodos e baço. É a leucemia mais comum em adultos no Ocidente, com incidência aumentando com a idade, sendo rara antes dos 50 anos. A doença tem uma evolução indolente na maioria dos casos, mas pode apresentar formas agressivas, dependendo de alterações genéticas e do estádio clínico.
O diagnóstico da LLC não se baseia em um único exame, mas em uma combinação de achados clínicos e laboratoriais. O critério essencial é a presença de linfocitose absoluta no sangue periférico, definida como contagem de linfócitos superior a 5.000 células/µL, que deve ser persistente. No entanto, a linfocitose isolada não é suficiente para o diagnóstico, pois pode ocorrer em diversas condições reativas, como infecções virais, ou em outras neoplasias hematológicas. A confirmação diagnóstica exige a demonstração da clonalidade e do imunofenótipo característico das células B, o que é feito pela imunofenotipagem por citometria de fluxo.
A imunofenotipagem é o exame padrão-ouro para o diagnóstico da LLC. Ela identifica a população de linfócitos B clonais que coexpressam os marcadores CD5 e CD23, juntamente com antígenos pan-B como CD19, CD20 (com expressão fraca) e CD21. Esse padrão imunofenotípico é altamente específico e permite distinguir a LLC de outras doenças linfoproliferativas, como o linfoma de células do manto (que é CD5+ mas CD23- e expressa ciclina D1) e a linfocitose B monoclonal (LBM), uma condição pré-maligna com contagem de linfócitos inferior a 5.000/µL.
A biópsia de medula óssea não é necessária para o diagnóstico de LLC, sendo reservada para situações específicas, como avaliação de citopenias inexplicadas ou suspeita de transformação para síndrome de Richter. O mielograma e a biópsia podem mostrar infiltração medular, mas não são critérios diagnósticos obrigatórios. Da mesma forma, a presença de adenomegalia, esplenomegalia ou outros sintomas clínicos não confirma o diagnóstico, pois podem estar ausentes em fases iniciais ou presentes em outras doenças.
A distinção entre LLC e outras causas de linfocitose é crucial. A linfocitose reativa, por exemplo, é policlonal e geralmente transitória, enquanto a LLC é monoclonal e persistente. A imunofenotipagem é o exame que diferencia essas condições com segurança. Além disso, a ausência de linfócitos atípicos no esfregaço de sangue periférico não exclui o diagnóstico, pois as células da LLC são tipicamente pequenas e maduras, com cromatina condensada, podendo passar despercebidas em uma análise morfológica superficial.
A banca explora a confusão entre os critérios diagnósticos da LLC e de outras leucemias, como a LMC, que exige a presença do cromossomo Philadelphia ou do rearranjo BCR-ABL. Na LLC, não há um marcador genético único; o diagnóstico se baseia na combinação de linfocitose e imunofenótipo. Guarde o critério decisivo: linfocitose absoluta > 5.000/µL + imunofenótipo clonal de células B (CD5+, CD23+). É exatamente essa combinação que as alternativas tentam distorcer.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A linfocitose no sangue periférico é um critério necessário, mas não suficiente para o diagnóstico de LLC. É preciso que a contagem de linfócitos seja superior a 5.000 células/µL e que a clonalidade seja demonstrada pela imunofenotipagem. A linfocitose isolada pode ocorrer em diversas condições reativas (infecções virais, estresse) ou em outras neoplasias, não sendo específica da LLC.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A biópsia de medula óssea não é o padrão-ouro para o diagnóstico de LLC. Ela pode ser útil para avaliar a infiltração medular, citopenias ou suspeita de transformação, mas o diagnóstico é estabelecido pela imunofenotipagem do sangue periférico. A biópsia de medula óssea é um procedimento invasivo e não é necessária na maioria dos casos.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A imunofenotipagem do sangue periférico por citometria de fluxo é o exame que confirma definitivamente o diagnóstico de LLC. Ela demonstra a presença de uma população clonal de linfócitos B com imunofenótipo característico: CD5+, CD23+, CD19+, CD20 fraco. Esse padrão é altamente específico e permite diferenciar a LLC de outras doenças linfoproliferativas e de linfocitoses reativas.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A presença de linfocitose acompanhada de adenomegalia generalizada não confirma o diagnóstico de LLC. Embora a linfadenopatia seja uma manifestação comum da doença, ela pode estar presente em outras condições, como linfomas, infecções ou doenças autoimunes. O diagnóstico exige a demonstração da clonalidade e do imunofenótipo característico por citometria de fluxo.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A ausência de linfócitos atípicos no sangue periférico não exclui o diagnóstico de LLC. As células da LLC são tipicamente pequenas e maduras, com cromatina condensada, e podem não apresentar atipias evidentes. O diagnóstico se baseia na contagem de linfócitos e na imunofenotipagem, não na morfologia isolada.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta fazer o candidato acreditar que a linfocitose isolada ou a biópsia de medula óssea são suficientes para o diagnóstico, quando na verdade o padrão-ouro é a imunofenotipagem por citometria de fluxo. Lembre-se: a LLC é uma doença de linfócitos B maduros, e o diagnóstico exige a demonstração da clonalidade e do imunofenótipo característico (CD5+, CD23+).
PEGA ESSA DICA!
Para questões sobre LLC, memorize o tripé diagnóstico: (1) linfocitose absoluta > 5.000/µL, (2) imunofenótipo clonal de células B (CD5+, CD23+), (3) exclusão de outras causas de linfocitose. A imunofenotipagem é o exame que confirma o diagnóstico; a biópsia de medula óssea é reservada para casos específicos.