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Questão de Medicina — Ortopedia e Traumatologia — FGV 2023

MedicinaOrtopedia e Traumatologia
Código
fg064719
Banca
FGV
Órgão
FHEMIG
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Médico - Ortopedia e traumatologia
A lesão traumática, conhecida como tríade maldita do cotovelo, consiste em
  1. Afratura do olecrânio + fratura da cúpula radial + fratura do coronoide.
  2. Bluxação posterior do cotovelo + fratura do olecrânio + fratura da cúpula radial.
  3. Cluxação posterior do cotovelo + fratura do coronoide + fratura da cúpula radial.
  4. Dluxação antero lateral do cotovelo + lesão do ligamento medial do cotovelo + fratura do coronoide.
  5. Eluxação antero lateral do cotovelo + lesão do ligamento medial do cotovelo + fratura do olecrânio.
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GabaritoC — luxação posterior do cotovelo + fratura do coronoide + fratura da cúpula radial.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Tríade Terrível do Cotovelo

Gabarito: letra C. A tríade maldita (ou terrível) do cotovelo é composta por luxação posterior do cotovelo + fratura do coronoide + fratura da cabeça do rádio — exatamente o que a alternativa C descreve. Essa é a definição clássica da lesão, amplamente descrita na literatura ortopédica (como no Manual de Trauma Ortopédico, que trata do tema no capítulo sobre luxação do cotovelo e fratura da cabeça do rádio).

A tríade terrível do cotovelo é uma lesão de alta energia que combina uma luxação articular com duas fraturas que comprometem gravemente a estabilidade do cotovelo. O mecanismo típico é a queda com a mão espalmada, gerando um estresse em valgo, compressão axial e rotação póstero-lateral — o que leva à luxação posterior e à fratura da cabeça do rádio (por impacto contra o capítulo) e do processo coronoide (por avulsão da cápsula anterior). A importância de reconhecer essa tríade está na sua indicação cirúrgica quase sempre obrigatória: a fixação ou artroplastia da cabeça do rádio, o reparo do coronoide e a reinserção da cápsula anterior são os pilares do tratamento, com possível reparo ligamentar medial se houver instabilidade residual.

O que diferencia a tríade terrível de outras lesões do cotovelo é justamente a combinação luxação + fratura da cabeça do rádio + fratura do coronoide. A presença do coronoide é essencial — ele é um estabilizador anterior crucial, e sua fratura, mesmo pequena, pode levar à instabilidade. Já a cabeça do rádio atua como estabilizador lateral, e sua fratura associada à luxação agrava o quadro. O olécrano, embora também seja uma estrutura importante, não faz parte da tríade clássica — sua fratura isolada ou associada à luxação configura outro padrão de lesão (como a luxação póstero-medial em varo).

A banca explora exatamente a confusão entre os componentes da tríade: trocar o coronoide pelo olécrano, ou a cabeça do rádio por outra estrutura, são distratores comuns. Guarde o tripé: luxação posterior + coronoide + cabeça do rádio. É esse conjunto que define a lesão e orienta a conduta cirúrgica.

1Componentes
Luxação posterior
Fratura do coronoide
Fratura da cabeça do rádio
2Mecanismo
Queda com mão espalmada
Estresse em valgo + compressão axial
Rotação póstero-lateral
3Tratamento
Fixação/artroplastia da cabeça do rádio
Reparo do coronoide
Reinserção da cápsula anterior
Reparo ligamentar medial (se instabilidade residual)
4Distratores comuns
Trocar coronoide por olécrano
Trocar luxação posterior por ântero-lateral
Tríade terrível do cotovelo
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Tríade terrível do cotovelo: Componentes (Luxação posterior, Fratura do coronoide, Fratura da cabeça do rádio); Mecanismo (Queda com mão espalmada, Estresse em valgo + compressão axial, Rotação póstero-lateral); Tratamento (Fixação/artroplastia da cabeça do rádio, Reparo do coronoide, Reinserção da cápsula anterior, Reparo ligamentar medial (se instabilidade residual)); Distratores comuns (Trocar coronoide por olécrano, Trocar luxação posterior por ântero-lateral)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Troca a luxação por uma terceira fratura (olecrânio). A tríade exige a luxação posterior como componente articular — sem ela, não há tríade terrível, apenas um conjunto de fraturas. O olécrano não integra a tríade clássica.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Inclui a luxação e a fratura da cabeça do rádio, mas substitui a fratura do coronoide pela fratura do olecrânio. O coronoide é o terceiro elemento obrigatório — sua fratura é o que caracteriza a tríade, não a do olécrano.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Descreve exatamente a tríade terrível: luxação posterior do cotovelo + fratura do coronoide + fratura da cabeça do rádio. É a definição clássica, confirmada pela literatura ortopédica.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Erra ao citar "luxação ântero-lateral" (o padrão é póstero-lateral rotatória) e ao incluir "lesão do ligamento medial" como componente fixo — o reparo do ligamento colateral medial só é necessário em casos de instabilidade residual, não faz parte da tríade. Além disso, omite a fratura da cabeça do rádio.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Repete os erros da D (luxação ântero-lateral e lesão do ligamento medial) e ainda troca a cabeça do rádio pelo olécrano. Nenhuma das combinações corresponde à tríade.

NÃO CAIA NESSA!

A banca adora trocar o coronoide pelo olécrano — são estruturas vizinhas, mas a tríade exige o coronoide. Outra pegadinha é inverter o tipo de luxação (ântero-lateral em vez de posterior). Decore o tripé: luxação posterior + coronoide + cabeça do rádio.

Gabarito: letra C

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