Questão de Geografia — Categorias de Análise da Geografia — FGV 2023
- Código
- fg069205
- Banca
- FGV
- Órgão
- SEE-MG
- Ano
- 2023
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor de Educação Básica (PEB) - Geografia
- AF – V – V.
- BF – F – V.
- CV – F – V.
- DV – F – F.
GabaritoC — V – F – V.
Gabarito: letra C. A sequência correta é V – F – V. Na geografia tradicional, o espaço não era conceito-chave (privilegiavam-se paisagem e região). Já a geografia francesa até 1950 via o espaço como concreto e humanizado, não como conjunto de pontos. Por fim, na corrente materialista histórico-dialética, o espaço é lócus da reprodução das relações sociais de produção.
A geografia tradicional, desde Humboldt e Ritter até Vidal de la Blache realmente não centralizava o espaço como categoria analítica. Os conceitos centrais eram paisagem (Landschaft) e região. O espaço era entendido de forma mais estática e descritiva, sem a complexidade que ganharia depois. Assim, a afirmativa está correta.
A concepção de espaço como "conjunto de pontos que tem existência em si" é típica da geografia quantitativa (neopositivista) a partir da década de 1950, não da geografia francesa tradicional. Para os geógrafos franceses como Vidal de la Blache e seus seguidores, o espaço era produto da interação entre sociedade e natureza, um organismo vivo, não um mosaico de pontos abstratos. A afirmativa inverte a corrente.
No materialismo histórico e dialético, o espaço é concebido como produto e condição das relações sociais de produção. Autores como Milton Santos e David Harvey defendem que o espaço reflete e condiciona a reprodução das relações capitalistas. A afirmativa expressa exatamente essa visão crítica.
Afirmativa | Concepção de espaço na corrente | Verdadeiro (V) / Falso (F) |
|---|---|---|
1ª | Geografia tradicional: espaço não era conceito-chave; privilegiavam-se paisagem e região. | V |
2ª | Geografia francesa (até 1950): espaço como conjunto de pontos com existência em si. | F |
3ª | Materialismo histórico e dialético: espaço como lócus da reprodução das relações sociais de produção. | V |
A banca tenta confundir a concepção de espaço da geografia francesa (concreto, humanizado) com a da geografia quantitativa (abstrato, matemático). O erro está em atribuir à escola francesa a ideia de "conjunto de pontos com existência em si", que é própria do modelo quantitativo.
Gabarito: letra C — V, F, V.
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