Professor de Ensino Fundamental II e Médio - Ciências
“Em 1909, o físico neozelandês Ernest Rutherford e dois auxiliares, o inglês Ernest Marsden e o alemão Hans Geiger, bombardearam folhas de ouro finíssimas com partículas de carga positiva emitidas por uma fonte radioativa. O resultado causou profunda estranheza. Parte dessas partículas – denominadas radiação alfa – ricocheteavam bruscamente ao atingir a lâmina do metal. Dois anos depois, Rutherford, em letras trêmulas, escreveu sua conclusão.”(ANJOS, J.C. e VIEIRA, C.L. Um olhar para o futuro – Desafios da física para o século 21. Rio de Janeiro: Vieira & Lent: FAPERJ, 2008.)A partir desse experimento, Rutherford concluiu que
Aa menor parte da massa do átomo estava na região central – o núcleo –, formado por partículas chamadas prótons e nêutrons.
Bo átomo, eletricamente neutro, era formado por elétrons mergulhados em uma esfera com carga positiva.
Ca maior parte da massa do átomo estava na região central – o núcleo -, formado por partículas positivas chamadas prótons.
Do átomo, eletricamente neutro, era formado por elétrons mergulhados em uma esfera com carga negativa.
Eos átomos eram como pequenas esferas indivisíveis, indestrutíveis e maciças.
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GabaritoC — a maior parte da massa do átomo estava na região central – o núcleo -, formado por partículas positivas chamadas prótons.
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Modelo atômico de Rutherford
Gabarito: letra C. O experimento de Rutherford (folha de ouro bombardeada com partículas alfa) mostrou que a maior parte da massa do átomo está concentrada em uma região central minúscula e densa — o núcleo —, que contém partículas de carga positiva, os prótons. As alternativas A, B, D e E descrevem outros modelos atômicos ou erros de interpretação, como veremos.
O experimento de Rutherford, realizado em 1909 com Geiger e Marsden, consistiu em bombardear uma lâmina de ouro finíssima com partículas alfa (núcleos de hélio, carga positiva). A observação crucial foi que a grande maioria das partículas atravessava a lâmina sem desvio, mas uma pequena fração era desviada em grandes ângulos, e algumas até ricocheteavam. Isso só poderia ser explicado se a carga positiva e a massa do átomo estivessem concentradas em um volume muito pequeno — o núcleo —, deixando a maior parte do átomo como espaço vazio. A partir disso, Rutherford propôs um modelo planetário: elétrons girando ao redor de um núcleo positivo e massivo.
A alternativa C captura exatamente essa conclusão: a maior parte da massa está no núcleo, formado por partículas positivas (prótons). Note que, em 1911, Rutherford ainda não conhecia o nêutron (descoberto por Chadwick em 1932), então a menção a prótons e nêutrons na alternativa A é anacrônica e incorreta. As alternativas B e D descrevem o modelo de Thomson (pudim de passas), e a E descreve o modelo de Dalton (esfera maciça e indivisível).
1808Dalton — esfera maciça
1904Thomson — pudim de passas
1911Rutherford — núcleo positivo
1913Bohr — níveis de energia
1932Chadwick — nêutron
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o núcleo é formado por prótons e nêutrons. Na época do experimento (1911), o nêutron ainda não havia sido descoberto — ele só foi identificado por James Chadwick em 1932. Além disso, a alternativa diz "a menor parte da massa", o que contraria a conclusão de Rutherford: a maior parte da massa está no núcleo. Portanto, o erro é duplo: composição anacrônica e inversão da proporção de massa.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Descreve o modelo atômico de Thomson (pudim de passas): elétrons mergulhados em uma esfera de carga positiva. Esse modelo foi proposto em 1904 e foi justamente o que o experimento de Rutherford refutou. A alternativa B não corresponde à conclusão de Rutherford, mas ao modelo anterior.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta é a conclusão correta de Rutherford: a maior parte da massa do átomo está concentrada no núcleo, que é positivo e contém os prótons. O experimento mostrou que as partículas alfa (positivas) eram desviadas ou ricocheteadas, indicando uma região central densa e de mesma carga. A alternativa C espelha exatamente isso, sem o anacronismo do nêutron.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Também descreve o modelo de Thomson, mas com um erro adicional: a esfera teria carga negativa. No modelo de Thomson, a esfera é positiva (para neutralizar a carga negativa dos elétrons). Portanto, a alternativa D está duplamente errada: não é o modelo de Rutherford e inverte o sinal da carga da esfera.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Descreve o modelo atômico de Dalton (1808): átomos como esferas maciças, indivisíveis e indestrutíveis. O experimento de Rutherford mostrou justamente que o átomo não é maciço, mas possui um núcleo pequeno e denso cercado por espaço vazio. Portanto, a alternativa E representa um modelo superado, não a conclusão de Rutherford.
NÃO CAIA NESSA!
A banca mistura os modelos atômicos históricos. O candidato desatento pode confundir o modelo de Rutherford (núcleo positivo e massivo) com o de Thomson (esfera positiva com elétrons incrustados) ou com o de Dalton (esfera maciça). A pegadinha está em alternativas que descrevem modelos anteriores, como B, D e E, e na alternativa A, que insere o nêutron anacronicamente. Fique atento à cronologia: Rutherford (1911) → Bohr (1913) → Chadwick descobre o nêutron (1932).
PEGA ESSA DICA!
Para questões de modelos atômicos, monte uma linha do tempo mental: Dalton (esfera maciça) → Thomson (pudim de passas) → Rutherford (núcleo positivo) → Bohr (níveis de energia). Associe cada experimento à sua conclusão: o experimento da folha de ouro é a marca registrada de Rutherford. Se a alternativa mencionar nêutrons, desconfie: eles só foram descobertos em 1932, então qualquer modelo anterior a isso não pode incluí-los.