Na hipertensão renovascular, a imagem de colar de contas da arteriografia renal é característica da estenose por
Aaterosclerose.
Bdisplasia fibrosa perimedial.
Cdisplasia fibrosa medial.
Ddisplasia fibrosa intimal.
Ehiperplasia medial.
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GabaritoC — displasia fibrosa medial.
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Displasia fibromuscular: subtipos e achados de imagem
Gabarito: letra C. Na hipertensão renovascular, o aspecto de "colar de contas" (ou "colar de pérolas") na arteriografia renal é a assinatura clássica da displasia fibromuscular (DFM) do tipo fibroplasia da túnica média, que corresponde a 60–70% dos casos de DFM. As demais alternativas descrevem outros subtipos de DFM (perimedial, intimal, hiperplasia medial) ou a aterosclerose, que apresentam padrões angiográficos distintos.
A displasia fibromuscular é uma doença idiopática, segmentar, estenosante, não aterosclerótica e não inflamatória que acomete a parede de artérias de pequeno e médio calibre, sendo as artérias renais o sítio mais frequente. Acomete predominantemente mulheres jovens (15–50 anos) e é responsável por cerca de 15% dos casos de estenose de artéria renal, enquanto a aterosclerose responde por aproximadamente 85%.
A classificação da DFM é baseada na camada arterial acometida (íntima, média ou adventícia) e, na prática, é feita pelo aspecto angiográfico, já que raramente se obtém amostra histológica. O subtipo mais comum é a fibroplasia da túnica média (60–70%), que produz o clássico aspecto de "colar de pérolas" — múltiplas estenoses alternadas com dilatações aneurismáticas. A fibroplasia perimedial (15%) também pode apresentar colar de pérolas, porém sem grandes aneurismas. A hiperplasia da túnica média (5–15%) causa estenose tubular lisa, e a fibroplasia da túnica íntima (1–2%) produz estenose focal ou lisa. A fibroplasia adventícia (<1%) também se manifesta como estenose tubular focal ou lisa.
A distinção entre os subtipos é essencial porque o prognóstico e a resposta ao tratamento variam: os subtipos da túnica média geralmente têm evolução benigna e respondem bem à angioplastia, enquanto o subtipo intimal tem maior risco de eventos isquêmicos e comprometimento de múltiplos órgãos.
A pegadinha desta questão está em diferenciar os subtipos de DFM pelo padrão de imagem. O "colar de contas" é típico da fibroplasia da túnica média, e não da perimedial (que tem colar de pérolas sem grandes aneurismas) nem da intimal (que é focal/lisa). A aterosclerose, por sua vez, costuma causar estenose proximal, excêntrica e irregular, sem o padrão de contas.
Guarde a correspondência entre subtipo e imagem: é exatamente nela que as alternativas se dividem.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A aterosclerose é a causa mais comum de estenose de artéria renal (cerca de 85%), mas seu aspecto angiográfico é de estenose proximal, excêntrica e irregular, frequentemente associada a placas calcificadas. Não apresenta o padrão de "colar de contas", que é característico da DFM.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A displasia fibromuscular perimedial (fibroplasia perimedial) corresponde a cerca de 15% dos casos e pode apresentar colar de pérolas, porém sem grandes aneurismas. O enunciado pede o padrão clássico de "colar de contas", que é a marca da fibroplasia da túnica média.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A fibroplasia da túnica média é o subtipo mais comum de DFM (60–70% dos casos) e produz o aspecto clássico de "colar de pérolas" ou "colar de contas" na angiografia, com múltiplas estenoses e aneurismas. É exatamente o que a questão descreve.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A displasia fibromuscular intimal (fibroplasia da túnica íntima) é rara (1–2% dos casos) e se manifesta como estenose focal ou lisa, não como colar de contas. Além disso, tem maior risco de eventos isquêmicos.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A hiperplasia da túnica média (5–15% dos casos) causa estenose tubular lisa, sem o padrão de colar de contas. É um subtipo distinto da fibroplasia da túnica média.
PEGA ESSA DICA!
Para fixar, monte uma tabela mental dos subtipos de DFM e seus achados de imagem: