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Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — FGV 2023

PortuguêsNoções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Código
fg065545
Banca
FGV
Órgão
PGM - Niterói
Ano
2023
Nível
Médio
Cargo
Técnico de Procuradoria
Um ex-governador da Bahia, já falecido, falando de um adversário político, declarou: “Não dá para lidar com alguém que não usa paletó, usa sobretudo”.O argumento empregado pelo ex-governador pode ser classificado como inadequado porque:
  1. Ase fundamenta parcialmente em uma opinião pessoal;
  2. Bnão apresenta provas do que declara;
  3. Csubstitui o racional pelo emotivo;
  4. Dfoge do assunto, focalizando a pessoa e não os fatos;
  5. Eapela para uma autoridade discutível.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — foge do assunto, focalizando a pessoa e não os fatos;

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Análise da argumentação do ex-governador

Gabarito: letra D. O argumento é inadequado porque comete a falácia ad hominem: ataca a pessoa (o adversário, que "não usa paletó, usa sobretudo") em vez de discutir os fatos ou ideias. A declaração foge do assunto ao focalizar a aparência do oponente, não a questão em debate.

"Não dá para lidar com alguém que não usa paletó, usa sobretudo."

O ex-governador não apresenta dados, raciocínio ou contra-argumento; simplesmente critica uma característica pessoal irrelevante. Isso caracteriza um desvio argumentativo.

Falácias argumentativas
  • 1Ad hominem (ataque pessoal)
    • Foco na pessoa, não nos fatos
    • Ex.: "não usa paletó, usa sobretudo"
  • 2Outros tipos
    • Opinião pessoal (incompleto)
    • Falta de provas (não é o caso)
    • Apelo emocional (confunde com pessoal)
    • Apelo à autoridade (não há)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

"se fundamenta parcialmente em uma opinião pessoal"

A afirmação é verdadeira, mas não capta o principal defeito. Todo ataque pessoal é uma opinião, mas o problema central é o desvio de foco, não a subjetividade. A falha é mais específica: é um ataque pessoal em vez de argumentação racional. Por isso, a alternativa é incompleta e menos precisa.

Alternativa B — ❌ Incorreta

"não apresenta provas do que declara"

O ex-governador não está tentando provar algo; ele está desqualificando a pessoa. A ausência de provas é uma característica de muitos argumentos fracos, mas não é o erro específico aqui. A questão pede a classificação do tipo de inadequação, e "faltam provas" não descreve a falácia cometida.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"substitui o racional pelo emotivo"

Embora o ataque pessoal possa provocar emoção (desprezo, ridículo), o fundamento da falácia não é o apelo à emoção, mas o desvio do assunto. O ex-governador não tenta comover; ele simplesmente insulta. A alternativa confunde argumento emocional com argumento pessoal.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"foge do assunto, focalizando a pessoa e não os fatos"

Essa é a definição clássica de argumento ad hominem: em vez de rebater as ideias do adversário, ataca sua pessoa. O ex-governador deveria discutir questões políticas, mas prefere zombar da vestimenta. Não há relação entre usar sobretudo e a capacidade de lidar com alguém; é uma fuga do tema.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"apela para uma autoridade discutível"

Não há nenhuma referência a autoridade no trecho. O ex-governador fala de si mesmo e de seu adversário; não invoca especialistas, instituições ou fontes. A alternativa é completamente alheia ao conteúdo.

Conclusão: A banca testa o reconhecimento da falácia ad hominem, que se caracteriza por atacar a pessoa em vez do argumento. A única alternativa que descreve exatamente esse desvio é a letra D.

Gabarito: letra D

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