Questão de Biologia — Hereditariedade e diversidade da vida — FGV 2023
- Código
- fg069749
- Banca
- FGV
- Órgão
- SME - SP
- Ano
- 2023
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor de Ensino Fundamental II e Médio - Biologia
- A1/2.
- B1/3.
- C1/4.
- D1/6.
- E1/12.
GabaritoD — 1/6.
Gabarito: letra D — a conta chega a 1/6 (alternativa D).
O sistema ABO é um exemplo clássico de alelos múltiplos: três alelos (IA, IB e i) determinam os quatro fenótipos sanguíneos. Os alelos IA e IB são codominantes entre si e dominantes sobre o alelo i, que é recessivo. Assim, o fenótipo A pode ser IAIA (homozigoto) ou IAi (heterozigoto), enquanto o fenótipo O só ocorre com genótipo ii. A probabilidade de um evento é a razão entre os casos favoráveis e os casos possíveis, e quando há mais de uma condição independente, multiplicamos as probabilidades de cada uma. Nesta questão, precisamos combinar a incerteza sobre o genótipo da mulher (ela tem fenótipo A, mas pode ser IAIA ou IAi) com a transmissão dos alelos e o sexo da criança, que é independente do tipo sanguíneo.
mulher com fenótipo A
pais da mulher: ambos IAi
companheiro: doador universal (ii)
pergunta: chance de ter uma filha com fenótipo O
O que queremos: a probabilidade de a mulher ter uma filha com fenótipo O
A mulher tem fenótipo A, mas não sabemos se ela é IAIA ou IAi. Como os pais são ambos IAi, o cruzamento IAi × IAi produz os genótipos IAIA, IAi e ii na proporção 1:2:1. Como ela tem fenótipo A, ela não pode ser ii, então restam apenas IAIA e IAi. A probabilidade de ser IAi é o número de casos IAi dividido pelo total de casos possíveis (IAIA + IAi), ou seja, 2/3.
Por que esta fórmula: Usamos a razão entre os casos favoráveis (IAi) e o total de casos possíveis (IAIA + IAi), porque o espaço amostral foi reduzido ao excluir o genótipo ii, que não corresponde ao fenótipo A.
De onde vem cada valor: = enunciado: cruzamento IAi × IAi produz 2 IAi em 4 descendentes · = enunciado: excluindo ii, restam 3 genótipos possíveis (1 IAIA + 2 IAi)
Esquecer de excluir o genótipo ii e usar 2/4 = 1/2, o que daria 1/4 no final.
Para a criança ter fenótipo O (ii), ela precisa receber o alelo i de ambos os pais. O companheiro é doador universal, ou seja, genótipo ii, então ele sempre transmite i. A mulher, se for IAi, tem 50% de chance de transmitir o alelo i. Essa probabilidade é independente da probabilidade de ela ser IAi, então multiplicamos.
Por que esta fórmula: A probabilidade de transmitir um alelo específico de um heterozigoto é sempre 1/2, pois na meiose cada gameta recebe um dos dois alelos com igual chance.
De onde vem cada valor: = conceito: um heterozigoto IAi produz gametas IA e i em igual proporção · = conceito: dois tipos de gametas possíveis
Achar que a mulher sempre transmite i, ignorando que ela pode ser IAIA.
Agora combinamos as duas probabilidades: a mulher ser IAi (2/3) e, sendo IAi, transmitir o alelo i (1/2). O companheiro sempre transmite i, então a criança será ii se receber i da mãe. Multiplicamos porque são eventos independentes e ambos precisam ocorrer.
Por que esta fórmula: A regra do 'e' em probabilidade: quando dois eventos independentes devem ocorrer juntos, multiplicamos suas probabilidades.
De onde vem cada valor: = passo 1: 2/3 · = passo 2: 1/2
Esquecer de multiplicar pela probabilidade de ser IAi, resultando em 1/2.
A questão pede especificamente uma filha, ou seja, do sexo feminino. A probabilidade de uma criança ser do sexo feminino é 1/2, independente do tipo sanguíneo. Portanto, multiplicamos a probabilidade de um filho O (1/3) por 1/2.
Por que esta fórmula: Novamente a regra do 'e': a criança deve ser O e ser do sexo feminino, eventos independentes, então multiplicamos.
De onde vem cada valor: = passo 3: 1/3 · = conceito: probabilidade de nascer do sexo feminino
Esquecer o fator 1/2 do sexo, respondendo 1/3.
Resposta: 1/6 (alternativa D)
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