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Questão de Medicina — Pneumologia — FGV 2023

MedicinaPneumologia
Código
fg066719
Banca
FGV
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Médico - Clínico Geral
Paciente do sexo feminino, 42 anos, iniciou tratamento de tuberculose pulmonar com esquema RHZE; está no segundo mês do tratamento. Na consulta se queixa de dor articular após iniciar o tratamento.Assinale a opção que apresenta um fármaco que pode causar esse sintoma e a conduta adequada para manejo dessa situação.
  1. ARifampicina /orientar uso de corticoide.
  2. BPirazinamida / orientar uso de corticoide.
  3. CIsoniazida / orientar uso de analgésicos ou AINE.
  4. DRifampicina /orientar repouso.
  5. EEtambutol /orientar repouso.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Isoniazida / orientar uso de analgésicos ou AINE.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reações adversas ao esquema RHZE: artralgia e conduta

Gabarito: letra C. A dor articular no segundo mês de tratamento com RHZE é efeito adverso clássico da isoniazida, e a conduta adequada é o uso de analgésicos ou AINEs, mantendo o esquema antiTB — é o que a alternativa C espelha. As demais opções trocam o fármaco (rifampicina e etambutol não causam artralgia com essa frequência) ou a conduta (corticoide e repouso não são o manejo de primeira linha para esse sintoma).

A tuberculose pulmonar é tratada com esquema de associação de fármacos para potencializar a eficácia e reduzir a resistência. O esquema básico no Brasil, adotado pela OMS, é o RHZE na fase intensiva (2 meses) e RH na fase de manutenção (4 meses), em doses fixas combinadas. Cada fármaco tem um perfil de efeitos adversos bem definido, e o reconhecimento desses efeitos é essencial para o manejo adequado, pois a maioria não exige suspensão do tratamento.

A isoniazida é um dos pilares do esquema, com ação bactericida precoce. Seus efeitos adversos mais comuns incluem neuropatia periférica (prevenível com piridoxina/vitamina B6) e artralgia — dor articular que pode ocorrer em até 20% dos pacientes. A artralgia por isoniazida é geralmente leve a moderada, autolimitada e não indica falha terapêutica nem necessidade de suspensão do fármaco. O manejo é sintomático, com analgésicos comuns ou anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), mantendo o esquema antiTB inalterado.

A pirazinamida também pode causar artralgia, mas o mecanismo é diferente: ela eleva o ácido úrico sérico, podendo desencadear artralgia ou gota. A conduta, nesse caso, também é sintomática, mas a alternativa B erra ao indicar corticoide como primeira linha. A rifampicina tem como efeitos adversos mais característicos a coloração alaranjada de secreções, hepatotoxicidade e reações de hipersensibilidade — não é causa típica de artralgia isolada. O etambutol é conhecido pela neuropatia óptica (diminuição da acuidade visual e dificuldade de distinguir verde de vermelho), não por dor articular.

A pegadinha da questão está em associar o sintoma ao fármaco errado e sugerir condutas inadequadas. O candidato que decora apenas que "pirazinamida causa artralgia" pode marcar a letra B, mas a conduta com corticoide está incorreta — o manejo padrão é analgésico/AINE. A letra C é a única que acerta tanto o fármaco quanto a conduta.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre os efeitos adversos dos fármacos do RHZE. Muitos candidatos lembram que a pirazinamida causa artralgia (por hiperuricemia) e marcam a letra B, mas a conduta com corticoide está errada. A isoniazida também causa artralgia, e o manejo correto é analgésico/AINE — não corticoide. Decore o par: isoniazida → artralgia → analgésico/AINE.

Esquema RHZE — efeitos adversos
  • 1Isoniazida
    • Neuropatia periférica (prevenir com B6)
    • Artralgia
      • Conduta: analgésico/AINE
  • 2Pirazinamida
    • Artralgia (↑ ácido úrico)
      • Conduta: analgésico/AINE
  • 3Rifampicina
    • Secreções alaranjadas
    • Hepatotoxicidade
  • 4Etambutol
    • Neuropatia óptica
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A rifampicina não é a causa típica de artralgia no esquema RHZE. Seus efeitos adversos mais característicos são a coloração alaranjada de urina e secreções, hepatotoxicidade e reações de hipersensibilidade. Além disso, a conduta com corticoide não é o manejo de primeira linha para artralgia induzida por fármaco antiTB.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A pirazinamida pode causar artralgia, mas a conduta com corticoide está incorreta. O manejo adequado da artralgia por pirazinamida (geralmente por hiperuricemia) é sintomático, com analgésicos ou AINEs, mantendo o esquema. Corticoide não é indicado como primeira linha para esse efeito adverso.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A isoniazida é um dos fármacos do RHZE que pode causar artralgia. A conduta adequada é o uso de analgésicos ou AINEs para controle sintomático, mantendo o esquema antiTB inalterado. A artralgia por isoniazida é geralmente leve e autolimitada, não exigindo suspensão do tratamento.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A rifampicina não é a causa típica de artralgia, e a conduta com repouso é inadequada. O repouso não trata a artralgia induzida por fármaco; o manejo correto é sintomático com analgésicos ou AINEs.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O etambutol é conhecido por causar neuropatia óptica, não artralgia. A conduta com repouso também é inadequada para o manejo de artralgia induzida por fármaco antiTB.

Gabarito: letra C

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