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Questão de História — Questões Internacionais: história do tempo presente — FGV 2023

HistóriaQuestões Internacionais: história do tempo presente
Código
fg067597
Banca
FGV
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Professor II - História
Elizabeth 2ª: a memória do passado colonial que geracríticas ao legado da rainha Elizabeth 2ª na ÁfricaA morte da rainha Elizabeth 2ª gerou uma onda de pesar e de homenagens tocantes por parte de líderes mundiais e também do público em geral. Muitos nas antigas colônias britânicas saudaram abertamente a memória da rainha, enquanto outros compartilharam fotos da monarca durante visitas aos seus respectivos países. Mas a admiração não é unânime. Para alguns, sua morte reacendeu memórias da muitas vezes sangrenta história colonial britânica - atrocidades contra populações indígenas, roubo de estátuas e artefatos de nações do oeste da África, ouro e diamantes da África do Sul e da Índia, escravidão e opressão. Enquanto o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, descreveu a rainha como uma figura pública extraordinária que deveria ser lembrada com carinho por muitos ao redor do mundo, o opositor partido Combatentes pela Liberdade Econômica (EFF, na sigla em inglês) disse que não estaria entre aqueles lamentando a morte. “Durante seus 70 anos de reinado como rainha, ela nunca reconheceu crimes que o Reino Unido e sua família perpetraram pelo mundo, e era na verdade uma porta-bandeira orgulhosa dessas atrocidades", disse o partido, o terceiro maior do país, em um comunicado. "Para nós, sua morte é uma lembrança de um período muito trágico neste país e na história da África”, diz o comunicado. Nas redes sociais, as críticas foram muito além. Artigo de Nomsa Maseko https://www.bbc.com/portuguese/internacional-62871616 A partir da leitura do artigo jornalístico, podemos afirmar que o caso noticiado é representativo
  1. Ada preservação de tradições políticas.
  2. Bda valorização do esquecimento.
  3. Cda conciliação de lembranças.
  4. Dde memórias em disputa.
  5. Eda superação do eurocentrismo.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — de memórias em disputa.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Memória do colonialismo britânico: reações contrastantes

Gabarito: letra D. O artigo da BBC mostra que a morte da rainha Elizabeth II gerou ao mesmo tempo homenagens e críticas severas, especialmente em ex-colônias africanas. Esse embate entre narrativas opostas — uma que exalta a monarca e outra que a associa às atrocidades coloniais — é o exemplo perfeito do conceito de memórias em disputa, em que diferentes grupos sociais constroem versões conflitantes sobre o mesmo evento histórico.

Memórias em disputa
  • 1Mesmo evento histórico
    • Morte da rainha Elizabeth II
  • 2Narrativas opostas
    • Homenagens e pesar
      • Líderes mundiais
      • Público em geral
    • Críticas e denúncias
      • Atrocidades coloniais
      • Escravidão e opressão
      • Roubo de artefatos
  • 3Essência do conceito
    • Tensão entre versões
    • Sem conciliação
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Alternativa A — ❌ Incorreta

O caso não trata da preservação de tradições políticas, pois o foco está na controvérsia sobre o legado colonial, não na manutenção de instituições ou costumes políticos.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Ao contrário da "valorização do esquecimento", o artigo mostra que a morte da rainha reavivou memórias do passado colonial, ou seja, há um movimento de lembrança, não de apagamento.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Não há conciliação entre as lembranças; o texto explicita o conflito: de um lado, pesar e homenagens; de outro, críticas e denúncias. As memórias estão em oposição, não em harmonia.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O artigo é representativo de memórias em disputa porque apresenta visões antagônicas sobre o mesmo fato histórico: enquanto líderes e parte do público exaltam a rainha, grupos como o EFF a acusam de nunca ter reconhecido os crimes do colonialismo. Essa tensão entre narrativas é a essência do conceito de disputa de memórias.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Não há superação do eurocentrismo; pelo contrário, as críticas apontam justamente a persistência de uma visão colonial e a falta de reconhecimento das violências praticadas. O artigo expõe o conflito, e não a superação da perspectiva eurocêntrica.

Gabarito: letra D — a única alternativa que capta o embate de narrativas presente no texto.

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