Questão de Matemática — Física Matemática — FGV 2023
- Código
- fg070377
- Banca
- FGV
- Órgão
- SMF-RJ
- Ano
- 2023
- Nível
- Superior
- Cargo
- Analista de Planejamento e Orçamento - Manhã
- A3s;
- B4s;
- C5s;
- D6s;
- E7s.
GabaritoA — 3s;
Gabarito: letra A — o gavião alcança o pardal em 3 segundos. A chave é perceber que, enquanto o pardal foge perpendicularmente à reta AB, o gavião voa em linha reta na direção do ponto de encontro, formando um triângulo retângulo cujos catetos são a distância inicial (120 m) e o deslocamento do pardal (30t), e cuja hipotenusa é o deslocamento do gavião (50t). Aplicando Pitágoras: , o que resulta em .
Este é um clássico problema de movimento relativo com direções perpendiculares. O gavião não voa diretamente para o ponto B (posição inicial do pardal), mas sim para o ponto onde o pardal estará no instante do encontro. Como o pardal se move numa direção ortogonal à reta AB, a trajetória do gavião, a distância inicial e o deslocamento do pardal formam um triângulo retângulo.
A grande sacada é que o tempo de encontro é o mesmo para ambos: o pardal voa durante segundos e o gavião também voa durante segundos. Assim, podemos escrever as distâncias percorridas em função de e usar o Teorema de Pitágoras para relacioná-las.
Vamos montar a equação passo a passo:
Distância percorrida pelo gavião:
Distância percorrida pelo pardal:
Distância inicial entre eles:
Como as trajetórias são perpendiculares, vale:
Portanto, o tempo de encontro é de 3 segundos.
A banca tenta fazer você calcular o tempo como se o gavião voasse diretamente para o ponto B, usando apenas a distância de 120 m e a velocidade de 50 m/s, o que daria — valor que não está nas alternativas. Ou ainda, usar a diferença de velocidades (50 − 30 = 20 m/s) e dividir 120 por 20, resultando em 6 s (alternativa D). Mas isso só valeria se ambos estivessem na mesma linha reta. Como o pardal foge perpendicularmente, a distância que o gavião percorre é a hipotenusa de um triângulo retângulo, e não a distância inicial. Perceber essa geometria é o coração da questão.
Como demonstrado, o tempo é de 3 segundos. A equação resolve exatamente o problema, e o resultado satisfaz as condições do enunciado.
4 segundos não satisfaz a equação de Pitágoras. Se , teríamos para o gavião e para o pardal. Aplicando Pitágoras: e , que não são iguais. Portanto, não é o tempo correto.
5 segundos também não fecha a equação. Com , o gavião percorreria e o pardal . Pitágoras: e , que não batem. Logo, está errada.
6 segundos é o resultado da armadilha de usar a diferença de velocidades (50 − 30 = 20 m/s) e dividir 120 por 20, obtendo 6 s. Mas isso só valeria se ambos estivessem na mesma linha reta, o que não é o caso. Na geometria do problema, com , o gavião percorreria e o pardal ; Pitágoras: e , que não são iguais. Portanto, incorreta.
7 segundos também não satisfaz a equação. Com , o gavião percorreria e o pardal ; Pitágoras: e , que não batem. Logo, errada.
Para problemas de perseguição com trajetórias perpendiculares, monte o triângulo retângulo com:
Cateto 1: distância inicial entre os móveis.
Cateto 2: deslocamento do móvel que foge (velocidade × tempo).
Hipotenusa: deslocamento do perseguidor (velocidade × tempo).
Depois, aplique Pitágoras e resolva para . Esse raciocínio vale para qualquer questão do tipo, não só com aves.
Gabarito: letra A
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