Questão de Matemática — Probabilidade — FGV 2023
- Código
- fg070383
- Banca
- FGV
- Órgão
- SMF-RJ
- Ano
- 2023
- Nível
- Superior
- Cargo
- Analista de Planejamento e Orçamento - Manhã
- A4/64;
- B4/625;
- C5/64;
- D24/625;
- E25/64.
GabaritoD — 24/625;
Gabarito: letra D — a probabilidade é 24/625. O temor de Rita se concretiza quando as quatro pessoas escolhem, cada uma, um andar diferente entre o 1º e o 4º, e a ordem em que isso ocorre importa (cada pessoa é distinta). O total de possibilidades é (cada pessoa pode escolher qualquer um dos 5 andares), e os casos favoráveis são as permutações de 4 andares distintos escolhidos entre 4 disponíveis: . Assim, .
A questão trabalha com a definição clássica de probabilidade: a razão entre o número de casos favoráveis e o número de casos possíveis, quando todos os resultados são igualmente prováveis. Aqui, cada uma das quatro pessoas tem 5 opções de andar (do 1º ao 5º), e as escolhas são independentes — o que uma pessoa escolhe não afeta a escolha das outras. Por isso, o total de combinações possíveis é dado pelo princípio multiplicativo: .
O evento que Rita teme é que as quatro pessoas escolham, respectivamente, os andares 1, 2, 3 e 4 — um andar diferente para cada pessoa. Como as pessoas são distintas (são quatro pessoas diferentes), a ordem importa: a pessoa A pode ir ao 1º, a pessoa B ao 2º, etc., mas também pode ser a pessoa A no 2º, a B no 1º, e assim por diante. O número de maneiras de distribuir os 4 andares entre as 4 pessoas é uma permutação simples: .
A pegadinha clássica aqui é esquecer que as pessoas são distintas e tratar o problema como se a ordem não importasse, o que levaria a uma combinação e a uma probabilidade de — que não está entre as alternativas. Outra armadilha é confundir o total de casos possíveis: como o prédio tem 5 andares e há 4 pessoas, cada uma pode escolher qualquer andar, inclusive o 5º (que é o andar de Rita, mas nada impede que outra pessoa também vá para lá). O total considera todas essas possibilidades.
não corresponde a nenhum cálculo coerente com o problema. O denominador 64 sugere ou , mas o total de casos possíveis é , não 64. O numerador 4 também não reflete os casos favoráveis, que são 24.
tem o denominador correto (625), mas o numerador está errado. 4 seria o número de casos favoráveis se apenas uma pessoa específica fosse a um andar específico (por exemplo, a pessoa A no 1º andar), mas o evento pedido envolve as quatro pessoas indo a andares distintos. O número correto de casos favoráveis é .
mistura o 5 (número de andares) com o 64 (que não é o total de casos). O total de casos possíveis é , e não 64. O numerador 5 também não tem relação com os casos favoráveis, que são 24.
é exatamente a razão entre os casos favoráveis e os casos possíveis. Os casos possíveis são (cada uma das 4 pessoas escolhe um dos 5 andares). Os casos favoráveis são as permutações dos 4 andares (1º, 2º, 3º e 4º) entre as 4 pessoas: . Portanto, .
não corresponde ao cálculo. O denominador 64 não é o total de casos (que é 625), e o numerador 25 não é o número de casos favoráveis (que é 24). O 25 poderia lembrar , mas não se aplica aqui.
A banca explora a confusão entre ordem importa e ordem não importa. Como as pessoas são distintas, a ordem em que os andares são atribuídos importa — por isso usamos permutação () e não combinação. Se você tratasse as pessoas como indistintas, acharia 1 caso favorável e cairia numa fração que não está nas opções. Fique atento: sempre que os elementos forem distintos (pessoas, objetos numerados), a ordem importa.
Para resolver questões de probabilidade com contagem, siga o roteiro: (1) identifique o espaço amostral — quantas possibilidades totais existem (use o princípio multiplicativo); (2) identifique o evento favorável — quantas dessas possibilidades atendem à condição; (3) calcule a razão. Quando o evento envolver "cada um em um lugar diferente", pense em permutação. Treine com questões de anagramas e distribuição de objetos distintos para fixar.
Gabarito: letra D
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