Questão de Matemática — Aritmética e Problemas — FGV 2023
- Código
- fg069271
- Banca
- FGV
- Órgão
- SEE-MG
- Ano
- 2023
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor de Educação Básica (PEB) - Matemática
- A338.
- B674.
- C675.
- D1348.
GabaritoC — 675.
Gabarito: letra C — a conta chega a 675 (alternativa C).
Quando um problema pede quantos números de uma lista não têm certas propriedades, o caminho mais direto é contar quantos têm essas propriedades e subtrair do total. A ferramenta para contar elementos que pertencem a pelo menos um de dois grupos é o princípio da inclusão-exclusão: somam-se os tamanhos dos dois grupos e subtrai-se o tamanho da interseção, porque quem está nos dois foi contado duas vezes. Aqui os grupos são os múltiplos de 2 e os múltiplos de 3; a interseção são os múltiplos de 6. Depois de achar quantos são divisíveis por 2 ou por 3, basta subtrair esse número de 2023 para obter os que não são divisíveis por nenhum dos dois.
conjunto A = {1, 2, 3, ..., 2023}
total de elementos = 2023
O que queremos: quantos números de 1 a 2023 não são divisíveis por 2 nem por 3
Precisamos saber quantos números do conjunto são pares, pois eles serão excluídos. Para contar múltiplos de um número k até um limite n, usamos a divisão inteira: o maior múltiplo de k que não passa de n, dividido por k, dá a quantidade.
Por que esta fórmula: A quantidade de múltiplos de k entre 1 e n é o maior inteiro q tal que k·q ≤ n, ou seja, q = ⌊n/k⌋ (parte inteira da divisão).
De onde vem cada valor: = enunciado: total de elementos do conjunto A · = enunciado: divisibilidade por 2
Arredondar para cima: 1011,5 vira 1012, mas o múltiplo 2024 não está no conjunto; a parte inteira é 1011.
Assim como fizemos para o 2, precisamos da quantidade de múltiplos de 3 para somar na união.
Por que esta fórmula: Mesma lógica: a quantidade de múltiplos de 3 até 2023 é a parte inteira de 2023 dividido por 3.
De onde vem cada valor: = enunciado: total de elementos do conjunto A · = enunciado: divisibilidade por 3
Confundir com o valor da alternativa B, que é exatamente 674, mas isso é só a contagem dos múltiplos de 3, não a resposta final.
Os números divisíveis por 2 e por 3 ao mesmo tempo são os múltiplos de 6. Eles foram contados duas vezes (uma em cada lista), então precisamos saber quantos são para corrigir a soma.
Por que esta fórmula: Um número é divisível por 2 e por 3 se, e somente se, é divisível por 6, pois 2 e 3 são primos entre si. A contagem segue a mesma regra da divisão inteira.
De onde vem cada valor: = enunciado: total de elementos do conjunto A · = passo 1 e passo 2: interseção dos múltiplos de 2 e 3
Esquecer de contar os múltiplos de 6, o que leva ao erro da alternativa A.
Temos as contagens separadas; agora precisamos juntá-las sem contar duas vezes os números que estão nos dois grupos. O princípio da inclusão-exclusão diz: some os dois totais e subtraia a interseção.
Por que esta fórmula: A união dos múltiplos de 2 com os múltiplos de 3 tem tamanho |M2| + |M3| − |M2∩M3|, porque os elementos da interseção foram somados duas vezes e precisam ser descontados uma vez.
De onde vem cada valor: = passo 1: 1011 · = passo 2: 674 · = passo 3: 337
= 1348 números divisíveis por 2 ou por 3
Fazer 1011 + 674 sem subtrair 337, contando os múltiplos de 6 duas vezes.
O que queremos são os números que NÃO são divisíveis por 2 nem por 3, ou seja, o complemento da união que calculamos. Subtraindo do total de elementos do conjunto, obtemos a resposta.
Por que esta fórmula: O conjunto A tem 2023 elementos; os que não estão na união são exatamente o total menos os que estão na união.
De onde vem cada valor: = enunciado: total de elementos do conjunto A · = passo 4: 1348
= 675 números não divisíveis por 2 nem por 3
Subtrair apenas os múltiplos de 2 e de 3 (2023 − 1011 − 674 = 338), esquecendo de somar de volta os múltiplos de 6 — cai na alternativa A.
Resposta: 675 (alternativa C)
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