Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de Dois Anos: os 12 passos
Gabarito: letra A. O Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de Dois Anos (Ministério da Saúde, 2019) estabelece, entre seus 12 passos, que se deve "oferecer alimentos in natura ou minimamente processados, além do leite materno, a partir dos seis meses" — exatamente o que a alternativa A afirma. As demais alternativas distorcem as recomendações oficiais, seja trocando a idade de introdução dos alimentos, seja incentivando práticas contrárias ao guia, como o uso de ultraprocessados ou a oferta de sucos.
O Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de Dois Anos é um documento oficial do Ministério da Saúde que traduz, para a primeira infância, os princípios do Guia Alimentar para a População Brasileira. Sua estrutura é organizada em 12 passos que orientam famílias e profissionais de saúde sobre como alimentar crianças de 0 a 2 anos de forma saudável. O passo central — e o mais cobrado em provas — é a introdução da alimentação complementar: a partir dos 6 meses, a criança deve receber, além do leite materno, alimentos in natura ou minimamente processados, preparados preferencialmente em casa, sem adição de sal, açúcar ou temperos prontos.
A lógica por trás dessa recomendação é dupla. Primeiro, o leite materno é o alimento ideal e exclusivo até os 6 meses, fornecendo todos os nutrientes e anticorpos necessários. Segundo, a introdução precoce (antes dos 6 meses) ou tardia (depois dos 6 meses) está associada a riscos: a precoce aumenta a chance de alergias, obesidade e infecções; a tardia pode levar a deficiências nutricionais, especialmente de ferro e zinco. Por isso, o marco dos 6 meses é um consenso científico e o ponto exato que a banca explora.
Na prática, o guia recomenda que a criança coma a mesma comida da família, desde que saudável — ou seja, não há necessidade de preparar refeições separadas. Isso é um dos 12 passos e aparece na alternativa E, mas com uma inversão: o guia diz para não cozinhar comidas diferentes para a criança e para a família, e sim oferecer a comida da família, adaptada em consistência (amassada, picada) e sem excesso de temperos. A alternativa E, ao afirmar que se deve "cozinhar comidas diferentes", contraria frontalmente essa orientação.
Outro ponto sensível é a questão dos sucos. O guia é claro: não se deve oferecer sucos para crianças menores de 2 anos, nem mesmo em substituição a refrigerantes. A recomendação é oferecer água como única bebida além do leite materno. A alternativa D, ao sugerir "oferecer água e sucos", erra ao incluir os sucos, que são ricos em açúcar e podem deslocar o consumo de leite e alimentos nutritivos. A banca, aqui, explora a confusão entre "evitar refrigerantes" (correto) e "oferecer sucos" (incorreto).
Por fim, a alternativa C é a mais flagrantemente errada: o guia nunca recomenda oferecer alimentos ultraprocessados, nem excepcionalmente. Pelo contrário, um dos passos é justamente "evitar açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos e outras guloseimas nos primeiros anos de vida". A palavra "excepcionalmente" é uma armadilha clássica: a banca tenta fazer o candidato acreditar que há uma brecha, mas não há — ultraprocessados devem ser evitados ao máximo.
Guarde, portanto, o critério decisivo: a alternativa correta é a que reproduz fielmente um dos 12 passos do guia, sem distorções de idade, de tipo de alimento ou de exceções. É exatamente essa fidelidade que separa a letra A das demais.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa A reproduz, com precisão, um dos 12 passos do Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de Dois Anos: "oferecer alimentos in natura ou minimamente processados, além do leite materno, a partir dos seis meses". Essa é a recomendação central do guia para a alimentação complementar, alinhada às diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS). O termo "in natura ou minimamente processados" refere-se a alimentos como frutas, legumes, verduras, carnes, ovos, arroz, feijão — ou seja, alimentos na sua forma mais natural possível, sem adição de substâncias como sal, açúcar, gorduras ou conservantes. A partir dos 6 meses, o leite materno continua sendo importante, mas a criança precisa de outros nutrientes (especialmente ferro e zinco) que os alimentos complementares fornecem.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa B erra ao afirmar que se deve oferecer somente leite materno até os quatro meses. A recomendação oficial é amamentar exclusivamente até os 6 meses — não 4. O guia, seguindo a OMS, preconiza aleitamento materno exclusivo nos primeiros 6 meses de vida, e a partir daí a introdução de alimentos complementares, mantendo a amamentação até os 2 anos ou mais. A troca de "6 meses" por "4 meses" é uma pegadinha numérica clássica: o candidato que sabe que a amamentação exclusiva dura até os 6 meses pode ser induzido a aceitar 4 meses como correto, mas não é. Além disso, a expressão "somente o leite materno até quatro meses" sugere que após os 4 meses se pode oferecer outros alimentos, o que contraria a recomendação de exclusividade até os 6 meses.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa C é a mais absurda: afirma que se deve "oferecer, excepcionalmente, alimentos ultraprocessados para a criança". O Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de Dois Anos é enfático em evitar alimentos ultraprocessados — como refrigerantes, biscoitos recheados, salgadinhos de pacote, macarrão instantâneo — em qualquer circunstância, não havendo exceção. Esses produtos são ricos em açúcar, sódio, gorduras e aditivos químicos, e pobres em nutrientes, contribuindo para obesidade, diabetes e outras doenças crônicas. A palavra "excepcionalmente" é uma armadilha: a banca tenta fazer o candidato acreditar que há uma brecha, mas o guia não abre nenhuma exceção para ultraprocessados na primeira infância. Pelo contrário, um dos 12 passos é justamente "evitar açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos e outras guloseimas nos primeiros anos de vida".
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa D erra ao sugerir "oferecer água e sucos à criança, em vez de refrigerantes e outras bebidas açucaradas". Embora a substituição de refrigerantes por água seja correta, a inclusão de sucos é um erro grave. O Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de Dois Anos recomenda não oferecer sucos para crianças menores de 2 anos, pois são ricos em açúcar (mesmo os naturais) e podem deslocar o consumo de leite materno e de alimentos nutritivos, além de contribuir para cáries e obesidade. A recomendação é oferecer água como única bebida além do leite materno. A banca explora aqui a confusão entre "evitar refrigerantes" (correto) e "oferecer sucos" (incorreto) — o candidato pode achar que sucos são aceitáveis, mas o guia é claro em desaconselhá-los.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa E afirma que se deve "cozinhar comidas diferentes para a criança e para a família". Isso contraria diretamente um dos 12 passos do guia, que recomenda oferecer a comida da família à criança, desde que a alimentação da família seja saudável, baseada em alimentos in natura ou minimamente processados, sem excesso de gordura, sal e condimentos. O guia inclusive ressalta que essa recomendação facilita o preparo das refeições e pode motivar a melhora da dieta familiar. A alternativa inverte o sentido: em vez de a criança comer a mesma comida da família, ela sugere preparar comidas diferentes, o que é desnecessário e contrário à orientação. A banca explora a ideia de que a criança precisa de comida especial, mas o guia desmistifica isso.
Gabarito: letra A — a única alternativa que reproduz fielmente um dos 12 passos do Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de Dois Anos.