A HAS secundária pode ocorrer na faixa neonatal sendo mais frequentemente associada à(ao)
Atrombose da artéria renal.
Bglomerulonefrite aguda.
Cfeocromocitoma.
Dhipertireoidismo.
Esíndrome de Cushing.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoA — trombose da artéria renal.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Hipertensão arterial secundária no recém-nascido
Gabarito: letra A. Na faixa neonatal, a causa mais frequente de hipertensão arterial secundária é a trombose da artéria renal, geralmente associada ao uso de cateterismo da artéria umbilical em unidades de terapia intensiva neonatal. As demais alternativas representam causas possíveis de HAS secundária, porém menos comuns nessa faixa etária específica.
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) secundária é definida como a elevação da pressão arterial decorrente de uma causa identificável e potencialmente tratável, em contraste com a HAS primária (essencial), cuja etiologia é multifatorial e não apresenta uma causa única. No recém-nascido, a HAS é quase sempre secundária, sendo rara a forma primária. O reconhecimento precoce é fundamental, pois o tratamento da causa de base pode reverter o quadro e prevenir complicações cardiovasculares e renais a longo prazo.
A principal etiologia da HAS neonatal é a trombose da artéria renal, que ocorre com maior frequência como complicação do cateterismo da artéria umbilical, procedimento comum em recém-nascidos prematuros ou criticamente enfermos. O cateter pode lesar o endotélio vascular, desencadear a formação de trombo e obstruir o fluxo sanguíneo renal, ativando o sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) e elevando a pressão arterial. Outras causas vasculares incluem estenose da artéria renal, coarctação de aorta e trombose de veia renal.
As causas endócrinas, como feocromocitoma, hipertireoidismo e síndrome de Cushing, são etiologias raras de HAS secundária em qualquer faixa etária, mas especialmente incomuns no período neonatal. O feocromocitoma é um tumor secretor de catecolaminas que causa hipertensão paroxística, mas sua incidência é extremamente baixa em recém-nascidos. O hipertireoidismo pode cursar com aumento do débito cardíaco e hipertensão sistólica, porém não é uma causa frequente de HAS neonatal. A síndrome de Cushing, caracterizada por hipercortisolismo, associa-se a hipertensão em 75-80% dos casos, mas é uma condição rara no neonato. A glomerulonefrite aguda, embora seja uma causa importante de HAS secundária em crianças maiores e adultos, é excepcional no período neonatal, sendo mais comum após infecções estreptocócicas em idade escolar.
A avaliação diagnóstica da HAS neonatal deve incluir anamnese detalhada (história de cateterismo umbilical, prematuridade, uso de medicamentos), exame físico completo (palpação de pulsos, medida da PA nos quatro membros) e exames complementares como ultrassonografia renal com Doppler, ecocardiograma e dosagens hormonais quando houver suspeita clínica. O tratamento depende da causa subjacente, podendo incluir medidas de suporte, anti-hipertensivos e, em casos selecionados, intervenção cirúrgica ou endovascular.
A distinção entre as causas vasculares e endócrinas é o ponto-chave desta questão. Enquanto a trombose de artéria renal é uma complicação relativamente comum em UTIs neonatais, as causas endócrinas são exceções raras que exigem alta suspeição clínica. A banca explora exatamente essa diferença de frequência: o candidato que conhece a epidemiologia da HAS neonatal identifica prontamente a trombose de artéria renal como a resposta correta.
HAS secundária no recém-nascido
1Causa mais frequente
Trombose da artéria renal
Complicação do cateterismo umbilical
2Outras causas (raras no neonato)
Glomerulonefrite aguda (criança maior)
Feocromocitoma (tumor de catecolaminas)
Hipertireoidismo (débito cardíaco)
Síndrome de Cushing (hipercortisolismo)
LEVEL · soulevel.com.br
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A trombose da artéria renal é a causa mais frequente de HAS secundária no recém-nascido, sendo uma complicação bem estabelecida do cateterismo da artéria umbilical. O trombo obstrui o fluxo sanguíneo renal, ativando o SRAA e elevando a pressão arterial. Essa associação é amplamente descrita na literatura de neonatologia e nefrologia pediátrica.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A glomerulonefrite aguda (GNA) é uma causa importante de HAS secundária em crianças maiores e adultos, geralmente pós-estreptocócica, mas é extremamente rara no período neonatal. No recém-nascido, a GNA não figura entre as principais etiologias de hipertensão, sendo a trombose de artéria renal a causa predominante.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O feocromocitoma é um tumor secretor de catecolaminas que causa hipertensão paroxística, mas sua incidência é extremamente baixa em recém-nascidos. Embora seja uma causa reconhecida de HAS secundária, não é a mais frequente na faixa neonatal, sendo superado em muito pela trombose de artéria renal.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O hipertireoidismo pode cursar com hipertensão sistólica devido ao aumento do débito cardíaco, mas não é uma causa frequente de HAS neonatal. A tireotoxicose no recém-nascido é uma condição rara, geralmente associada à doença de Graves materna, e não representa a principal etiologia de hipertensão nessa faixa etária.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A síndrome de Cushing, caracterizada por hipercortisolismo, associa-se a hipertensão em 75-80% dos casos, mas é uma condição rara no neonato. As causas endócrinas, de modo geral, são etiologias incomuns de HAS secundária no período neonatal, sendo a trombose de artéria renal a causa mais prevalente.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre as causas de HAS secundária em diferentes faixas etárias. O candidato pode ser tentado a escolher glomerulonefrite aguda (comum em crianças maiores) ou causas endócrinas (mais frequentes em adultos), mas a questão pede especificamente a faixa neonatal, onde a trombose de artéria renal é a resposta. Lembre-se: no recém-nascido, a HAS é quase sempre secundária e a principal causa é vascular, relacionada ao cateterismo umbilical.
PEGA ESSA DICA!
Para questões sobre HAS secundária, organize mentalmente as causas por faixa etária: no neonato, predomina a trombose de artéria renal (cateterismo umbilical); na criança, a glomerulonefrite e a estenose de artéria renal; no adulto jovem, a doença fibromuscular; e no idoso, a doença aterosclerótica. Essa sistematização ajuda a responder rapidamente questões de epidemiologia.