Questão de Biologia — Ecologia e ciências ambientais — FGV 2023
Biologia›Ecologia e ciências ambientais
Código
fg069103
Banca
FGV
Órgão
SEE-MG
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Professor de Educação Básica (PEB) - Biologia e Ciências
Recifes artificiais são verdadeiros berços para a multiplicação e a preservação de espécies antes consideradas extintas ou em risco. Um exemplo é o mero que pode pesar de 250 a 400 quilos e medir até três metros.Adaptado de https://oeco.org.br/reportagens/o-incrivel-mundo-submerso-no-litoral-do-parana-e-sua-rica-biodiversidade-preservada/Osteíctes marinhos, como o mero, enfrentam problemas osmóticos no ambiente aquático. No mar, a pressão osmótica da água é superior à do sangue desses peixes, que
Aperdem água por osmose e ganham sais por difusão através das brânquias. Esses peixes bebem muita água do mar, para compensar a perda de água. A manutenção da homeostase ocorre pela eliminação dos sais por transporte ativo nas brânquias.
Bganham água por osmose e perdem sais por difusão através das brânquias. Esses peixes bebem pouca água do mar, evitando a perda de sal. A manutenção da homeostase ocorre pela eliminação de água por transporte passivo nas brânquias.
Cganham água por osmose e perdem sais por difusão através das brânquias. Esses peixes bebem muita água do mar, para compensar a perda de sal. A manutenção da homeostase ocorre pela eliminação de água por transporte ativo nas brânquias.
Dperdem água por difusão e ganham sais por osmose através das brânquias. Esses peixes bebem muita água do mar, para compensar a perda de água. A manutenção da homeostase ocorre pela eliminação dos sais por transporte passivo nas brânquias.
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GabaritoA — perdem água por osmose e ganham sais por difusão através das brânquias. Esses peixes bebem muita água do mar, para compensar a perda de água. A manutenção da homeostase ocorre pela eliminação dos sais por transporte ativo nas brânquias.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Osmorregulação em peixes marinhos (osteíctes)
Gabarito: letra A. O mero, como todo osteícte marinho, vive em um ambiente hipertônico em relação ao seu sangue: a água do mar tem maior pressão osmótica, o que faz o peixe perder água por osmose e ganhar sais por difusão pelas brânquias. Para compensar, ele bebe muita água do mar e elimina o excesso de sais por transporte ativo nas brânquias — exatamente o que a alternativa A descreve.
A osmorregulação é o conjunto de mecanismos que mantém o equilíbrio hídrico e iônico do organismo. Peixes ósseos marinhos (osteíctes) enfrentam o problema inverso dos de água doce: no mar, a concentração de sais no ambiente é maior que a do sangue, então a água tende a sair do corpo por osmose e os sais tendem a entrar por difusão. Para sobreviver, eles adotam estratégias opostas às dos peixes de água doce.
A banca explora exatamente essa inversão: candidatos que confundem o ambiente marinho com o de água doce marcam alternativas que descrevem o comportamento dos peixes de rio/lago. A chave é lembrar que marinho = perde água, bebe água, elimina sal; água doce = ganha água, não bebe, elimina água.
Característica
Peixe marinho (osteícte)
Peixe de água doce
Ambiente em relação ao sangue
Hipertônico (mais sal)
Hipotônico (menos sal)
Fluxo de água
Perde água por osmose
Ganha água por osmose
Ingestão de água
Bebe muita água
Não bebe água (ou muito pouco)
Eliminação de sais
Transporte ativo nas brânquias
Perde sais por difusão
Eliminação de água
Urina concentrada e escassa
Urina diluída e abundante
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa descreve com precisão o mecanismo dos osteíctes marinhos: perdem água por osmose (ambiente hipertônico), ganham sais por difusão pelas brânquias, bebem muita água para repor a perda e eliminam o excesso de sais por transporte ativo nas brânquias. Cada termo está correto e na ordem certa.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Inverte o fluxo de água: afirma que o peixe marinho ganha água por osmose, o que é típico de peixes de água doce. No mar, o ambiente é hipertônico, então a água sai do corpo. Além disso, a eliminação de água por transporte passivo nas brânquias não corresponde à realidade — o peixe marinho elimina sais ativamente, não água.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Repete o erro da B ao afirmar que o peixe ganha água por osmose. Também erra ao dizer que ele bebe muita água para compensar a perda de sal — na verdade, ele bebe para compensar a perda de água. E a eliminação de água por transporte ativo nas brânquias não existe: o que é eliminado ativamente são os sais.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Erra ao dizer que o peixe perde água por difusão e ganha sais por osmose — os processos estão trocados: a água sai por osmose e os sais entram por difusão. Além disso, a eliminação dos sais por transporte passivo está incorreta: o transporte de sais para fora é ativo, pois ocorre contra o gradiente de concentração.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca os mecanismos entre peixes marinhos e de água doce. Se você lembrar que marinho = perde água, bebe água, elimina sal ativamente, elimina as alternativas B, C e D na hora. O erro clássico é aplicar o raciocínio do peixe de água doce (ganha água, não bebe, elimina água) ao ambiente marinho.
PEGA ESSA DICA!
Para fixar, pense no sentido do fluxo: a água sempre vai do meio menos concentrado para o mais concentrado. No mar, o peixe está "desidratando", então ele bebe água do mar e joga fora o sal extra com transporte ativo. Compare sempre com o peixe de água doce — a banca adora essa inversão.