Professor de Ensino Fundamental e Médio (Educação Profissional) - Eixo 2 - Ambiente e Saúde
Durante a ausculta pulmonar de um paciente adulto, o enfermeiro detectou a presença de estertores grossos.Acerca desses ruídos, avalie se as afirmativas a seguir são verdadeiras (V) ou falsas (F).( ) São sons graves, ouvidos principalmente no início da inspiração e em quase toda a expiração.( ) São modificados ou podem desaparecer com a tosse e não se alteram com a posição do paciente.( ) São ouvidos na metade final da inspiração, não são alterados com a tosse e modificam-se com a mudança de posição do paciente.As afirmativas são, respectivamente,
AF – F – F.
BF – F – V.
CV – V – F.
DF – V – F.
EV – F – V.
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GabaritoC — V – V – F.
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Estertores grossos (subcrepitantes) na ausculta pulmonar
Gabarito: letra C (V – V – F). Os estertores grossos, também chamados de subcrepitantes ou bolhosos, são sons graves, audíveis principalmente no início da inspiração e em quase toda a expiração, e são modificados ou podem desaparecer com a tosse, sem se alterar com a posição do paciente — exatamente o que afirmam as duas primeiras assertivas. A terceira assertiva está errada porque descreve as características dos estertores finos (crepitantes), que ocorrem na metade final da inspiração, não se alteram com a tosse e se modificam com a mudança de posição. A distinção entre estertores grossos e finos é o núcleo da questão.
Os estertores são ruídos adventícios descontínuos, produzidos pela passagem do ar por vias aéreas que contêm secreção ou que se abrem abruptamente. Eles se dividem em dois grandes grupos: os finos (crepitantes) e os grossos (subcrepitantes ou bolhosos). A diferença entre eles está na frequência do som, no momento do ciclo respiratório em que aparecem e na resposta à tosse e à mudança de posição.
Os estertores grossos são gerados pela mobilização de secreção viscosa e espessa presente em brônquios de médio e grande calibre. Por isso, são sons graves, de maior duração, que ocorrem no início da inspiração e durante toda a expiração. Como a secreção é móvel, a tosse pode deslocá-la ou eliminá-la, modificando ou fazendo desaparecer o ruído. A posição do paciente, porém, não costuma alterá-los, pois a secreção permanece no mesmo local independentemente da postura.
Os estertores finos (crepitantes), por sua vez, são produzidos pela abertura sequencial de vias aéreas anteriormente fechadas, geralmente por exsudato ou transudato intra-alveolar. São sons agudos, de curta duração, que ocorrem no final da inspiração. Como o mecanismo é a abertura de alvéolos colapsados, a tosse não os modifica, mas a mudança de posição pode redistribuir o líquido alveolar e alterar o ruído.
A banca explora exatamente a confusão entre esses dois tipos de estertores, invertendo as características de um e de outro. Para acertar, é preciso memorizar o quadro comparativo:
Característica
Estertores grossos (subcrepitantes)
Estertores finos (crepitantes)
Tom
Graves
Agudos
Fase do ciclo
Início da inspiração e quase toda a expiração
Metade final da inspiração
Efeito da tosse
Modificam ou desaparecem
Não se alteram
Efeito da posição
Não se alteram
Modificam-se
Mecanismo
Secreção em brônquios médios/grandes
Abertura de alvéolos colapsados
Guarde essa tabela: é exatamente nela que as alternativas se dividem. A primeira e a segunda assertivas descrevem corretamente os estertores grossos; a terceira descreve os finos, mas atribui a eles características que não lhes pertencem.
Estertores
1Grossos (subcrepitantes)
Graves, início da inspiração e expiração
Tosse modifica ou elimina
Posição não altera
2Finos (crepitantes)
Agudos, final da inspiração
Tosse não altera
Posição modifica
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Assertiva 1 — ✅ Verdadeira
A afirmativa diz que os estertores grossos são "sons graves, ouvidos principalmente no início da inspiração e em quase toda a expiração". Isso está correto. O material de apoio confirma: "Estertores de grossas bolhas (subcrepitantes, bolhosos) — Graves, de alta duração — Mais audíveis no início da inspiração e durante toda a expiração". A secreção viscosa em brônquios de médio e grande calibre produz sons graves, e o fluxo aéreo as mobiliza tanto na inspiração quanto na expiração.
Assertiva 2 — ✅ Verdadeira
A afirmativa diz que os estertores grossos "são modificados ou podem desaparecer com a tosse e não se alteram com a posição do paciente". Isso também está correto. O material de apoio afirma: "Modificados com a tosse". A tosse desloca ou elimina a secreção que gera o ruído, modificando-o ou fazendo-o desaparecer. A posição, porém, não altera o som, pois a secreção permanece no mesmo local.
Assertiva 3 — ❌ Falsa
A afirmativa diz que os estertores grossos "são ouvidos na metade final da inspiração, não são alterados com a tosse e modificam-se com a mudança de posição do paciente". Isso descreve os estertores finos (crepitantes), não os grossos. Os finos ocorrem no final da inspiração, não se alteram com a tosse e se modificam com a posição. A banca inverteu as características: atribuiu aos grossos o que é próprio dos finos. O material de apoio confirma: "Estertores finos ou crepitantes... ocorrem no final da inspiração" e "Os estertores grossos ou bolhosos... ocorrem no início da inspiração e durante toda a expiração".
NÃO CAIA NESSA!
A banca adora inverter as características dos estertores grossos e finos. Aqui, a terceira assertiva descreve os finos (crepitantes) como se fossem os grossos. Para não cair, memorize o par: grossos = graves, início da inspiração, tosse modifica, posição não altera; finos = agudos, final da inspiração, tosse não modifica, posição altera. Com treino, você enxerga essas trocas de longe 💪.
Conclusão: As assertivas 1 e 2 são verdadeiras; a 3 é falsa. Portanto, a sequência correta é V – V – F, correspondente à letra C.