Questão de Matemática — Probabilidade — FGV 2023
- Código
- fg065980
- Banca
- FGV
- Órgão
- Prefeitura de Niterói - RJ
- Ano
- 2023
- Nível
- Superior
- Cargo
- Arquiteto
- A1/12
- B1/9
- C5/18
- D1/6
- E1/36
GabaritoA — 1/12
Gabarito: letra A — a conta chega a 1/12 (alternativa A).
A probabilidade clássica mede a chance de um evento como a razão entre os casos favoráveis e o total de casos possíveis, quando todos são igualmente prováveis. Aqui o total de resultados ao lançar dois dados é 36 (6×6). A área de um triângulo equilátero de lado L é A = L²√3/4, e o semiperímetro é p = 3L/2. A área cresce com o quadrado do lado, enquanto o semiperímetro cresce linearmente, então para lados pequenos a área é menor que o semiperímetro, mas a partir de um certo valor a área ultrapassa. Nesta questão, precisamos descobrir para quais somas L a condição A < p vale, e depois contar quantas combinações de dados produzem essas somas.
dado com faces 1 a 6 igualmente prováveis
lançado duas vezes
soma dos números = lado L do triângulo equilátero
O que queremos: probabilidade de que a área do triângulo seja menor que o semiperímetro
O enunciado pede que a área seja menor que o semiperímetro. Para saber quais somas L satisfazem isso, precisamos montar a inequação com as fórmulas da área e do semiperímetro.
Por que esta fórmula: A área do triângulo equilátero é A = L²√3/4, pois a fórmula geral da área de um triângulo é base×altura/2, e a altura de um equilátero é L√3/2. O semiperímetro é metade do perímetro: p = 3L/2.
De onde vem cada valor: = enunciado: soma dos dois dados · = constante da fórmula da área do triângulo equilátero · = semiperímetro: perímetro 3L dividido por 2
Esquecer que o semiperímetro é 3L/2 e usar L/2 ou 3L.
Precisamos descobrir quais valores de L satisfazem a condição. Como L é positivo (soma de dados), podemos multiplicar ambos os lados por 4 e dividir por L sem inverter o sinal.
Por que esta fórmula: Multiplicar por 4 elimina o denominador 4, e dividir por L (que é positivo) simplifica o L do lado direito. Isso é uma manipulação algébrica padrão para isolar a variável.
De onde vem cada valor: = resultado de multiplicar por 4 e dividir por L · = resultado de 3L/2 × 4 / L = 6
Inverter o sinal da desigualdade ao dividir por L, mas como L>0 não inverte.
Agora que temos L√3 < 6, precisamos saber até que valor inteiro L pode ir. Dividindo por √3 obtemos o limite superior.
Por que esta fórmula: Dividir ambos os lados por √3 isola L. Como √3 ≈ 1,732, o limite é aproximadamente 3,46.
De onde vem cada valor: = passo 2 · = constante · = simplificação de 6/√3 = 2√3
Arredondar para 3,5 e incluir L=4, mas a condição é estritamente menor que 3,46, então L=4 não vale.
L é a soma de dois dados, então só pode ser inteiro de 2 a 12. Com o limite L < 3,46, os únicos valores inteiros possíveis são 2 e 3.
Por que esta fórmula: Não há fórmula; é uma análise dos valores inteiros no intervalo (0, 3,46).
L = 2 ou L = 3
Incluir L=4, pois 4 > 3,46.
Precisamos saber quantos resultados dos dois dados produzem soma 2 e soma 3, pois esses são os casos favoráveis.
Por que esta fórmula: Para soma 2, só existe (1,1). Para soma 3, existem (1,2) e (2,1). Contamos diretamente.
De onde vem cada valor: = combinação (1,1) para soma 2 · = combinações (1,2) e (2,1) para soma 3
Contar (1,2) e (2,1) como uma só, esquecendo que são resultados distintos.
A probabilidade é o número de casos favoráveis dividido pelo total de casos possíveis. O total de resultados ao lançar dois dados é 6×6 = 36.
Por que esta fórmula: Pela definição de Laplace, P = casos favoráveis / casos possíveis, quando todos são igualmente prováveis.
De onde vem cada valor: = passo 5: 3 · = enunciado: 6×6 = 36
Usar 6 como total (esquecendo que são dois dados) ou contar 4 combinações.
Resposta: 1/12 (alternativa A)
Link permanente: /questoes/fg065980