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Questão de Medicina — Dermatologia — FGV 2023

MedicinaDermatologia
Código
fg066744
Banca
FGV
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Médico - Dermatologista
Em relação ao carcinoma basocelular, é correto afirmar que
  1. Apode fazer parte de síndromes genéticas.
  2. Bquando, na patologia, é dito diferenciado, significa maior agressividade.
  3. Co seu comportamento biológico é pouco influenciado pela localização.
  4. Da dermatoscopia orienta pouco no diagnóstico.
  5. Eo seu comportamento biológico é pouco influenciado pelos achados histopatológicos.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — pode fazer parte de síndromes genéticas.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Carcinoma basocelular: características e comportamento biológico

Gabarito: letra A. O carcinoma basocelular (CBC) pode, de fato, fazer parte de síndromes genéticas, como a síndrome do nevo basocelular (síndrome de Gorlin), condição autossômica dominante associada a mutações no gene PTCH1. As demais alternativas distorcem características fundamentais do tumor: o termo "diferenciado" na patologia não indica maior agressividade, o comportamento biológico é fortemente influenciado pela localização e pelos achados histopatológicos, e a dermatoscopia é ferramenta valiosa no diagnóstico.

O carcinoma basocelular é a neoplasia maligna mais frequente no ser humano, originando-se das células basais da epiderme e dos folículos pilosos. É um tumor de crescimento lento, localmente invasivo, mas raramente metastatizante. Sua principal causa é a exposição à radiação ultravioleta, especialmente ao espectro UVB, com padrão de exposição intensa e intermitente. Clinicamente, manifesta-se como lesão tumoral, muitas vezes ulcerada, com aspecto translúcido, céreo, telangiectasias e bordas peroladas. Os subtipos clínicos incluem nodular (o mais comum), superficial, esclerodermiforme, pigmentado e o fibroepitelioma de Pinkus.

A agressividade do CBC está diretamente relacionada ao subtipo histológico e à localização. O subtipo esclerodermiforme, por exemplo, é descrito como uma forma mais agressiva, apresentando-se como placa endurecida, cor de marfim, infiltrada, que se assemelha a cicatriz. A localização em áreas de alto risco, como face (especialmente nariz, orelhas e região periorbital), também confere maior potencial de invasão e recidiva. Portanto, afirmar que o comportamento biológico é pouco influenciado pela localização ou pelos achados histopatológicos é incorreto.

A dermatoscopia é um método diagnóstico complementar de grande valor no CBC, permitindo a visualização de estruturas como vasos arboriformes, ninhos de células basaloides e pigmentação. Ela auxilia na distinção do CBC de outras lesões, como nevos, ceratoses seborreicas e melanomas, e orienta a decisão de biopsiar. Dizer que ela orienta pouco no diagnóstico é um equívoco.

A expressão "diferenciado" na patologia, quando aplicada a tumores, geralmente refere-se ao grau de semelhança das células tumorais com o tecido de origem. No contexto do CBC, o termo não é usado como marcador de agressividade; ao contrário, tumores mais diferenciados tendem a ser menos agressivos. A alternativa B inverte esse conceito.

A associação do CBC com síndromes genéticas é um ponto importante. A síndrome de Gorlin (nevo basocelular) é a mais conhecida, caracterizada por múltiplos CBCs desde idade jovem, ceratocistos odontogênicos, calcificação da foice cerebral e outras anomalias. Outras condições genéticas, como a xeroderma pigmentoso, também predispõem ao desenvolvimento de CBC, devido ao defeito no reparo do DNA. Portanto, a alternativa A está correta.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre o termo "diferenciado" na patologia e agressividade. Em oncologia, "bem diferenciado" geralmente indica tumor mais próximo do tecido normal e, portanto, menos agressivo. No CBC, a agressividade está ligada a subtipos como o esclerodermiforme e a localizações de alto risco, não ao grau de diferenciação. Fique atento a essa inversão conceitual.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O CBC pode fazer parte de síndromes genéticas, como a síndrome de Gorlin (nevo basocelular), de herança autossômica dominante, e a xeroderma pigmentoso. Nessas condições, os tumores surgem precocemente e em grande número, evidenciando a base genética. A alternativa está correta.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que "diferenciado" na patologia significa maior agressividade. Na realidade, o termo "diferenciado" refere-se à semelhança das células tumorais com o tecido de origem; tumores bem diferenciados são, em geral, menos agressivos. A agressividade no CBC está associada a subtipos como o esclerodermiforme, não ao grau de diferenciação.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Diz que o comportamento biológico é pouco influenciado pela localização. Na prática, a localização é um dos principais fatores prognósticos: lesões na face (zona H), especialmente nariz, orelhas e região periorbital, têm maior risco de invasão profunda e recidiva. A localização influencia diretamente a conduta e o prognóstico.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que a dermatoscopia orienta pouco no diagnóstico. A dermatoscopia é uma ferramenta essencial na avaliação de lesões cutâneas, permitindo identificar padrões vasculares e pigmentares característicos do CBC, como vasos arboriformes e ninhos de células basaloides. Ela aumenta a acurácia diagnóstica e auxilia na decisão de biopsiar.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Diz que o comportamento biológico é pouco influenciado pelos achados histopatológicos. Os achados histopatológicos são fundamentais: subtipos como o esclerodermiforme e o micronodular apresentam maior agressividade e taxa de recidiva, enquanto o nodular e o superficial têm comportamento mais indolente. A histologia é um dos pilares da avaliação prognóstica.

Gabarito: letra A

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