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Questão de Medicina — Dermatologia — FGV 2023

MedicinaDermatologia
Código
fg066750
Banca
FGV
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Médico - Dermatologista
Superantígenos são antígenos
  1. Amuito relacionados ao desencadeamento do eczema de contato alérgico.
  2. Bde grande peso molecular.
  3. Ccapazes de ativar clones específicos das células apresentadoras de antígenos.
  4. Dque não necessitam obrigatoriamente das células apresentadoras de antígeno para ativação policlonal de linfócitos T.
  5. Eproduzidos por nematelmintos e, portanto, capazes de se fixar ou mesmo penetrar na mucosa intestinal.
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GabaritoD — que não necessitam obrigatoriamente das células apresentadoras de antígeno para ativação policlonal de linfócitos T.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Superantígenos: ativação policlonal de linfócitos T

Gabarito: letra D. Superantígenos são moléculas que ativam uma grande fração de linfócitos T (ativação policlonal) sem a necessidade de processamento antigênico pelas células apresentadoras de antígenos (APCs), ligando-se diretamente ao TCR e ao MHC de classe II. Essa é a característica central que define os superantígenos e que a alternativa D corretamente descreve.

Os superantígenos são proteínas de origem microbiana (bacteriana ou viral) que possuem a capacidade única de estimular uma resposta imune massiva e inespecífica. Diferentemente dos antígenos convencionais, que são processados pelas APCs e apresentados como peptídeos no contexto do MHC, os superantígenos ligam-se diretamente à região externa do receptor de linfócitos T (TCR) e à molécula de MHC de classe II, sem serem internalizados ou processados. Essa ligação ocorre fora do sítio de ligação do peptídeo, o que permite que um único superantígeno ative até 20% ou mais da população de linfócitos T, em contraste com a ativação de apenas uma fração mínima (cerca de 0,001%) por um antígeno convencional.

Essa ativação policlonal massiva leva à liberação de grandes quantidades de citocinas, como interleucina-2 e fator de necrose tumoral, resultando em manifestações clínicas como febre, choque e, em casos graves, a síndrome do choque tóxico. Exemplos clássicos de superantígenos incluem as enterotoxinas estafilocócicas, a toxina da síndrome do choque tóxico (TSST-1) e a toxina eritrogênica estreptocócica.

A principal distinção entre um antígeno convencional e um superantígeno reside na via de ativação: enquanto o primeiro requer processamento e apresentação pelas APCs, o segundo ativa diretamente os linfócitos T, independentemente desse processamento. Essa é a fronteira conceitual que a questão explora, e é exatamente nela que as alternativas se dividem.

1Ativação policlonal de linfócitos T
Até 20%+ da população T
Antígeno convencional: ~0,001%
2Ligação direta
TCR (fora do sítio do peptídeo)
MHC classe II
3Sem processamento pelas APCs
4Origem microbiana
Bactérias (enterotoxinas estafilocócicas, TSST-1)
Vírus
5Efeitos
Liberação massiva de citocinas
Febre, choque, síndrome do choque tóxico
Superantígenos
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Superantígenos: Ativação policlonal de linfócitos T (Até 20%+ da população T, Antígeno convencional: ~0,001%); Ligação direta (TCR (fora do sítio do peptídeo), MHC classe II); Sem processamento pelas APCs; Origem microbiana (Bactérias (enterotoxinas estafilocócicas, TSST-1), Vírus); Efeitos (Liberação massiva de citocinas, Febre, choque, síndrome do choque tóxico)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa associa superantígenos ao eczema de contato alérgico. O eczema de contato alérgico é uma reação de hipersensibilidade do tipo IV (tardia), mediada por linfócitos T específicos contra haptenos que se ligam a proteínas da pele, exigindo sensibilização prévia. Não há relação com superantígenos, que são moléculas microbianas que causam ativação policlonal, não uma resposta alérgica de contato.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que superantígenos são de grande peso molecular. Na verdade, os superantígenos são proteínas de peso molecular relativamente baixo (geralmente entre 20 e 30 kDa), como as enterotoxinas estafilocócicas. O peso molecular não é uma característica definidora dos superantígenos; o que os define é sua capacidade de ativação policlonal.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que superantígenos ativam clones específicos das células apresentadoras de antígenos. Isso está incorreto por dois motivos: primeiro, os superantígenos ativam linfócitos T, não células apresentadoras de antígenos; segundo, a ativação é policlonal, ou seja, envolve múltiplos clones de linfócitos T, e não clones específicos. A ativação de clones específicos é característica de antígenos convencionais, que estimulam apenas os linfócitos T com receptores complementares ao peptídeo apresentado.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa D está correta ao afirmar que superantígenos não necessitam obrigatoriamente das células apresentadoras de antígenos para a ativação policlonal de linfócitos T. Embora os superantígenos se liguem ao MHC de classe II presente nas APCs, eles não precisam ser processados por essas células. A ligação ocorre diretamente entre o superantígeno, o TCR e o MHC, sem a necessidade de internalização e processamento antigênico. Isso permite a ativação de uma grande fração de linfócitos T, independentemente da especificidade de seus receptores, caracterizando a ativação policlonal.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que superantígenos são produzidos por nematelmintos e se fixam na mucosa intestinal. Isso é incorreto: os superantígenos são produzidos principalmente por bactérias (como Staphylococcus aureus e Streptococcus pyogenes) e alguns vírus, não por nematelmintos. Embora alguns parasitas possam modular a resposta imune, eles não são produtores clássicos de superantígenos. A fixação na mucosa intestinal é uma característica de alguns parasitas, mas não define superantígenos.

Gabarito: letra D

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