Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — FGV 2023
Português›Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Código
fg066158
Banca
FGV
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Agente Educador
Observe esta fábula de Esopo:“Procurando um osso que roer, encontrou um cão uma máscara teatral: era formosíssima, e de cores tão belas quão vivas; o cão farejou-a, e reconhecendo o que era, desviou-se com desdém: – A cabeça é de certo bonita – disse – mas não tem cérebro”.Acerca da estruturação narrativa dessa fábula ou sobre seus componentes, assinale a afirmativa correta.
AO fato que dá início às ações narrativas é o de o cão estar procurando um osso.
BA frase dita pelo cão também participa da evolução cronológica dos fatos narrativos.
CO fato final da narrativa é o de o cão desviar-se da máscara que achou, marcando uma conclusão de caráter positivo.
DEntre os fatos narrativos de o cão ter encontrado uma máscara e de a ter farejado há uma relação de causa e consequência.
EA mensagem moral dessa fábula se dirige aos que valorizam mais a inteligência que a beleza.
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GabaritoB — A frase dita pelo cão também participa da evolução cronológica dos fatos narrativos.
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Estrutura narrativa da fábula de Esopo
Gabarito: letra B. A frase dita pelo cão "A cabeça é bonita, mas não tem cérebro" é um evento que ocorre cronologicamente após o farejar e antes do desvio, participando da sequência temporal dos fatos. As demais alternativas apresentam imprecisões ou contradições com o texto.
1Cão procura osso (contexto)
2Encontra a máscara
3Fareja a máscara
4Reconhece o que é
5Profere a frase
6Desvia-se com desdém
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Alternativa A — ❌ Incorreta
O fato que inicia as ações narrativas principais é a descoberta da máscara, não a procura pelo osso. A procura é meramente contextual: "Procurando um osso que roer, encontrou um cão uma máscara teatral". O verbo principal é "encontrou", e a oração subordinada "procurando" indica circunstância, não o gatilho da trama.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A fala do cão é um evento narrativo que se insere na cronologia: após farejar a máscara, ele a reconhece e profere a frase, e em seguida se desvia com desdém. O texto explicita a sequência: "o cão farejou-a, e reconhecendo o que era, desviou-se com desdém: – A cabeça é de certo bonita – disse – mas não tem cérebro". A fala está integrada à sucessão temporal.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O desvio do cão é o fato final, mas não marca uma conclusão de caráter positivo. O tom é de desdém, e a moral da fábula critica a superficialidade — associar "positivo" à reação do cão é um juízo de valor que o texto não sustenta.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Não há relação de causa e consequência entre encontrar a máscara e farejá-la. São ações sequenciais: ele encontra, naturalmente fareja. O texto não estabelece nexo causal; apenas temporal. A causa do farejar seria a curiosidade, não o ato de encontrar.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A moral se dirige aos que valorizam apenas a beleza sem considerar a inteligência, como mostra a fala do cão: "a cabeça é bonita, mas não tem cérebro". Valorizar mais a inteligência que a beleza é justamente a atitude correta; o alvo da crítica são os que se deixam enganar pela aparência.