Questão de Medicina — Ortopedia e Traumatologia — FGV 2023
Medicina›Ortopedia e Traumatologia
Código
fg067020
Banca
FGV
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Médico - Ortopedista
Assinale a opção que apresenta a ordem de aparecimento dos núcleos de ossificação secundários do cotovelo, do mais precoce para o mais tardio.
Aepicôndilo lateral; epicôndilo medial; radio proximal; troclea e olecrânio.
Bepicôndilo medial; epicôndilo lateral; radio proximal; troclea e olecrânio.
Cepicôndilo lateral; olecrânio; troclea; epicôndilo medial e radio proximal.
Dradio proximal; epicôndilo medial; troclea; olecrânio e epicôndilo lateral.
Eolecrânio; troclea; radio proximal; epicôndilo medial e epicôndilo lateral.
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GabaritoD — radio proximal; epicôndilo medial; troclea; olecrânio e epicôndilo lateral.
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Núcleos de ossificação secundários do cotovelo
Gabarito: letra D. A ordem de aparecimento dos núcleos de ossificação secundários do cotovelo, do mais precoce para o mais tardio, é: rádio proximal, epicôndilo medial, tróclea, olécrano e epicôndilo lateral. Essa sequência é um clássico da ortopedia pediátrica, frequentemente memorizada pela regra mnemônica "CRITOE" (Capitulum, Radial head, Internal/medial epicondyle, Trochlea, Olecranon, External/lateral epicondyle), que corresponde exatamente à ordem cronológica de surgimento.
O desenvolvimento do cotovelo na criança segue um padrão previsível de ossificação, essencial para a interpretação radiográfica e para o diagnóstico de lesões traumáticas, especialmente as fraturas e luxações. O conhecimento dessa sequência permite ao ortopedista identificar desvios da normalidade, como a presença de um núcleo de ossificação em idade inadequada ou a ausência dele quando já deveria estar presente. A sequência clássica, do mais precoce para o mais tardio, é: capítulo (por volta de 1 ano), cabeça do rádio (por volta de 3-4 anos), epicôndilo medial (por volta de 5-6 anos), tróclea (por volta de 7-8 anos), olécrano (por volta de 9-10 anos) e epicôndilo lateral (por volta de 11-12 anos).
A importância clínica dessa ordem é enorme. Por exemplo, a ausência do núcleo do epicôndilo medial em uma criança com trauma agudo pode indicar uma fratura por avulsão, que muitas vezes não é visível na radiografia simples, pois o núcleo ainda não ossificou. Da mesma forma, a presença do núcleo da tróclea antes do esperado pode ser um sinal de lesão. A sequência também é crucial para diferenciar uma fratura de uma variação normal da ossificação, como a apófise do olécrano, que pode ser confundida com uma fratura.
A banca explora exatamente a memorização dessa sequência, invertendo a ordem de alguns núcleos ou trocando a posição de dois deles. O candidato que não domina a sequência "CRITOE" tende a se confundir, especialmente porque os nomes dos núcleos são semelhantes e a ordem pode parecer arbitrária. A chave é fixar a sequência e, na dúvida, recorrer ao mnemônico. A alternativa correta é a única que apresenta a ordem exata: rádio proximal, epicôndilo medial, tróclea, olécrano e epicôndilo lateral.
1Capítulo (1 ano)
2Rádio proximal (3-4 anos)
3Epicôndilo medial (5-6 anos)
4Tróclea (7-8 anos)
5Olécrano (9-10 anos)
6Epicôndilo lateral (11-12 anos)
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Inverte a ordem dos dois primeiros núcleos: coloca o epicôndilo lateral antes do epicôndilo medial. Na sequência correta, o epicôndilo medial (5-6 anos) aparece antes do epicôndilo lateral (11-12 anos). Além disso, a alternativa coloca o rádio proximal em terceiro lugar, quando ele é o segundo núcleo a aparecer.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Começa corretamente com o epicôndilo medial, mas erra ao colocar o epicôndilo lateral em segundo lugar. O segundo núcleo a aparecer é o rádio proximal, não o epicôndilo lateral. A ordem correta dos dois primeiros é: rádio proximal e depois epicôndilo medial.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Apresenta uma ordem completamente diferente da correta. Coloca o epicôndilo lateral como o primeiro a aparecer, o que é um erro grave, pois ele é o último. Além disso, inverte a ordem do olécrano e da tróclea, colocando o olécrano antes da tróclea, quando o correto é o contrário.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta é a sequência exata e correta: rádio proximal (3-4 anos), epicôndilo medial (5-6 anos), tróclea (7-8 anos), olécrano (9-10 anos) e epicôndilo lateral (11-12 anos). Corresponde perfeitamente à regra mnemônica "CRITOE" (Capitulum, Radial head, Internal epicondyle, Trochlea, Olecranon, External epicondyle).
Alternativa E — ❌ Incorreta
Inverte completamente a ordem, começando pelo olécrano, que é o penúltimo a aparecer, e terminando com o epicôndilo lateral, que é o último. A ordem correta é exatamente o oposto da apresentada nesta alternativa.
NÃO CAIA NESSA!
A banca adora inverter a ordem dos núcleos de ossificação, especialmente os que aparecem em idades próximas, como o epicôndilo medial (5-6 anos) e o rádio proximal (3-4 anos). A pegadinha clássica é trocar a posição do epicôndilo lateral, que é o último a aparecer, colocando-o no início da sequência. Para não cair nessa armadilha, memorize a sequência "CRITOE" e, na dúvida, lembre-se de que o epicôndilo lateral é sempre o último a ossificar.
PEGA ESSA DICA!
Para fixar a ordem, use o mnemônico "CRITOE": Capitulum, Radial head (cabeça do rádio), Internal epicondyle (epicôndilo medial), Trochlea, Olecranon, External epicondyle (epicôndilo lateral). Essa sequência é a mesma da ordem de aparecimento, do mais precoce para o mais tardio. Na prova, se você lembrar do mnemônico, a questão fica resolvida em segundos.