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Questão de Português — Pronomes Indefinidos — FGV 2023

PortuguêsPronomes Indefinidos
Código
fg070252
Banca
FGV
Órgão
SMED de Belo Horizonte - MG
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Professor - Língua Portuguesa
Leia o fragmento a seguir.Um juiz de São Paulo, diante da atual discussão sobre drogas, lembra que a quantidade de drogas em poder do cidadão não prova coisa alguma: apenas cria para o traficante a necessidade de ter estoques do produto escondidos e só levar consigo pequenas quantidades de cada vez. Muito simples.Sobre os constituintes desse segmento, assinale a afirmativa correta.
  1. AO juiz de São Paulo, por não ser identificado, não traz qualquer autoridade ao que é dito no texto.
  2. BO indefinido alguma, no contexto em que está, tem valor negativo.
  3. CO termo de São Paulo devia aparecer entre vírgulas por ter valor de aposto.
  4. DA preposição de, em suas três ocorrências, tem emprego obrigatório, em função de ser solicitada por algum termo anterior.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — O indefinido alguma, no contexto em que está, tem valor negativo.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Valor negativo do pronome indefinido "alguma"

Gabarito: letra B. A única afirmativa correta é a B, pois o pronome indefinido "alguma", no contexto da frase "não prova coisa alguma", tem valor negativo, reforçando a negação. Isso é comprovado pelo próprio texto:

"a quantidade de drogas em poder do cidadão não prova coisa alguma"

A expressão "coisa alguma" após uma negação equivale a "nada". Assim, o indefinido "alguma" adquire sentido negativo.

Afirmativa

Análise

Correta?

A) O juiz de São Paulo, por não ser identificado, não traz qualquer autoridade ao que é dito no texto.

O texto não discute autoridade do juiz; é extrapolação.

B) O indefinido "alguma", no contexto em que está, tem valor negativo.

"não prova coisa alguma" equivale a "nada"; reforça negação.

C) O termo "de São Paulo" devia aparecer entre vírgulas por ter valor de aposto.

É adjunto adnominal, não aposto.

D) A preposição "de", em suas três ocorrências, tem emprego obrigatório, em função de ser solicitada por algum termo anterior.

Há quatro ocorrências; nem todas são obrigatórias por regência.

Alternativa A — ❌ Incorreta

O texto não discute a autoridade do juiz; apenas apresenta seu pensamento. Afirmar que o anonimato lhe tira autoridade é uma extrapolação (fora do escopo).

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Conforme explicado, "alguma" assume valor negativo na estrutura "não ... coisa alguma", funcionando como reforço da negação.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"de São Paulo" é adjunto adnominal (especifica a origem do juiz), não aposto. O aposto explicativo exigiria vírgulas e teria natureza explicativa, o que não ocorre aqui. Erro de troca de conceito.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A preposição "de" ocorre quatro vezes no trecho (não três), e nem todas são obrigatórias por regência: "discussão de drogas" poderia ser "discussão sobre drogas". Além disso, "de cada vez" é locução adverbial fixa. A afirmação é incorreta quanto ao número e à obrigatoriedade.

Gabarito: letra B

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