Compreensão textual: o papel do cronista
Gabarito: letra B. O texto de Machado de Assis define o cronista como "um mero espectador, as mais das vezes pacato", que não interfere nos problemas humanos ("não endireita os tortos do mundo"). A única alternativa que capta essa ideia de observação distanciada é a B.
"O cronista não tem cargos d’almas, não evangeliza, não endireita os tortos do mundo; é um mero espectador, as mais das vezes pacato"
A palavra "mero espectador" indica que o cronista apenas observa, sem participar ou agir. "Pacato" reforça a passividade. Portanto, ele comenta com distanciamento o que observa — não interfere, não participa, não emite opiniões engajadas.
Alternativa A — ❌ Incorreta
"Interfere, com bondade, nos problemas humanos" – contradiz diretamente "não endireita os tortos do mundo". O texto nega qualquer interferência.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"Comenta, com distanciamento, o que observa" – perfeita paráfrase de "mero espectador" e da ausência de ação corretiva. O cronista observa e comenta sem se envolver.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"Participa do que vê, com sentimentos próprios" – "mero espectador" exclui participação; sentimentos não são mencionados.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"Relata o que observa, participando com suas opiniões" – novamente, participação é negada; opiniões ativas não cabem na definição de espectador pacato.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"Narra fatos de que participa, mas com isenção" – participação é incompatível com "mero espectador". A isenção poderia ser associada, mas a premissa de participação invalida a alternativa.
Conclusão: A banca cobra compreensão literal. O texto é claro: o cronista é espectador passivo, não agente. Qualquer alternativa que acrescente ação ou envolvimento está errada.