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Questão de Medicina — Doenças Infecto-Parasitárias — FGV 2023

MedicinaDoenças Infecto-Parasitárias
Código
fg064474
Banca
FGV
Órgão
FHEMIG
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Médico - Infectologia
“Segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, até o dia 11 de julho, foram registrados 14 casos de febre maculosa brasileira, sendo que 4 deles levaram a óbito, o que representa uma mortalidade de quase 30%. Diante desse cenário, os órgãos públicos realizam ações para controle da doença.”

(Estado de Minas, 11 jul. 2023).


O texto acima refere-se à seguinte ação:
  1. Arealizar avaliação sorológica em animais sentinela que habitem parques públicos com presença de capivaras e carrapatos do gênero Amblyomma a cada 5 anos.
  2. Bpreservar pastos que componham habitat de mata ciliar e instalar uma barreira física para evitar a dispersão de animais silvestres, em especial roedores de menor porte e capivaras.
  3. Corientar pessoas que identifiquem carrapatos ou micuins fixados à pele a retirá-los com agulhas ou encostando chamas ou objetos aquecidos, evitando o uso de pinças.
  4. Dencaminhar amostras para diagnóstico laboratorial de pessoas com febre, mialgia e exantema petequial iniciado a partir do décimo dia de doença.
  5. Einiciar quimioprofilaxia com doxiciclina ou cloranfenicol por cinco dias para pessoas assintomáticas com história de picada por carrapato em território reconhecido de transmissão.
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GabaritoB — preservar pastos que componham habitat de mata ciliar e instalar uma barreira física para evitar a dispersão de animais silvestres, em especial roedores de menor porte e capivaras.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Febre maculosa brasileira: controle ambiental e prevenção

Gabarito: letra B. A alternativa correta descreve uma ação de controle ambiental da febre maculosa brasileira, focada na preservação de habitats e na criação de barreiras físicas para evitar a dispersão de animais silvestres, como capivaras e roedores, que são hospedeiros do carrapato-estrela (Amblyomma), vetor da Rickettsia rickettsii. Essa medida atua diretamente na quebra do ciclo de transmissão, reduzindo o contato entre humanos e carrapatos infectados.

A febre maculosa brasileira é uma doença infecciosa aguda, de alta letalidade, causada pela bactéria Rickettsia rickettsii e transmitida pela picada de carrapatos do gênero Amblyomma, principalmente o carrapato-estrela. O ciclo de transmissão envolve animais silvestres, como capivaras e roedores, que atuam como hospedeiros amplificadores da bactéria. Os carrapatos adquirem a riquétsia ao se alimentarem desses animais e a transmitem para humanos quando picam, especialmente em áreas de mata, pastos e parques.

A prevenção da doença se dá por múltiplas estratégias, que podem ser divididas em três grandes grupos: (1) controle ambiental, que visa reduzir a população de carrapatos e o contato com animais silvestres; (2) proteção individual, que busca evitar a picada do carrapato; e (3) diagnóstico e tratamento precoces, que reduzem a gravidade e a mortalidade. A questão cobra exatamente a identificação de uma ação de controle ambiental, que é a alternativa B.

A alternativa B é a única que se enquadra como medida de controle ambiental: preservar pastos que componham habitat de mata ciliar e instalar barreira física para evitar a dispersão de animais silvestres, em especial roedores de menor porte e capivaras. Essa ação reduz a proximidade entre os hospedeiros amplificadores e as áreas de convivência humana, diminuindo o risco de transmissão. As demais alternativas apresentam erros conceituais ou de conduta, como veremos a seguir.

Febre maculosa: prevenção
  • 1Controle ambiental
    • Preservar habitat de mata ciliar
    • Barreira física contra animais silvestres
  • 2Proteção individual
    • Repelentes e roupas compridas
    • Retirar carrapato com pinça
  • 3Diagnóstico precoce
    • Sorologia a partir do 7º dia
  • 4Tratamento
    • Doxiciclina (casos suspeitos)
    • Sem quimioprofilaxia em massa
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A avaliação sorológica em animais sentinela é uma ferramenta de vigilância epidemiológica, não uma ação de controle direto. Além disso, a periodicidade de "a cada 5 anos" não corresponde à recomendação padrão, que preconiza monitoramento contínuo ou em intervalos menores, especialmente em áreas de risco. A banca troca o conceito de vigilância (monitoramento) pelo de controle (intervenção).

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta é a ação de controle ambiental correta. A preservação de pastos que compõem habitat de mata ciliar e a instalação de barreira física para evitar a dispersão de animais silvestres, como roedores e capivaras, são medidas que reduzem o contato entre humanos e carrapatos infectados. Essa estratégia atua na quebra do ciclo de transmissão, diminuindo a exposição da população ao vetor.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A orientação para retirar carrapatos com agulhas, chamas ou objetos aquecidos é incorreta e perigosa. O método recomendado é o uso de pinça fina, puxando o carrapato suavemente e de forma contínua, sem torcer ou esmagar, para evitar a regurgitação do conteúdo do vetor, que pode aumentar o risco de transmissão da riquétsia. A banca inverte a conduta correta, apresentando métodos que podem causar lesões e aumentar a exposição.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O encaminhamento para diagnóstico laboratorial deve ser feito a partir do 7º dia do início dos sintomas, e não do décimo dia. A coleta precoce pode resultar em falso-negativo, pois a soroconversão (produção de anticorpos detectáveis) ocorre após esse período. A banca troca o prazo correto, atrasando o diagnóstico e, consequentemente, o tratamento.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A quimioprofilaxia com doxiciclina ou cloranfenicol para pessoas assintomáticas com história de picada de carrapato não é recomendada como rotina. O tratamento é indicado apenas para casos suspeitos ou confirmados, com sintomas. A profilaxia em massa não é preconizada pelas diretrizes, pois o risco de efeitos adversos supera o benefício. A banca apresenta uma conduta não padronizada, confundindo tratamento com profilaxia.

NÃO CAIA NESSA!

A banca adora inverter condutas e prazos. Na alternativa C, troca a pinça por agulha/chama; na D, troca o 7º dia pelo 10º; na E, apresenta profilaxia como se fosse tratamento. Fique atento aos detalhes técnicos — eles são o alvo da questão.

PEGA ESSA DICA!

Para febre maculosa, memorize os pilares: controle ambiental (barreiras, preservação de habitat), proteção individual (repelentes, roupas compridas, inspeção corporal), diagnóstico precoce (sorologia a partir do 7º dia) e tratamento com doxiciclina (não profilaxia). Esses pontos são recorrentes em provas.

Gabarito: letra B

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