A América, que no Mediterrâneo ocupou o lugar das fontes de ouro africano, substituiu ainda muito mais amplamente as minas de prata alemãs.BRAUDEL, Fernand. O Mediterrâneo e o mundo mediterrânico, Lisboa: Martins Fontes, 1983.A respeito do fluxo da prata americana na economia mercantil do século XVII, é correto afirmar que
AO sistema de crédito garantiu que a difusão da prata americana fosse limitada aos países aliados da Espanha.
BAs medidas protecionistas espanholas permitiram que a prata americana permanecesse no território castelhano.
CO pagamento de despesas externas da Espanha propiciou a circulação da prata americana no continente europeu.
DO interesse pela prata americana resultou na decadência do comércio europeu com o continente africano.
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GabaritoC — O pagamento de despesas externas da Espanha propiciou a circulação da prata americana no continente europeu.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Fluxo da prata americana no século XVII
Gabarito: letra C. O pagamento de despesas externas da Espanha – especialmente guerras e importações de manufaturados – fez com que a prata americana extravasasse as fronteiras castelhanas e circulasse por todo o continente europeu, irrigando a economia mercantil do período. A citação de Braudel já aponta que a América substituiu as minas de ouro africanas e de prata alemãs, sinalizando o papel central do metal americano.
A banca testa a compreensão do mecanismo de difusão da prata: embora a Espanha detivesse o monopólio legal da extração, sua economia doméstica era frágil e dependente de importações, obrigando a coroa a usar a prata para saldar débitos com banqueiros genoveses, alemães e flamengos, além de financiar exércitos nos Países Baixos e na Itália. Esse fluxo constante gerou a chamada "revolução dos preços" e integrou mercados.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o sistema de crédito limitou a difusão da prata aos aliados da Espanha. Na realidade, os empréstimos e letras de câmbio ampliaram a circulação para toda a Europa, inclusive para inimigos (como os Países Baixos rebeldes). O crédito não restringiu; ao contrário, facilitou a dispersão.
Alternativa B — ❌ Incorreta
As medidas protecionistas espanholas (como a proibição de exportação de metais) foram sistematicamente burladas por contrabando e pelo próprio Estado, que pagava dívidas externas com prata. O metal não permaneceu em Castela; estima-se que mais de 80% da prata americana tenha saído da Espanha.
Alternativa C — ✅ Correta
A Espanha gastava a prata para cobrir despesas militares, administrativas e comerciais no exterior. Exemplos clássicos: o pagamento de exércitos na Guerra dos Oitenta Anos e as remessas a banqueiros genoveses. Isso gerou uma rede de circulação que abasteceu os mercados europeus de moeda e capital, dinamizando o comércio.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O interesse pela prata americana não causou a decadência do comércio com a África. Pelo contrário, a prata foi usada para comprar escravos na África (tráfico negreiro) e especiarias no Oriente, intensificando o comércio triangular. A afirmação inverte a causalidade.
PEGA ESSA DICA!
Lembre-se do tripé "prata → dívida espanhola → circulação europeia". As bancas adoram explorar a ideia de que a prata ficou na Espanha (protecionismo) ou se limitou a aliados (crédito), quando na realidade a Espanha funcionou como uma "ponte" para distribuir o metal por toda a Europa. Fixe a imagem: a prata saía de Potosí, chegava a Sevilha e imediatamente ia para Antuérpia, Gênova ou Augsburgo.