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Questão de Medicina — Oncologia — FGV 2023

MedicinaOncologia
Código
fg068099
Banca
FGV
Órgão
SEDUC-SP
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Professor de Ensino Fundamental e Médio (Educação Profissional) - Eixo 2 - Ambiente e Saúde
O carcinoma in situ de colo de útero é uma
  1. Adisplasia.
  2. Bhiperplasia.
  3. Cneoplasia.
  4. Daplasia.
  5. Eparaplasia.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — neoplasia.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Carcinoma in situ: neoplasia não invasiva

Gabarito: letra C. O carcinoma in situ é uma neoplasia — mais precisamente, uma neoplasia maligna epitelial que ainda não invadiu a membrana basal (não invasiva). A palavra "carcinoma" já indica neoplasia maligna de origem epitelial; o termo "in situ" qualifica o estágio (confinado ao epitélio). As demais alternativas (displasia, hiperplasia, aplasia, paraplasia) designam outros processos patológicos, não neoplasias.

O carcinoma in situ é um conceito central em patologia e oncologia. Para entendê-lo, é preciso primeiro compreender o que é uma neoplasia: um crescimento celular anormal, autônomo e descontrolado, que escapa aos mecanismos normais de regulação do ciclo celular. As neoplasias podem ser benignas ou malignas. O carcinoma in situ é uma neoplasia maligna em estágio muito inicial, em que as células já apresentam atipias malignas (pleomorfismo, hipercromasia, aumento da relação núcleo/citoplasma, perda da polaridade), mas o processo está confinado ao epitélio de origem, sem ultrapassar a membrana basal. Por isso, não há invasão do estroma subjacente nem capacidade de metastatizar — é uma lesão pré-invasiva.

No colo do útero, o carcinoma in situ corresponde à neoplasia intraepitelial cervical grau 3 (NIC 3) ou à lesão intraepitelial escamosa de alto grau (HSIL), conforme a classificação de Bethesda. É a lesão precursora do carcinoma epidermoide invasor, como descrito no material de apoio: "O carcinoma epidermoide é facilmente detectável nas formas pré-invasoras de neoplasia intraepitelial, o que favorece a sua prevenção." A infecção persistente pelo HPV de alto risco é o principal fator etiológico, e a progressão da NIC 1 → NIC 2 → NIC 3 → carcinoma invasor ocorre ao longo de anos, o que permite o rastreamento e a prevenção.

A distinção entre os termos das alternativas é o cerne da questão. Vejamos cada um:

  • Displasia: crescimento celular desordenado, com atipias, mas reversível e sem autonomia de crescimento. É uma lesão pré-neoplásica, não uma neoplasia. No colo do útero, a displasia leve corresponde à NIC 1.

  • Hiperplasia: aumento do número de células de um tecido, por estímulo fisiológico ou patológico, mas com arquitetura preservada e regressão quando cessa o estímulo. Não é neoplasia.

  • Aplasia: ausência de desenvolvimento ou de proliferação de um tecido ou órgão (ex.: aplasia de medula óssea). É o oposto de proliferação.

  • Paraplasia: termo pouco usado, refere-se a metaplasia atípica ou a um estado de diferenciação anormal. Não é um termo consagrado para designar neoplasia.

A pegadinha da banca está em confundir o carcinoma in situ com a displasia. Historicamente, o termo "displasia" foi usado para descrever lesões precursoras do colo do útero, mas a nomenclatura atual (NIC/SIL) e o conceito patológico moderno distinguem claramente: a displasia é uma alteração reversível e não autônoma, enquanto o carcinoma in situ é uma neoplasia maligna verdadeira, ainda que não invasiva. O sufixo "-oma" (carcinoma) indica neoplasia; o termo "in situ" indica o estágio. A banca explora exatamente essa confusão histórica e conceitual.

Guarde a fronteira: neoplasia = crescimento autônomo e irreversível (benigno ou maligno); displasia = crescimento reativo e reversível (pré-neoplásico). É nessa fronteira que as alternativas se dividem.

Carcinoma in situ
  • 1Neoplasia maligna epitelial
    • Não invasiva (confinado ao epitélio)
    • Sem invasão da membrana basal
    • Sem metástase
  • 2Colo do útero
    • NIC 3 / HSIL
    • Precursor do carcinoma invasor
  • 3Distinções
    • Displasia: reversível, pré-neoplásica
    • Hiperplasia: arquitetura preservada
    • Aplasia: ausência de desenvolvimento
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A displasia é um crescimento celular desordenado, com atipias, mas reversível e sem autonomia de crescimento. Não é uma neoplasia. No colo do útero, a displasia leve corresponde à NIC 1, uma lesão que pode regredir espontaneamente. O carcinoma in situ (NIC 3) é uma neoplasia maligna verdadeira, ainda que não invasiva. A banca explora a confusão histórica entre os termos, mas o conceito patológico atual os distingue claramente.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A hiperplasia é o aumento do número de células de um tecido, por estímulo fisiológico ou patológico, com arquitetura preservada e regressão quando cessa o estímulo. Não é neoplasia. Exemplos: hiperplasia prostática benigna, hiperplasia endometrial. O carcinoma in situ não é hiperplasia, pois apresenta atipias celulares malignas e crescimento autônomo.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O carcinoma in situ é uma neoplasia maligna epitelial não invasiva. O termo "carcinoma" indica neoplasia maligna de origem epitelial; "in situ" indica que o processo está confinado ao epitélio de origem, sem invasão da membrana basal. No colo do útero, corresponde à NIC 3/HSIL, lesão precursora do carcinoma epidermoide invasor. É a definição correta e o gabarito da questão.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A aplasia é a ausência de desenvolvimento ou de proliferação de um tecido ou órgão (ex.: aplasia de medula óssea, aplasia renal). É o oposto de proliferação celular. Não tem relação com carcinoma in situ, que é um crescimento neoplásico.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A paraplasia é um termo pouco utilizado na patologia, referindo-se a uma metaplasia atípica ou a um estado de diferenciação anormal. Não é um termo consagrado para designar neoplasia e não se aplica ao carcinoma in situ. A banca incluiu essa alternativa como distrator, aproveitando o sufixo "-plasia" comum aos demais termos.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca o conceito de neoplasia pelo de displasia. O candidato que lembra que o carcinoma in situ era historicamente chamado de "displasia grave" ou "displasia severa" pode marcar a letra A. Mas o conceito patológico atual é claro: displasia é lesão reversível e não autônoma; carcinoma in situ é neoplasia maligna verdadeira, ainda que não invasiva. O sufixo "-oma" (carcinoma) é o marcador de neoplasia. Fique atento a essa distinção — ela é clássica em provas de patologia e oncologia.

PEGA ESSA DICA!

Para diferenciar os termos, use o critério da autonomia e reversibilidade: neoplasia = crescimento autônomo e irreversível; displasia = crescimento reativo e reversível; hiperplasia = aumento do número de células com arquitetura preservada; aplasia = ausência de desenvolvimento; paraplasia = termo atípico, raramente usado. Memorize essa tabela:

Termo

Definição

Reversível?

Exemplo no colo do útero

Displasia

Crescimento desordenado com atipias

Sim

NIC 1

Hiperplasia

Aumento do nº de células, arquitetura preservada

Sim

Neoplasia

Crescimento autônomo e irreversível

Não

Carcinoma in situ (NIC 3)

Aplasia

Ausência de desenvolvimento

Paraplasia

Termo atípico, diferenciação anormal

Gabarito: letra C — o carcinoma in situ de colo de útero é uma neoplasia.

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