Questão de Biologia — Ecologia e ciências ambientais — FGV 2023
Biologia›Ecologia e ciências ambientais
Código
fg069101
Banca
FGV
Órgão
SEE-MG
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Professor de Educação Básica (PEB) - Biologia e Ciências
O aposematismo é uma estratégia de sobrevivência importante para algumas espécies. Um exemplo dessa estratégia é encontrado
Aem associações entre bactérias fixadoras de nitrogênio e raízes de plantas formando bacteriorrizas.
Bno caso do urutau (Nyctibius griseus), que dorme sobre a extremidade de árvores, ficando bem camuflado no vegetal.
Cem joaninhas de cores vermelho ou amarelo vivos, indicativas do seu sabor desagradável, o que afasta predadores.
Dno caso do bicho-pau, cujo formato lembra os galhos das árvores as quais habitam.
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GabaritoC — em joaninhas de cores vermelho ou amarelo vivos, indicativas do seu sabor desagradável, o que afasta predadores.
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Aposematismo: cores de advertência como defesa
Gabarito: letra C. O aposematismo é uma estratégia de defesa em que o organismo apresenta coloração de advertência (cores vivas, como vermelho e amarelo) associada a alguma característica nociva — sabor desagradável, toxicidade ou capacidade de ferroar —, sinalizando aos predadores que não é vantajoso atacá-lo. O exemplo clássico são as joaninhas de cores vivas, cuja coloração indica seu sabor desagradável, afastando predadores.
O aposematismo é um conceito central em ecologia comportamental e evolutiva. Ele se opõe à camuflagem (ou criptia), na qual o organismo se confunde com o ambiente para não ser percebido. Enquanto a camuflagem busca a invisibilidade, o aposematismo busca a visibilidade — o organismo "grita" sua presença para avisar que é perigoso ou impalatável. Essa estratégia só funciona se o predador aprende a associar a cor viva a uma experiência negativa (como um gosto ruim) ou se o organismo possui uma defesa real que torna o ataque custoso.
A banca explora exatamente essa confusão entre aposematismo e camuflagem/mimetismo. As alternativas B e D descrevem casos de camuflagem (urutau e bicho-pau), que são o oposto do aposematismo. A alternativa A menciona uma associação mutualística (bactérias fixadoras de nitrogênio e raízes), que não se relaciona com coloração de advertência. A alternativa C é a única que descreve corretamente o aposematismo.
Estratégias de defesa
1Aposematismo (quer ser visto)
Cores vivas (vermelho, amarelo)
Associado a defesa real
Sabor desagradável
Toxicidade
Ferroada
Ex.: joaninha, sapo-colorido
2Camuflagem (não quer ser visto)
Semelhança com o ambiente
Ex.: urutau, bicho-pau
3Mutualismo (não é defesa)
Benefício mútuo
Ex.: bactérias fixadoras e raízes
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Descreve uma associação mutualística entre bactérias fixadoras de nitrogênio e raízes de plantas (como as leguminosas). Essa relação é benéfica para ambos os envolvidos e não envolve coloração de advertência nem defesa contra predadores. O erro está em apresentar um caso de mutualismo como exemplo de aposematismo.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O urutau (Nyctibius griseus) é um exemplo clássico de camuflagem (ou criptia): sua plumagem se assemelha à casca dos troncos, tornando-o praticamente invisível quando pousa em galhos. A camuflagem é uma estratégia oposta ao aposematismo — aqui o organismo busca não ser percebido, enquanto no aposematismo ele busca ser notado para sinalizar perigo.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
As joaninhas (família Coccinellidae) apresentam coloração de advertência (vermelho, amarelo, laranja) que sinaliza aos predadores seu sabor desagradável ou toxicidade. Essa é a definição exata de aposematismo: cores vivas associadas a uma defesa química, que afastam predadores por associação aprendida. A alternativa espelha perfeitamente o conceito.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O bicho-pau (ordem Phasmatodea) é outro exemplo de camuflagem: seu corpo alongado e sua coloração lembram galhos secos, permitindo que se confunda com o ambiente. Assim como o urutau, é um caso de criptia, não de aposematismo.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca aposematismo por camuflagem — estratégias opostas. Enquanto o aposematismo usa cores vivas para advertir ("sou perigoso"), a camuflagem usa a semelhança com o ambiente para esconder-se. Urutau e bicho-pau são exemplos clássicos de camuflagem, e joaninhas são o exemplo clássico de aposematismo. Fique atento: se a alternativa descreve um animal que "se parece com o ambiente", é camuflagem; se descreve cores chamativas associadas a defesa, é aposematismo.
PEGA ESSA DICA!
Para diferenciar na prova, pergunte-se: o organismo quer ser visto ou não? Se quer ser visto (cores vivas + defesa) → aposematismo. Se quer passar despercebido (semelhança com o ambiente) → camuflagem. Memorize os exemplos clássicos: joaninha, sapo-colorido, borboleta-monarca (aposematismo); urutau, bicho-pau, camaleão (camuflagem).