Pular para o conteúdo principal

Questão de Medicina — Epidemiologia — FGV 2023

MedicinaEpidemiologia
Código
fg064472
Banca
FGV
Órgão
FHEMIG
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Médico - Infectologia
Em 05 de maio de 2023, a Organização Mundial da Saúde decretou o fim da Emergência em Saúde Pública de Importância Internacional da Covid-19. Nesse contexto, o Ministério da Saúde continuou a emitir recomendações de medidas preventivas como vacinação e condutas não-farmacológicas.Assinale a opção que apresenta a justificativa para a manutenção dessas medidas.
  1. AO acordo diplomático com aliados internacionais, como China e Rússia, em oposição à política dos Estado Unidos.
  2. BO Brasil ainda não foi capaz de reduzir internamente a incidência e a mortalidade associadas à Covid-19.
  3. COs diagnósticos baseados em pesquisa de antígeno não são aceitos para fins de vigilância epidemiológica pela OMS.
  4. DO SARS-CoV-2 ainda tem caráter pandêmico e há risco do surgimento de novas variantes que podem ser mais graves.
  5. EAs vacinas que foram utilizadas em massa no Brasil possuem efetividade limitada à cepa original do SARS-CoV-2.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — O SARS-CoV-2 ainda tem caráter pandêmico e há risco do surgimento de novas variantes que podem ser mais graves.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Emergência em Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) e a manutenção de medidas preventivas

Gabarito: letra D. A justificativa para a manutenção das medidas preventivas após o fim da ESPII é que o SARS-CoV-2 ainda tem caráter pandêmico e há risco do surgimento de novas variantes que podem ser mais graves. O fim da emergência internacional não significa o fim da pandemia, mas sim uma transição para uma fase de manejo contínuo da doença, com vigilância e prevenção permanentes.

A declaração de fim da ESPII pela OMS, em maio de 2023, representou um marco importante, mas não o fim da pandemia de Covid-19. A ESPII é o mais alto nível de alerta sanitário previsto no Regulamento Sanitário Internacional (RSI), e sua suspensão indica que a doença deixou de ser uma emergência global, passando a ser tratada como uma doença endêmica ou de manejo contínuo. No entanto, o vírus SARS-CoV-2 continua em circulação, com potencial de evolução e surgimento de novas variantes. A manutenção de medidas como vacinação e condutas não-farmacológicas (uso de máscaras, higienização das mãos, distanciamento social) é fundamental para reduzir a transmissão, prevenir novas ondas de casos e proteger os grupos mais vulneráveis.

A vacinação em massa é a principal ferramenta para controlar a pandemia, pois reduz a gravidade da doença, as hospitalizações e os óbitos. As vacinas disponíveis, embora tenham sido desenvolvidas contra a cepa original, mostraram-se eficazes na prevenção de formas graves da doença, inclusive contra variantes como a Ômicron. A imunização em larga escala também reduz a circulação viral, diminuindo a chance de surgimento de novas mutações. As medidas não-farmacológicas, por sua vez, complementam a vacinação, especialmente em momentos de aumento de casos ou diante de novas variantes, e são importantes para proteger pessoas não vacinadas ou com imunidade comprometida.

A decisão de manter as medidas preventivas é baseada em evidências científicas e na situação epidemiológica local e global. O Ministério da Saúde, seguindo as recomendações da OMS, avalia continuamente os indicadores de casos, hospitalizações e óbitos para ajustar as orientações. A manutenção dessas medidas não é uma medida política, mas uma estratégia de saúde pública para proteger a população e evitar o colapso do sistema de saúde. A vigilância genômica é essencial para monitorar o surgimento de novas variantes e avaliar a necessidade de atualização das vacinas.

A alternativa correta reflete exatamente essa lógica: o vírus ainda circula, a pandemia não acabou, e o risco de novas variantes mais graves justifica a continuidade das medidas preventivas. As demais alternativas apresentam justificativas incorretas ou sem fundamento científico.

  1. 1OMS declara fim da ESPII
  2. 2Vírus segue em circulação
  3. 3Risco de novas variantes
  4. 4Manutenção de vacinação e medidas
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

A manutenção de medidas preventivas de saúde pública não é baseada em acordos diplomáticos ou alinhamentos geopolíticos. A decisão de manter vacinação e condutas não-farmacológicas é técnica, fundamentada em evidências científicas e na situação epidemiológica, não em oposição a políticas de outros países. A alternativa confunde saúde pública com política internacional, o que é um erro conceitual.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Embora o Brasil tenha enfrentado desafios na redução da incidência e mortalidade, a justificativa para a manutenção das medidas preventivas não se limita ao desempenho interno do país. A manutenção é uma recomendação global, baseada na persistência da pandemia e no risco de novas variantes, que afeta todos os países, independentemente de sua situação epidemiológica específica. A alternativa é incompleta e não reflete a justificativa central.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Os diagnósticos baseados em pesquisa de antígeno são aceitos pela OMS para fins de vigilância epidemiológica. A alternativa apresenta uma informação factualmente incorreta. A OMS reconhece os testes rápidos de antígeno como uma ferramenta válida para diagnóstico e vigilância, especialmente em contextos de alta transmissão. Essa afirmação não tem relação com a justificativa para a manutenção das medidas preventivas.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta é a justificativa correta. O SARS-CoV-2 ainda tem caráter pandêmico, ou seja, a transmissão comunitária persiste em várias regiões do mundo, e há risco do surgimento de novas variantes que podem ser mais graves, mais transmissíveis ou capazes de escapar da imunidade. A manutenção das medidas preventivas, como vacinação e condutas não-farmacológicas, é essencial para reduzir a transmissão, prevenir novas ondas e proteger a população enquanto o vírus continuar circulando. Essa é a base técnica e científica para a recomendação do Ministério da Saúde.

Alternativa E — ❌ Incorreta

As vacinas utilizadas em massa no Brasil não possuem efetividade limitada à cepa original do SARS-CoV-2. Embora tenham sido desenvolvidas contra a cepa original, as vacinas demonstraram eficácia na prevenção de formas graves e óbitos contra as variantes que surgiram, incluindo a Ômicron e suas subvariantes. A efetividade pode ser reduzida contra a infecção, mas permanece alta contra a doença grave. A alternativa apresenta uma informação incorreta e não justifica a manutenção das medidas.

Gabarito: letra D

Link permanente: /questoes/fg064472