AAs vacinas virais vivas atenuadas de sarampo, caxumba e rubéola não devem ser aplicadas simultaneamente à vacina de febre amarela, na primovacinação, em crianças menores de dois anos de idade.
BReações alérgicas de tipo tardio, que ocorram após 48 a 96 horas da vacinação, representam risco de vida e contraindicam o uso das vacinas.
CNas situações de imunodepressão programada, como transplante de órgãos sólidos, quimioterapia, uso de drogas modificadoras da resposta imune e outras, a imunização com vacinas de antígenos não vivos deve ser realizada duas semanas antes da imunossupressão e as vacinas de antígenos vivos devem ser suspensas.
DCrianças com alergia a ovo têm contraindicação de receber a vacina para o vírus influenza, devido ao risco de reação anafilática ao componente da vacina.
ECrianças expostas ao HIV não devem receber vacinas vivas atenuadas como BCG, vacina oral de rotavírus humano e vacina oral para poliomielite.
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GabaritoA — As vacinas virais vivas atenuadas de sarampo, caxumba e rubéola não devem ser aplicadas simultaneamente à vacina de febre amarela, na primovacinação, em crianças menores de dois anos de idade.
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Imunizações: vacinas vivas atenuadas e contraindicações
Gabarito: letra A. A afirmativa correta é a que trata da interferência entre a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e a vacina de febre amarela na primovacinação de crianças menores de dois anos, recomendando-se intervalo de 30 dias entre elas. As demais alternativas contêm erros conceituais sobre reações alérgicas, imunossupressão, alergia a ovo e vacinação de crianças expostas ao HIV.
O tema central é a segurança e a eficácia das vacinas de vírus vivos atenuados, que são aquelas produzidas com o agente infeccioso enfraquecido em laboratório, capaz de induzir resposta imune sem causar a doença em pessoas saudáveis. Por serem vivas, essas vacinas têm regras específicas de administração, especialmente em relação a intervalos entre doses e contraindicações em imunossuprimidos.
A regra geral é que vacinas de vírus vivos atenuados podem ser administradas simultaneamente em locais diferentes, sem prejuízo da resposta imune. No entanto, há uma exceção importante: a vacina contra febre amarela e a tríplice viral (SCR), quando aplicadas no mesmo dia em crianças menores de 2 anos, podem interferir mutuamente na resposta imune. Por isso, recomenda-se um intervalo mínimo de 30 dias entre elas nessa faixa etária. Essa é a base da alternativa correta.
Na prática, o calendário vacinal brasileiro prevê a febre amarela aos 9 meses e a tríplice viral aos 12 meses, o que naturalmente respeita esse intervalo. Mas em situações de atraso ou de vacinação simultânea, o profissional deve orientar o intervalo de 30 dias para crianças menores de 2 anos. Em crianças maiores e adultos, não há essa interferência, podendo ser aplicadas no mesmo dia ou com qualquer intervalo.
A pegadinha da questão está em inverter essa lógica: a alternativa A afirma que as vacinas "não devem ser aplicadas simultaneamente", o que é exatamente o que a literatura recomenda para essa faixa etária. As demais alternativas trazem erros sobre reações alérgicas, imunossupressão, alergia a ovo e HIV, que serão analisados individualmente.
Guarde a fronteira entre o que é contraindicação absoluta, contraindicação relativa e precaução: é exatamente nela que as alternativas se dividem.
Vacinas de vírus vivos atenuados
1Regra geral
Podem ser aplicadas simultaneamente
Em locais diferentes
2Exceção (menores de 2 anos)
Febre amarela + tríplice viral
Não aplicar no mesmo dia
Intervalo mínimo de 30 dias
3Contraindicações
Imunossupressão grave
Reação anafilática imediata
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A afirmativa está correta. Estudos demonstram interferência mútua na resposta imune das vacinas contra febre amarela e tríplice viral quando administradas no mesmo dia em crianças com idade inferior a 2 anos. Por isso, recomenda-se um intervalo mínimo de 30 dias entre elas nessa faixa etária, conforme orientação do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Imunizações.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A afirmativa está incorreta. Reações alérgicas de tipo tardio, que ocorrem após 48 a 96 horas da vacinação, não representam, por si só, risco de vida e não contraindicam o uso das vacinas. O que contraindica é a reação anafilática imediata, que ocorre em minutos a poucas horas após a aplicação. A alternativa confunde reação tardia com anafilaxia, que é a reação grave e imediata.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A afirmativa está incorreta. Em situações de imunodepressão programada, como transplante de órgãos sólidos, quimioterapia e uso de drogas modificadoras da resposta imune, a recomendação é que as vacinas de antígenos não vivos (inativadas) sejam administradas pelo menos 2 a 4 semanas antes do início da imunossupressão, e não apenas duas semanas. Além disso, as vacinas de antígenos vivos atenuados são contraindicadas em imunossuprimidos graves, mas a alternativa generaliza ao afirmar que devem ser "suspensas" em todas as situações, o que não é correto, pois depende do grau de imunossupressão e da avaliação individual de risco-benefício.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A afirmativa está incorreta. Crianças com alergia a ovo não têm contraindicação absoluta para receber a vacina contra influenza. A vacina influenza utilizada no Programa Nacional de Imunizações contém quantidade mínima de proteína do ovo, e estudos demonstram que mesmo crianças com alergia grave ao ovo podem ser vacinadas com segurança, desde que em ambiente adequado e com observação. A contraindicação absoluta é para reação anafilática grave ao ovo, mas mesmo assim a vacinação pode ser realizada com precauções.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A afirmativa está incorreta. Crianças expostas ao HIV não têm contraindicação absoluta para todas as vacinas vivas atenuadas. A recomendação é individualizada conforme o estado imunológico da criança. A vacina BCG, por exemplo, é indicada ao nascer para crianças vivendo com HIV, desde que não apresentem sinais ou sintomas de imunossupressão. A vacina oral de rotavírus humano e a vacina oral para poliomielite (VOP) também podem ser administradas em crianças com HIV, dependendo da contagem de LT-CD4+ e da avaliação clínica. A contraindicação é para imunodeficiência grave, não para todas as crianças expostas ao HIV.