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Questão de Matemática — Geometria Analítica — FGV 2023

MatemáticaGeometria Analítica
Código
fg066622
Banca
FGV
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2023
Nível
Médio
Cargo
Guarda Civil Municipal
Considere os pontos A (1,7) e B (9,1) fixos no plano cartesiano. Um ponto C (k,1) está à mesma distância de A e de B.O valor de k é
  1. A5.
  2. B2,75.
  3. C2,5.
  4. D2,25.
  5. E2.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — 2,75.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Resolução

Gabarito: letra B — a conta chega a k = 2,75 (alternativa B).

A ideia por trás

A distância entre dois pontos no plano cartesiano mede o comprimento do segmento de reta que os une, e é calculada pela fórmula d = √((x₂−x₁)² + (y₂−y₁)²). Essa fórmula vem do Teorema de Pitágoras: a diferença das coordenadas x e y formam os catetos de um triângulo retângulo, e a distância é a hipotenusa. Quando um ponto está à mesma distância de dois outros, dizemos que ele pertence à mediatriz do segmento que une esses dois pontos — a reta perpendicular que passa pelo ponto médio. Nesta questão, o ponto C tem ordenada fixa y = 1, então procuramos o ponto dessa reta que também está sobre a horizontal y = 1; igualar as distâncias é o caminho direto.

O que a questão dá

  • A = (1, 7)

  • B = (9, 1)

  • C = (k, 1)

  • d(C, A) = d(C, B)

O que queremos: o valor de k

Passo 1 — Escrever a distância de C a A

Para comparar as distâncias, precisamos primeiro expressar cada uma em função de k. A distância entre dois pontos é o comprimento do segmento que os une, calculado pela raiz quadrada da soma dos quadrados das diferenças das coordenadas.

Por que esta fórmula: A fórmula da distância entre dois pontos (x₁,y₁) e (x₂,y₂) é d = √((x₂−x₁)² + (y₂−y₁)²), pois é a hipotenusa do triângulo retângulo formado pelas diferenças das coordenadas.

d(C,A) = √((k-1)^2 + (1-7)^2)

De onde vem cada valor: kk = enunciado: C = (k, 1) · 11 = enunciado: A = (1, 7) · 1−71-7 = enunciado: diferença das ordenadas de C e A

d(C,A) = √((k-1)^2 + (-6)^2)
d(C,A)=(k−1)2+36d(C,A) = \boxed{\sqrt{(k-1)^{2} + 36}}
NÃO CAIA NESSA!

Esquecer de elevar ao quadrado a diferença das ordenadas, ou errar o sinal: (1-7) = -6, mas ao quadrado dá 36.

Passo 2 — Escrever a distância de C a B

Assim como fizemos para A, precisamos da distância de C a B para poder igualá-las. Como C e B têm a mesma ordenada (y = 1), a distância é simplesmente a diferença das abscissas.

Por que esta fórmula: Aplicando a mesma fórmula da distância, mas agora com os pontos C(k,1) e B(9,1). Como as ordenadas são iguais, a diferença (1-1) é zero, simplificando a expressão.

d(C,B) = √((k-9)^2 + (1-1)^2)

De onde vem cada valor: kk = enunciado: C = (k, 1) · 99 = enunciado: B = (9, 1) · 1−11-1 = enunciado: diferença das ordenadas de C e B

d(C,B) = √((k-9)^2 + 0^2)
d(C,B) = √((k-9)^2)
NÃO CAIA NESSA!

Não perceber que (1-1) = 0, então a distância é apenas o módulo de (k-9).

Passo 3 — Igualar as distâncias e elevar ao quadrado

A condição do problema é que C esteja à mesma distância de A e de B, ou seja, d(C,A) = d(C,B). Para eliminar as raízes quadradas, elevamos ambos os lados ao quadrado — isso é válido porque as distâncias são não negativas.

Por que esta fórmula: Elevar ao quadrado é a maneira de simplificar a equação com raízes, transformando-a em uma equação polinomial mais fácil de resolver.

(k−1)2+36=(k−9)2(k-1)^{2} + 36 = (k-9)^{2}

De onde vem cada valor: (k−1)2+36(k-1)^{2} + 36 = passo 1: d(C,A) ao quadrado · (k−9)2(k-9)^{2} = passo 2: d(C,B) ao quadrado

(k−1)2+36=(k−9)2(k-1)^{2} + 36 = (k-9)^{2}
NÃO CAIA NESSA!

Esquecer de elevar ao quadrado o termo 36, ou elevar apenas um lado.

Passo 4 — Expandir os quadrados

Para resolver a equação, precisamos eliminar os parênteses usando produtos notáveis. Isso transforma a equação em uma forma linear, já que os termos k² se cancelam.

Por que esta fórmula: Usamos (a−b)² = a² − 2ab + b² para expandir (k−1)² e (k−9)².

k2−2k+1+36=k2−18k+81k^{2} - 2k + 1 + 36 = k^{2} - 18k + 81

De onde vem cada valor: k2−2k+1k^{2} - 2k + 1 = expansão de (k-1)^2 · 3636 = passo 3: termo constante · k2−18k+81k^{2} - 18k + 81 = expansão de (k-9)^2

k2−2k+37=k2−18k+81k^{2} - 2k + 37 = k^{2} - 18k + 81
NÃO CAIA NESSA!

Errar o sinal no termo -2k ou -18k, ou esquecer de somar 36 ao 1.

Passo 5 — Isolar k

Com a equação simplificada, agora precisamos encontrar o valor de k que a satisfaz. Como k² aparece dos dois lados, podemos cancelá-lo e resolver a equação linear resultante.

Por que esta fórmula: Cancelar k² e isolar k: subtraímos k² de ambos os lados, depois somamos 18k e subtraímos 37 para deixar k de um lado.

−2k+37=−18k+81⇒16k=44-2k + 37 = -18k + 81 \Rightarrow 16k = 44

De onde vem cada valor: −2k+37-2k + 37 = passo 4: lado esquerdo · −18k+81-18k + 81 = passo 4: lado direito · 16k=4416k = 44 = após simplificação

−2k+37=−18k+81⇒16k=44-2k + 37 = -18k + 81 \Rightarrow 16k = 44
k=2,75k = \boxed{2{,}75}
NÃO CAIA NESSA!

Errar a aritmética ao mover termos: por exemplo, esquecer de trocar o sinal ao passar -18k para o outro lado.

Resposta: k = 2,75 (alternativa B)

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