Um funcionário de uma empresa escreve para seu chefe:“Chefe: para mim, folgar na segunda ou na quarta é indiferente, mas prefiro segunda a quarta, pois minha mulher também folga nesse dia e, assim, poderíamos curtir junto o descanso”.O chefe respondeu: “Tudo bem, mas preste mais atenção à Língua Portuguesa!”O chefe, certamente, se refere ao seguinte erro, cometido pelo funcionário:
A“para mim” em lugar de “para eu”;
B“segunda a quarta” em lugar de “segunda do que quarta”;
C“segunda a quarta” em lugar de “segunda à quarta”;
D“nesse dia” em lugar de “naquele dia”;
E“curtir junto” em lugar de “curtir juntos”.
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GabaritoE — “curtir junto” em lugar de “curtir juntos”.
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Análise do Erro do Funcionário — Concordância de "junto"
Gabarito: letra E. O chefe se refere ao emprego de "curtir junto" em vez de "curtir juntos", pois o advérbio "junto", quando significa "em companhia", deve concordar com o sujeito (nós) na linguagem formal. As demais alternativas apontam supostos erros que, no contexto, estão corretos ou são aceitáveis na norma culta.
No texto, o funcionário escreve: "poderíamos curtir junto o descanso". O sujeito implícito é "nós" (poderíamos), e o termo "junto" funciona como advérbio de modo. Na gramática normativa, quando "junto" tem o sentido de "em conjunto, em companhia", ele concorda com o sujeito, portanto deve ser "juntos". Esse é o deslize que o chefe aponta.
Agora, confira cada alternativa:
Alternativa
Suposto erro apontado
Contexto no texto
Análise gramatical
Correção necessária?
A
“para mim” em lugar de “para eu”
“para mim, folgar… é indiferente”
“para mim” é complemento do adjetivo “indiferente”; “para eu” seria sujeito de infinitivo (não ocorre)
❌ Não
B
“segunda a quarta” em lugar de “segunda do que quarta”
“prefiro segunda a quarta”
Regência do verbo “preferir” exige preposição “a”; “do que” é incorreto
❌ Não
C
“segunda a quarta” em lugar de “segunda à quarta”
“prefiro segunda a quarta”
Sem artigo definido antes dos dias, a crase é facultativa; a omissão é aceitável
❌ Não
D
“nesse dia” em lugar de “naquele dia”
“minha mulher também folga nesse dia”
“nesse” refere-se a dia já mencionado (segunda ou quarta); uso adequado
❌ Não
E
“curtir junto” em lugar de “curtir juntos”
“poderíamos curtir junto o descanso”
Advérbio “junto” (= em companhia) deve concordar com o sujeito “nós” → “juntos”
✅ Sim
"Junto" como advérbio de modo
1Sentido: "em companhia"
Deve concordar com o sujeito
"Curtir junto" (erro)
2Sentido: "ao lado" / "próximo"
Fica invariável
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Alternativa A — ❌ Incorreta
A locução "para mim" está corretamente empregada. Em "para mim, folgar... é indiferente", "para mim" é complemento do adjetivo "indiferente". A forma "para eu" seria exigida apenas se "eu" fosse sujeito de um verbo no infinitivo, o que não ocorre aqui.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A construção "prefiro segunda a quarta" é a regência correta do verbo "preferir": ele rege a preposição "a" e não admite "do que". Portanto, não há erro.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O uso de "segunda a quarta" sem crase está correto, pois não há artigo definido feminino antes de "segunda" e "quarta" nessa construção genérica. Se houvesse artigo, seria "prefiro a segunda à quarta", mas a omissão é facultativa e comum.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O demonstrativo "nesse dia" é adequado, pois o funcionário se refere a um dia já mencionado (segunda ou quarta). O uso de "naquele dia" seria apropriado para referência mais distante, mas não é obrigatório.
Alternativa E — ✅ Correta (Gabarito)
O erro está em "curtir junto". A forma correta, segundo a norma culta, é "curtir juntos", concordando com o sujeito "nós". A frase deveria ser: "poderíamos curtir juntos o descanso".
NÃO CAIA NESSA!
Sujeito nunca tem preposição
Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.