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Questão de Medicina — Pneumologia — FGV 2023

MedicinaPneumologia
Código
fg064770
Banca
FGV
Órgão
FHEMIG
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Médico - Pneumologia
O Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease (GOLD) publica diretrizes e recomendações sobre a definição, manejo, classificação de gravidade e tratamento da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e esses critérios são consultados e usados no mundo inteiro, inclusive no Brasil.Em 2023, foram publicadas novas diretrizes com uma nova classificação da doença. Agora, de acordo com a gravidade da doença, a DPOC está dividida nas classes
  1. AA – B – C – D.
  2. BA – B – C – D – E.
  3. CA – B.
  4. DA – B – E.
  5. EA – B – D.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — A – B – E.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Classificação da DPOC segundo o GOLD 2023

Gabarito: letra D. A atualização do GOLD 2023 substituiu a antiga classificação ABCD pela nova divisão em grupos A, B e E, na qual o grupo E reúne os pacientes de maior risco (exacerbações frequentes ou graves), enquanto os grupos A e B são definidos pela carga sintomática. Essa mudança é o ponto central da questão.

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição respiratória crônica caracterizada por obstrução persistente e progressiva do fluxo aéreo, associada a uma resposta inflamatória anormal a partículas ou gases nocivos, sendo o tabagismo o principal fator de risco. A classificação da doença é essencial para orientar o tratamento e estimar o prognóstico, pois permite estratificar os pacientes conforme a gravidade dos sintomas e o risco de exacerbações.

Historicamente, o GOLD utilizava um sistema de classificação baseado em quatro grupos (A, B, C e D), que combinava a avaliação sintomática (através do CAT ou da escala mMRC) com o risco de exacerbações (definido pela espirometria e pelo histórico de exacerbações). Nesse modelo, os grupos C e D representavam os pacientes de maior risco, diferenciando-se pela carga sintomática.

Em 2023, o GOLD promoveu uma simplificação dessa classificação, reduzindo de quatro para três grupos: A, B e E. A principal mudança foi a fusão dos antigos grupos C e D em um único grupo denominado E (de "Exacerbações"), que agrupa todos os pacientes com alto risco de exacerbações, independentemente da carga sintomática. Essa alteração reflete a importância clínica das exacerbações como principal determinante do prognóstico e da conduta terapêutica.

A nova classificação é definida da seguinte forma:

  • Grupo A: baixo risco de exacerbações (0 ou 1 exacerbação moderada no último ano, sem internação) e poucos sintomas (CAT < 10 ou mMRC 0-1).

  • Grupo B: baixo risco de exacerbações, mas com maior carga sintomática (CAT ≥ 10 ou mMRC ≥ 2).

  • Grupo E: alto risco de exacerbações (≥ 2 exacerbações moderadas ou ≥ 1 exacerbação com internação no último ano), independentemente da carga sintomática.

Essa simplificação tem implicações práticas importantes. No modelo antigo, a distinção entre os grupos C e D dependia da avaliação sintomática, o que poderia gerar condutas diferentes para pacientes com o mesmo risco de exacerbação. No novo modelo, todos os pacientes de alto risco são agrupados no grupo E, recebendo a mesma abordagem terapêutica inicial, que prioriza a combinação de broncodilatadores de longa duração (LAMA + LABA) e, em casos selecionados, a associação com corticoide inalatório (ICS).

A banca explora exatamente a confusão entre o modelo antigo (ABCD) e o novo (ABE). O candidato que não está atualizado com a diretriz de 2023 tende a marcar a alternativa que ainda menciona os quatro grupos, caindo na pegadinha. É fundamental memorizar a nova nomenclatura e o critério que define o grupo E.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca a classificação antiga (A, B, C, D) pela nova (A, B, E). O candidato desatualizado marca a alternativa A, que ainda traz os quatro grupos. Lembre-se: o GOLD 2023 fundiu os grupos C e D no grupo E, que representa os pacientes de alto risco de exacerbações.

Grupo

Risco de Exacerbações

Carga Sintomática (CAT/mMRC)

A

Baixo (0–1 moderada, sem internação)

Poucos sintomas (CAT < 10 ou mMRC 0–1)

B

Baixo (0–1 moderada, sem internação)

Muitos sintomas (CAT ≥ 10 ou mMRC ≥ 2)

E

Alto (≥ 2 moderadas ou ≥ 1 com internação)

Independente da carga sintomática

Alternativa A — ❌ Incorreta

Apresenta a classificação A – B – C – D, que corresponde ao modelo anterior ao GOLD 2023. A diretriz atual substituiu os grupos C e D pelo grupo E, tornando essa alternativa desatualizada.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Apresenta a classificação A – B – C – D – E, que não existe em nenhuma versão do GOLD. O modelo antigo tinha quatro grupos (A, B, C, D) e o novo tem três (A, B, E); não há uma versão com cinco grupos.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Apresenta apenas os grupos A – B, ignorando o grupo E, que é essencial para classificar os pacientes de alto risco de exacerbações. A classificação do GOLD 2023 é composta por três grupos, não por dois.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Apresenta a classificação A – B – E, que é exatamente a nova divisão proposta pelo GOLD 2023. O grupo E substitui os antigos grupos C e D, agrupando todos os pacientes com alto risco de exacerbações.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Apresenta a classificação A – B – D, que mistura o modelo antigo (grupo D) com o novo (grupos A e B), sem o grupo E. Essa combinação não corresponde a nenhuma versão do GOLD.

Gabarito: letra D — a classificação do GOLD 2023 divide a DPOC nos grupos A, B e E.

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