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Questão de Medicina — Pediatria e Neonatologia — FGV 2023

MedicinaPediatria e Neonatologia
Código
fg064609
Banca
FGV
Órgão
FHEMIG
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Médico - Neonatologia
manter a mesma MAP da ventilação convencional.
  1. Ao tempo inspiratório é fixo na peça em T.
  2. Bo pico de pressão PIP é atingido com aumento do fluxo de gás.
  3. Cé necessário o suprimento contínuo de gás para gerar pressão positiva.
  4. Da peça em T pode fornecer automaticamente PEEP e frequência da ventilação.
  5. Ea peça em T é de uso complicado e só é indicado para neonatologistas experientes.
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GabaritoC — é necessário o suprimento contínuo de gás para gerar pressão positiva.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Peça em T (Neopuff) na ventilação neonatal

Gabarito: letra C. A peça em T (ex.: Neopuff) é um dispositivo de ventilação manual que gera pressão positiva contínua nas vias aéreas a partir de um suprimento contínuo de gás — é esse fluxo constante que permite manter a pressão e ventilar o recém-nascido, sendo essencial para a ressuscitação neonatal. As demais alternativas distorcem o funcionamento do dispositivo, especialmente a letra E, que o descreve como de uso complicado e restrito a especialistas, quando na verdade é um dispositivo simples e amplamente utilizado.

A peça em T é um dispositivo de ressuscitação manual utilizado principalmente em sala de parto para ventilar recém-nascidos, especialmente prematuros. Seu princípio de funcionamento é relativamente simples: um fluxo contínuo de gás (ar ou oxigênio) é fornecido ao dispositivo, e o profissional controla a pressão inspiratória (PIP) ocluindo ou liberando a abertura da peça. Quando a abertura é ocluída, o gás é direcionado para o paciente, gerando a pressão positiva; quando liberada, o gás escapa, permitindo a expiração. Esse mecanismo exige, portanto, um suprimento contínuo de gás para que a pressão positiva seja gerada e mantida — exatamente o que afirma a alternativa C.

A principal vantagem da peça em T sobre o ambu (bolsa-válvula-máscara) é a capacidade de fornecer uma pressão inspiratória mais estável e controlada, além de permitir a aplicação de PEEP (pressão expiratória final positiva) de forma mais precisa. No contexto da reanimação neonatal, a peça em T é o dispositivo de escolha, pois permite controlar a PIP, a PEEP e a frequência respiratória de maneira mais confiável, reduzindo a variabilidade entre operadores. O fluxo contínuo de gás é o que possibilita essa estabilidade: sem ele, não há como gerar a pressão positiva necessária para ventilar o recém-nascido.

A alternativa C está correta porque descreve exatamente o princípio de funcionamento da peça em T: o suprimento contínuo de gás é o que gera a pressão positiva. As demais alternativas contêm erros conceituais: a letra A afirma que o tempo inspiratório é fixo, o que não é verdade, pois o profissional controla o tempo inspiratório ocluindo a abertura; a letra B afirma que o pico de pressão (PIP) é atingido com aumento do fluxo de gás, mas na verdade o PIP é controlado pela oclusão da abertura, não pelo aumento do fluxo; a letra D afirma que a peça em T pode fornecer automaticamente PEEP e frequência, mas esses parâmetros são controlados manualmente pelo operador; e a letra E afirma que a peça em T é de uso complicado e restrito a especialistas, o que é incorreto, pois é um dispositivo simples e amplamente utilizado.

A peça em T é um dispositivo essencial na reanimação neonatal, e seu funcionamento é baseado no princípio de fluxo contínuo de gás. O profissional controla a PIP ocluindo a abertura da peça, e a PEEP é mantida pelo fluxo contínuo de gás durante a expiração. Esse mecanismo permite uma ventilação mais estável e controlada, reduzindo o risco de barotrauma e volutrauma. A alternativa C é a única que descreve corretamente esse princípio.

  1. 1Fluxo contínuo de gás
  2. 2Oclusão da abertura → PIP
  3. 3Liberação → expiração
  4. 4PEEP mantida pelo fluxo
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que o tempo inspiratório é fixo na peça em T. Isso é incorreto, pois o tempo inspiratório é controlado pelo profissional, que oclui a abertura da peça para gerar a pressão positiva e a libera para permitir a expiração. O tempo inspiratório pode ser ajustado conforme a necessidade do paciente, não sendo fixo. A peça em T permite ao operador controlar a duração da inspiração, o que é uma vantagem sobre outros dispositivos.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que o pico de pressão (PIP) é atingido com aumento do fluxo de gás. Isso é incorreto, pois o PIP é controlado pela oclusão da abertura da peça, não pelo aumento do fluxo. O fluxo de gás é contínuo e constante; o que varia é a oclusão da abertura, que direciona o gás para o paciente e gera a pressão positiva. O aumento do fluxo de gás não é o mecanismo para atingir o PIP.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa afirma que é necessário o suprimento contínuo de gás para gerar pressão positiva. Isso está correto, pois a peça em T funciona com um fluxo contínuo de gás (ar ou oxigênio) que, ao ser ocluído na abertura, gera a pressão positiva nas vias aéreas do paciente. Sem o suprimento contínuo de gás, não é possível gerar nem manter a pressão positiva, essencial para a ventilação do recém-nascido.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que a peça em T pode fornecer automaticamente PEEP e frequência da ventilação. Isso é incorreto, pois a PEEP e a frequência são controladas manualmente pelo operador. A peça em T permite ajustar a PEEP por meio do fluxo contínuo de gás, mas não de forma automática; o profissional controla a frequência ocluindo e liberando a abertura. Não há automatização desses parâmetros.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que a peça em T é de uso complicado e só é indicada para neonatologistas experientes. Isso é incorreto, pois a peça em T é um dispositivo simples e amplamente utilizado, inclusive por profissionais de saúde treinados em reanimação neonatal, não sendo restrita a especialistas. A simplicidade do dispositivo é uma de suas vantagens, permitindo um uso mais padronizado e seguro.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre o mecanismo de funcionamento da peça em T e o de outros dispositivos, como o ambu. Na peça em T, o fluxo contínuo de gás é essencial para gerar a pressão positiva, enquanto no ambu a pressão é gerada pela compressão manual da bolsa. Além disso, a letra E tenta induzir o candidato a acreditar que o dispositivo é complexo, quando na verdade é simples e amplamente utilizado.

PEGA ESSA DICA!

Para questões sobre dispositivos de ventilação manual, lembre-se: a peça em T (Neopuff) funciona com fluxo contínuo de gás, permitindo controle preciso de PIP e PEEP. Compare com o ambu, que depende da compressão manual. Essa distinção é frequentemente cobrada em provas de neonatologia.

Gabarito: letra C

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