Nos últimos três anos o Brasil tem vivenciado uma das maiores tragédias sanitárias de sua história, que são os efeitos da pandemia de COVID sobre sua população. Ocorreram no país, segundo página do Ministério da Saúde na internet, 36.807.814 casos confirmados, 696.892 mortes, 17.515,3 casos confirmados para cada 100 mil habitantes, e 331,6 óbitos para cada 100 mil habitantes.(https://covid.saude.gov.br/ acesso em 30/01/2023)O Brasil é o sétimo país mais populoso do mundo, mas apresenta a segunda colocação em número de mortes por COVID, o que demonstra que o risco de morte pela pandemia em nosso país foi maior que na média dos demais países do mundo. Dos indicadores epidemiológicos citados no texto acima, os números 36.807.814; 696.892; 17.515,3 e 331,6 correspondem, respectivamente, aos seguintes indicadores:
Ataxa de prevalência por COVID na população, taxa de mortalidade geral da população; taxa de morbidade absoluta por COVID na população, taxa de mortalidade absoluta por COVID na população.
Btaxa de morbidade absoluta da população por COVID, taxa de mortalidade absoluta na população, taxa de morbidade relativa por COVID na população, taxa de mortalidade relativa por COVID na população.
Cprevalência por COVID na população, mortalidade por COVID na população, coeficiente de prevalência por COVID na população, coeficiente de mortalidade por COVID na população.
Dcoeficiente de morbidade por COVID na população, coeficiente de mortalidade por COVID na população, coeficiente de morbidade relativo por COVID na população, coeficiente de mortalidade relativo por COVID na população.
Emorbidade por COVID na população, taxa de mortalidade por COVID na população, índice de morbidade proporcional por COVID na população, índice de mortalidade proporcional por COVID na população.
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GabaritoC — prevalência por COVID na população, mortalidade por COVID na população, coeficiente de prevalência por COVID na população, coeficiente de mortalidade por COVID na população.
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Indicadores epidemiológicos: morbidade, mortalidade, prevalência e incidência
Gabarito: letra C. Os números 36.807.814; 696.892; 17.515,3 e 331,6 correspondem, respectivamente, a prevalência por COVID na população, mortalidade por COVID na população, coeficiente de prevalência por COVID na população e coeficiente de mortalidade por COVID na população. A distinção central está entre medidas absolutas (contagens simples de casos ou óbitos) e medidas relativas (coeficientes que relacionam essas contagens a uma base populacional, como 100 mil habitantes).
Para resolver essa questão, é essencial dominar a diferença entre os principais indicadores epidemiológicos. Morbidade refere-se ao conjunto de casos de uma doença em uma população, enquanto mortalidade refere-se aos óbitos por essa doença. Ambos podem ser expressos de forma absoluta (número total de casos ou mortes) ou relativa (coeficientes que relacionam esses números à população exposta, geralmente por 100 mil habitantes).
A prevalência é uma medida de morbidade que indica o número total de casos existentes (antigos e novos) de uma doença em um determinado momento ou período, dividido pela população sob risco. Já a incidência mede o número de casos novos que surgem em um período, também em relação à população sob risco. No texto, o número 36.807.814 representa o total de casos confirmados acumulados, ou seja, a prevalência absoluta (ou morbidade absoluta) de COVID na população brasileira. O número 696.892 representa o total de óbitos acumulados, ou seja, a mortalidade absoluta por COVID.
Os números 17.515,3 e 331,6 são apresentados como "casos confirmados para cada 100 mil habitantes" e "óbitos para cada 100 mil habitantes", respectivamente. Esses são coeficientes (ou taxas) que relacionam os eventos (casos ou óbitos) à população total, padronizando a comparação entre populações de tamanhos diferentes. O coeficiente de prevalência (ou taxa de prevalência) é calculado dividindo o número de casos existentes pela população sob risco e multiplicando por uma constante (geralmente 100 mil). Da mesma forma, o coeficiente de mortalidade (ou taxa de mortalidade) é calculado dividindo o número de óbitos pela população sob risco e multiplicando pela mesma constante.
A pegadinha desta questão está na nomenclatura. A banca explora a confusão entre medidas absolutas (contagens) e medidas relativas (coeficientes/taxas), e também entre prevalência (casos existentes) e incidência (casos novos). A alternativa correta (C) usa os termos "prevalência" e "mortalidade" para os números absolutos, e "coeficiente de prevalência" e "coeficiente de mortalidade" para os números relativos, o que está tecnicamente correto. As demais alternativas trocam esses conceitos, usando termos como "taxa de morbidade absoluta" (redundante, pois taxa já é relativa) ou "índice de morbidade proporcional" (que se refere a outra medida, a proporção de um evento em relação ao total de eventos).
Guarde a distinção entre absoluto × relativo e prevalência × incidência: é exatamente nesses dois eixos que as alternativas se dividem.
Indicadores epidemiológicos
1Medidas absolutas (contagem)
Casos: prevalência
Óbitos: mortalidade
2Medidas relativas (coeficiente)
Casos: coeficiente de prevalência
Óbitos: coeficiente de mortalidade
3Conceitos correlatos
Incidência (casos novos)
Índice proporcional (evento/total)
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Erra ao chamar o número absoluto de casos (36.807.814) de "taxa de prevalência". Taxa (ou coeficiente) é uma medida relativa, que envolve divisão por uma população-base. O número absoluto de casos é a prevalência (ou morbidade) absoluta, não uma taxa. Além disso, usa "taxa de mortalidade geral da população" para o número de óbitos (696.892), que também é uma contagem absoluta, não uma taxa. O termo "taxa de morbidade absoluta" é redundante e incorreto, pois taxa já implica relatividade.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa B começa corretamente ao chamar 36.807.814 de "taxa de morbidade absoluta da população por COVID", mas o termo "taxa" é inadequado para uma contagem absoluta. O correto seria apenas "morbidade absoluta" ou "prevalência". Além disso, usa "taxa de mortalidade absoluta" para 696.892, repetindo o mesmo erro. Os números relativos (17.515,3 e 331,6) são corretamente chamados de "taxa de morbidade relativa" e "taxa de mortalidade relativa", mas o erro nos dois primeiros termos invalida a alternativa.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta alternativa usa a nomenclatura correta: prevalência para o número absoluto de casos (36.807.814), mortalidade para o número absoluto de óbitos (696.892), coeficiente de prevalência para o número relativo de casos por 100 mil habitantes (17.515,3) e coeficiente de mortalidade para o número relativo de óbitos por 100 mil habitantes (331,6). A distinção entre medidas absolutas (prevalência, mortalidade) e relativas (coeficientes) está correta, e os termos são usados de forma tecnicamente precisa.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Erra ao chamar os números absolutos de "coeficiente de morbidade" e "coeficiente de mortalidade". Coeficiente é uma medida relativa, que envolve divisão por uma população-base. Os números 36.807.814 e 696.892 são contagens absolutas, não coeficientes. Os números relativos (17.515,3 e 331,6) são corretamente chamados de "coeficiente de morbidade relativo" e "coeficiente de mortalidade relativo", mas o erro nos dois primeiros termos invalida a alternativa.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Erra ao chamar o número absoluto de casos de "morbidade por COVID na população" (que até poderia ser aceito, mas o termo "morbidade" é genérico) e o número absoluto de óbitos de "taxa de mortalidade por COVID na população" (que é uma medida relativa, não absoluta). Além disso, usa "índice de morbidade proporcional" e "índice de mortalidade proporcional" para os números relativos, o que é incorreto. Índice proporcional refere-se à proporção de um evento em relação ao total de eventos (ex.: proporção de mortes por COVID entre todas as mortes), não à taxa por 100 mil habitantes.
NÃO CAIA NESSA!
A banca adora inverter os conceitos de absoluto e relativo. Lembre-se: número absoluto = contagem simples (casos, mortes); coeficiente/taxa = contagem dividida pela população (por 100 mil). Outra pegadinha clássica é confundir prevalência (casos existentes) com incidência (casos novos). Nesta questão, o número 36.807.814 é a prevalência (total de casos acumulados), não a incidência. Com treino, você enxerga essas trocas de longe 💪
PEGA ESSA DICA!
Para resolver questões de indicadores epidemiológicos, identifique primeiro se o número é absoluto (contagem) ou relativo (coeficiente/taxa). Depois, verifique se o evento é caso (morbidade) ou óbito (mortalidade). Por fim, distinga prevalência (casos existentes) de incidência (casos novos). Monte uma tabela mental: