Questão de Medicina — Oncologia — FGV 2023
- Código
- fg067193
- Banca
- FGV
- Órgão
- Prefeitura de São José dos Campos - SP
- Ano
- 2023
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico - Proctologista
- A6 meses.
- B1 ano.
- C3 anos.
- D5 anos.
- E10 anos.
GabaritoC — 3 anos.
Gabarito: letra C — a conta chega a 3 anos — alternativa C.
O rastreamento do câncer colorretal procura lesões precursoras, principalmente os pólipos adenomatosos, que podem evoluir para câncer. A colonoscopia é o exame que permite ver e remover esses pólipos, e o intervalo para repeti-la depende do risco de o paciente desenvolver câncer no futuro, risco esse estimado pelo número, tamanho e tipo histológico dos pólipos encontrados.
Os pólipos são classificados em neoplásicos (adenomas tubulares, tubulovilosos e vilosos) e não neoplásicos (hiperplásicos). Os adenomas têm potencial maligno, mas o risco varia: adenomas pequenos (< 10 mm) e sem características de alto risco (displasia de alto grau, componente viloso, tamanho ≥ 10 mm) são considerados de baixo risco; já a presença de ≥ 3 adenomas, adenoma ≥ 10 mm, componente viloso ou displasia de alto grau configura alto risco. Quanto maior o risco, menor o intervalo de vigilância.
Esta questão cobra a classificação de risco dos pólipos e o intervalo de vigilância correspondente. O paciente tem dois adenomas tubulares de 6-10 mm, o que o coloca em risco intermediário, e três pólipos hiperplásicos, que não alteram o risco.
homem de 52 anos, sem história familiar de câncer colorretal
primeira colonoscopia de rastreio
cinco pólipos de 6 a 10 mm, removidos completamente
histopatológico: três pólipos hiperplásicos e dois adenomas tubulares
O que queremos: o intervalo de tempo para repetir a colonoscopia
A conduta depende exclusivamente do tipo de pólipo: adenomas são neoplásicos e têm potencial de malignização, enquanto hiperplásicos são benignos e não influenciam o intervalo. Por isso, o primeiro passo é identificar quais pólipos são adenomas.
2 adenomas tubulares, 3 hiperplásicos
Contar todos os cinco pólipos como se fossem adenomas, elevando o risco.
O intervalo de vigilância é definido pelo risco dos adenomas. Precisamos avaliar se eles são de baixo ou alto risco, considerando número, tamanho e histologia.
Por que esta fórmula: As diretrizes definem: adenomas de baixo risco são 1-2 adenomas tubulares < 10 mm, sem displasia de alto grau ou componente viloso. Alto risco é ≥ 3 adenomas, ou qualquer adenoma ≥ 10 mm, ou com componente viloso, ou com displasia de alto grau.
risco intermediário (2 adenomas tubulares de 6-10 mm, sem características de alto risco)
Considerar que dois adenomas de 6-10 mm são de alto risco por serem múltiplos, mas o critério de alto risco é ≥ 3 adenomas.
Com o risco definido, usamos a recomendação das diretrizes: para adenomas de baixo risco, 5-10 anos; para alto risco, 3 anos. O caso é intermediário, então o intervalo é de 3 anos.
Por que esta fórmula: A diretriz do rastreamento colorretal estabelece que, após a ressecção de adenomas de risco intermediário (como dois adenomas tubulares de 6-10 mm), a colonoscopia deve ser repetida em 3 anos.
Escolher 1 ano por pensar que múltiplos adenomas são sempre alto risco, ou 5 anos por considerar apenas o tamanho < 10 mm.
Resposta: 3 anos — alternativa C
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