Questão de Medicina — Pneumologia — FGV 2023
- Código
- fg067209
- Banca
- FGV
- Órgão
- Prefeitura de São José dos Campos - SP
- Ano
- 2023
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico - Proctologista
- Aatelectasia.
- Bbroncoaspiração.
- Cempiema.
- Dtromboembolia.
- Epneumonia.
GabaritoA — atelectasia.
Gabarito: letra A. A atelectasia é a complicação respiratória mais comum no pós-operatório, resultado do colapso alveolar decorrente da redução da complacência pulmonar, disfunção diafragmática e dor, especialmente após cirurgias abdominais e torácicas. As demais alternativas (broncoaspiração, empiema, tromboembolia e pneumonia) são complicações possíveis, porém menos frequentes.
A atelectasia é o colapso parcial ou total do pulmão, que ocorre quando os alvéolos não se expandem adequadamente. No pós-operatório, diversos fatores contribuem para isso: a anestesia geral reduz a capacidade residual funcional, a dor limita a expansibilidade torácica e a imobilização no leito diminui a ventilação das bases pulmonares. Esse quadro é tão frequente que é considerado a complicação respiratória mais comum, superando inclusive a pneumonia, que muitas vezes é consequência de uma atelectasia não resolvida.
A fisiopatologia envolve a redução da complacência pulmonar e a disfunção diafragmática, como descrito no contexto de cirurgia torácica: "A cirurgia torácica aberta é associada a uma redução de até 50% na capacidade vital e na capacidade residual devido tanto à redução da complacência pulmonar quanto à disfunção diafragmática e redução da expansibilidade torácica devido à dor." Essa redução da ventilação leva ao fechamento das vias aéreas e ao colapso alveolar, especialmente nas regiões dependentes do pulmão.
Na prática clínica, o paciente desenvolve atelectasia nas primeiras 24 a 48 horas após a cirurgia, apresentando taquipneia, hipoxemia e, em casos mais extensos, febre. O diagnóstico é confirmado por radiografia de tórax, que mostra opacidades lineares ou segmentares, e o tratamento inclui deambulação precoce, fisioterapia respiratória, incentivo à espirometria e controle adequado da dor. A prevenção é a melhor estratégia, com ventilação protetora no intraoperatório e mobilização precoce no pós-operatório.
A distinção crucial é entre atelectasia e pneumonia: enquanto a atelectasia é um colapso mecânico dos alvéolos, a pneumonia é uma infecção do parênquima pulmonar. A pneumonia pós-operatória geralmente se manifesta após 48 horas do ato cirúrgico, com febre, secreção purulenta e infiltrado consolidativo na radiografia, enquanto a atelectasia costuma aparecer mais precocemente e responde bem à fisioterapia respiratória. Essa diferença temporal e a resposta ao tratamento são fundamentais para o diagnóstico diferencial.
A banca explora a confusão entre a complicação mais comum (atelectasia) e as complicações mais graves (pneumonia, tromboembolia). O candidato que não domina a epidemiologia das complicações pós-operatórias tende a escolher a pneumonia por ser mais conhecida, mas a atelectasia é a resposta correta por sua alta incidência. Guarde essa hierarquia: atelectasia > pneumonia > broncoaspiração > tromboembolia > empiema.
A atelectasia é a complicação respiratória mais comum no pós-operatório. O colapso alveolar ocorre pela redução da complacência pulmonar, disfunção diafragmática e dor, que limitam a expansão torácica. É tão frequente que é considerada a base para outras complicações, como a pneumonia, que pode se desenvolver sobre uma área atelectasiada.
A broncoaspiração é uma complicação grave, mas não é a mais comum. Ocorre quando conteúdo gástrico ou orofaríngeo é aspirado para as vias aéreas, podendo causar pneumonite química ou pneumonia aspirativa. Sua incidência é menor que a da atelectasia, embora seja uma complicação temida pela gravidade.
O empiema é uma coleção purulenta no espaço pleural, geralmente consequência de pneumonia ou cirurgia torácica. É uma complicação relativamente rara no pós-operatório, muito menos frequente que a atelectasia. Seu tratamento envolve drenagem e antibioticoterapia.
A tromboembolia pulmonar é uma complicação grave, mas não é a mais comum. Ocorre quando um trombo, geralmente originado nos membros inferiores, migra para a circulação pulmonar. Embora seja uma causa importante de morbimortalidade, sua incidência é menor que a da atelectasia.
A pneumonia pós-operatória é uma complicação frequente, mas não é a mais comum. Geralmente se manifesta após 48 horas do procedimento, com febre, secreção purulenta e infiltrado consolidativo. A atelectasia, por ser mais precoce e mais frequente, supera a pneumonia em incidência.
A banca explora a confusão entre a complicação mais comum (atelectasia) e a mais temida (pneumonia). O candidato que não domina a epidemiologia tende a escolher a pneumonia por ser mais conhecida, mas a atelectasia é a resposta correta por sua alta incidência. Lembre-se: atelectasia é a base para outras complicações, e a pneumonia muitas vezes é consequência de uma atelectasia não resolvida.
Para questões de complicações pós-operatórias, memorize a hierarquia de incidência: atelectasia > pneumonia > broncoaspiração > tromboembolia > empiema. Essa ordem é cobrada com frequência em provas de pneumologia e cirurgia.
Gabarito: letra A.
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