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Questão de Medicina — Aspectos de Ética na Pesquisa, Ética Médica e Perícia Médica — FGV 2023

MedicinaAspectos de Ética na Pesquisa, Ética Médica e Perícia Médica
Código
fg064740
Banca
FGV
Órgão
FHEMIG
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Médico - Otorrinolaringologia
Segundo o Código de Ética Médica, é vedado ao médico
  1. Aexercer sua profissão com autonomia, não sendo obrigado a prestar serviços que contrariem os ditames de sua consciência ou a quem não deseje, excetuadas as situações de ausência de outro médico, em caso de urgência ou emergência, ou quando sua recusa possa trazer danos à saúde do paciente.
  2. Bguardar sigilo a respeito das informações de que detenha conhecimento no desempenho de suas funções, com exceção dos casos previstos em lei.
  3. Cinternar e assistir seus pacientes em hospitais privados e públicos com caráter filantrópico ou não, ainda que não faça parte dos seus corpos clínicos, respeitadas as normas técnicas aprovadas pelo Conselho Regional de Medicina.
  4. Drequerer desagravo público ao Conselho Regional de Medicina quando atingido no exercício de sua profissão.
  5. Edeixar de assumir responsabilidade sobre procedimento que indicou ou do qual participou, mesmo quando vários médicos tenham assistido o paciente.
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GabaritoE — deixar de assumir responsabilidade sobre procedimento que indicou ou do qual participou, mesmo quando vários médicos tenham assistido o paciente.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Ética Médica: vedações do Código de Ética Médica

Gabarito: letra E. O Código de Ética Médica (Resolução CFM nº 2.217/2018) veda ao médico "deixar de assumir responsabilidade sobre procedimento que indicou ou do qual participou, mesmo quando vários médicos tenham assistido o paciente" — exatamente o teor da alternativa E. As demais alternativas descrevem direitos ou permissões do médico, não vedações, o que as torna incorretas diante do comando "é vedado".

O Código de Ética Médica é o conjunto de normas que rege a conduta do médico no exercício profissional, independentemente do cargo ou função que ocupe. Ele se estrutura em capítulos que tratam de princípios fundamentais, direitos, responsabilidades, relação com pacientes, entre outros. A distinção central para esta questão está entre o que é vedado (proibido), o que é direito e o que é dever do médico. A banca explora exatamente essa confusão: apresenta condutas que são direitos ou permissões como se fossem vedações, e a única alternativa que realmente descreve uma vedação é a letra E.

A vedação da letra E está prevista no Capítulo III (Responsabilidade Profissional) do Código de Ética Médica. O princípio subjacente é que o médico não pode se eximir da responsabilidade por atos que praticou ou dos quais participou, mesmo que outros colegas também tenham assistido o paciente. Isso decorre do princípio fundamental de que o médico é responsável pelos atos que pratica, e a responsabilidade é individual e intransferível. A banca, ao incluir a expressão "mesmo quando vários médicos tenham assistido o paciente", reforça que a corresponsabilidade não elimina a responsabilidade individual.

Para resolver a questão, é preciso identificar que as alternativas A, B, C e D descrevem direitos do médico, expressos no Capítulo II do Código (Direitos), enquanto a alternativa E descreve uma vedação, expressa no Capítulo III (Responsabilidade Profissional). Vejamos cada uma:

  • A: descreve o direito de exercer a profissão com autonomia e recusar serviços que contrariem a consciência, com as exceções legais (urgência/emergência, ausência de outro médico, dano ao paciente). Isso é um direito, não uma vedação.

  • B: descreve o dever de guardar sigilo, com as exceções legais. É um dever, não uma vedação.

  • C: descreve o direito de internar e assistir pacientes em hospitais, mesmo sem pertencer ao corpo clínico, respeitadas as normas técnicas. É um direito.

  • D: descreve o direito de requerer desagravo público ao CRM quando atingido no exercício da profissão. É um direito.

  • E: descreve a vedação de deixar de assumir responsabilidade sobre procedimento que indicou ou do qual participou. É uma vedação.

A pegadinha da banca está em inverter a natureza das condutas: o candidato pode confundir "direito" com "vedação" e marcar uma alternativa que descreve um direito, como a A ou a D. A chave é ler o enunciado com atenção: "é vedado ao médico" — ou seja, a alternativa correta deve descrever uma proibição, não uma permissão.

Código de Ética Médica (Res. CFM 2.217/2018)
  • 1Direitos (Cap. II)
    • Autonomia e recusa por consciência
    • Internar em qualquer hospital
    • Desagravo público ao CRM
  • 2Deveres
    • Guardar sigilo (Cap. IX)
  • 3Vedações (Cap. III)
    • Deixar de assumir responsabilidade
      • Mesmo com vários médicos
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Esta alternativa descreve um direito do médico, não uma vedação. O direito de exercer a profissão com autonomia e recusar serviços que contrariem a consciência está previsto no Capítulo II do Código de Ética Médica (Dos Direitos). A alternativa reproduz o teor do direito, incluindo as exceções (urgência/emergência, ausência de outro médico, dano ao paciente), mas isso não configura uma vedação. O erro está em classificar como vedação o que é um direito.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Esta alternativa descreve o dever de guardar sigilo, previsto no Capítulo IX (Sigilo Profissional) do Código de Ética Médica. O sigilo é uma obrigação do médico, com exceções legais, mas não é uma vedação no sentido de proibição de conduta — é um dever positivo. A alternativa está incorreta porque não descreve uma vedação, mas um dever.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Esta alternativa descreve um direito do médico de internar e assistir pacientes em hospitais, mesmo sem pertencer ao corpo clínico, respeitadas as normas técnicas. Isso está previsto no Capítulo II (Dos Direitos) do Código de Ética Médica. Não é uma vedação, mas uma permissão. O erro é o mesmo das alternativas A e D: confundir direito com vedação.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Esta alternativa descreve o direito de requerer desagravo público ao CRM quando atingido no exercício da profissão. O desagravo é um mecanismo de defesa do médico, previsto no Capítulo II (Dos Direitos). Não é uma vedação. A alternativa está incorreta por descrever um direito, não uma proibição.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta alternativa descreve uma vedação expressa no Capítulo III (Responsabilidade Profissional) do Código de Ética Médica: "É vedado ao médico: Art. 5º Assumir responsabilidade por ato médico que não praticou ou do qual não participou." A alternativa E inverte o sentido: veda "deixar de assumir responsabilidade sobre procedimento que indicou ou do qual participou". Ou seja, o médico não pode se eximir da responsabilidade por atos que praticou ou dos quais participou, mesmo que outros médicos também tenham assistido o paciente. Isso é uma vedação clara, e por isso é a alternativa correta.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca a natureza das condutas: apresenta direitos (autonomia, sigilo, internar, desagravo) como se fossem vedações. O candidato que não lê o enunciado com atenção pode marcar uma alternativa que descreve um direito, como a A ou a D. A chave é identificar que a única alternativa que descreve uma proibição é a E.

PEGA ESSA DICA!

Para questões sobre o Código de Ética Médica, separe mentalmente os capítulos: Direitos (Capítulo II), Responsabilidade Profissional (Capítulo III, onde estão as vedações), Sigilo (Capítulo IX), Documentos Médicos (Capítulo X). Quando o enunciado pedir "vedado", procure a alternativa que descreve uma proibição, não uma permissão ou dever.

Gabarito: letra E

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